quinta-feira, 7 de junho de 2012

Chery atrai 8 autopeças para Jacareí


June 7, 2012 - 02:53

Chery atrai 8 autopeças para Jacareí

Executivos da Chery visitam Jacareí
Thiago Leon
Oito empresas chinesas do setor automotivo confirmaram instalação no parque industrial da montadora Chery, que inicia atividades em Jacareí no fim de 2013
Jacareí

Oito empresas chinesas do setor automotivo confirmaram instalação no parque industrial da montadora Chery, que inicia atividades em Jacareí no fim de 2013.
Outras 20 companhias, também chinesas, estariam interessadas em fazer parte da cadeia produtiva. Metade da área de 1 milhão de metros quadrados da Chery será para instalação de autopeças.
As empresas são fabricantes de ar-condicionado, peças para motores, chassi, suspensão, entre outros. Segundo o CEO da Chery no Brasil, Luis Curi, a intenção é que parte das empresas trazidas de fora do país faça ‘joint-ventures’ com fabricantes locais.
“(O acordo com fornecedores locais) vai depender das negociações com o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). A proposta é desenvolver os fornecedores locais”, disse Curi.
Serão importados apenas produtos que não possuem fabricação nacional ou que não tenham especificação necessária no país, como airbag.

Visita. Ontem, uma comitiva chinesa de cerca de 20 pessoas, entre elas a vice-governadora da província de Anhui (onde fica a matriz da Chery), Hua Jianhui, e o presidente da Chery, Zhou Biren, esteve em Jacareí para visitar a obra, em fase final de terraplanagem.
Hua fez uma apresentação da província de Anhui ao prefeito Hamilton Mota (PT), salientando que a região é conhecida pela presença de empresas do setor automotivo, maior fonte de renda de Anhui.
“Jacareí tem um ambiente muito agradável para investidores. Possui uma localização privilegiada em termos de logística”, disse Hua.
Na província, há 47 fornecedoras da Chery, estatal da própria região de Anhui. 

GM abre PDV para ‘enxugar’ produção na fábrica de S. José


June 7, 2012 - 02:47

GM abre PDV para ‘enxugar’ produção na fábrica de S. José

 Linha de produção da caminhonete S10, na fábrica de São José dos Campos; proposta da GM seria produzir 62 mil unidades em 2012
claudio capucho/arquivo o vale
Programa vai até o dia 15 somente para funcionários da produção; executivo afirma que medida é ajuste necessário
Arthur Costa
São José dos Campos

A General Motors abriu PDV (Programa de Demissão Voluntária) em seu complexo industrial de São José dos Campos para os funcionários horistas, do setor de produção.
A medida foi comunicada anteontem aos empregados e acontece menos de uma semana após o encontro entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José e o ministro do Trabalho, Brizola Neto, em Brasília, que discutiu a situação da GM.
O ministro teria se prontificado a entrar em contato com a empresa para encerrar o processo de demissões na unidade, que aconteceria desde setembro. A assessoria do MTE não confirma a informação.
A GM não divulgou metas de adesão ao PDV (leia texto nesta página), que vai até 15 de junho. Ao todo, a unidade da montadora em São José possui 7.552 horistas, segundo informações do sindicato.
“Hoje existe uma carência de mão de obra dentro da fábrica de São José. O que a GM deveria estar fazendo é contratar. Desde setembro, a empresa tem mantido o ritmo de produção intenso e efetuado demissões”, afirmou o presidente do sindicato, Antonio Ferreira Barros, o ‘Macapá’.
Ontem, o sindicato procurou o MTE para informar a abertura do PDV e cobrar providências do governo para manutenção dos empregos.
“A empresa não pode receber incentivos do governo e usar esse dinheiro para pagar as demissões. O governo tem que cobrar a manutenção do emprego”, disse Macapá, referindo-se à redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros em vigor desde maio.

Reforço.Junto com o PDV, a GM anunciou a implantação do terceiro turno na linha da S10 a partir de 18 de junho.
Inicialmente, 100 trabalhadores serão transferidos de outros setores para o terceiro turno da S10. O MVA, responsável pela produção dos veículos Zafira, Meriva e Corsa, deve ser o mais atingido pela medida.
As minivans Zafira e Meriva, produzidas há 10 anos em São José, saem de linha a partir deste mês. O Corsa também não deve permanecer no mercado até o final do ano.
“Acreditamos que esse terceiro turno pode ter até 550 trabalhadores. A abertura do terceiro turno era algo que já reivindicávamos e que dará mais vida social aos funcionários, que trabalhavam todo dia, inclusive fim de semana fazendo hora extra”, disse Macapá.

Cortes.O temor por demissões na fábrica de São José é antigo. Em outubro do ano passado, a GM abriu PDV que teve a adesão de 550 pessoas. Desde então, a entidade tenta negociar com a empresa novos investimentos na fábrica para manter os postos de trabalho.
Os metalúrgicos afirmam que, entre abril de 2011 e deste ano, 1.793 demissões foram feitas nas unidades da GM de São José e São Caetano, sendo 1.022 cortes só no Vale.
No início de maio, sindicato e prefeitura se reuniram para discutir a situação da montadora. À época, os metalúrgicos entregaram uma pauta ao prefeito Eduardo Cury (PSDB) com propostas de investimento por parte da GM em São José. Cury disse ter entregue o documento à GM, que por sua vez respondeu que discutiria o assunto com o sindicato.

OUTRO LADO
Direção da montadora atribui medida ao mercado em baixaSão José dos Campos

A General Motors informou que o PDV é resultado de um ajuste estrutural no volume de produção previsto para a unidade de São José.
O diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, salientou que a linha de fabricação de veículos leves, conhecida como MVA, não vive um bom momento.
“São José tem um complexo industrial com vários setores. Neste momento (a produção no MVA) está caindo em função do mercado”, disse Moan.
O executivo ressaltou que não há meta definida de adesão ao PDV, implantado exclusivamente na fábrica de São José, e disse que a montadora irá honrar compromisso com o governo de manter empregos.
“No período de um ano e meio, teremos o mesmo número de empregos que antes deste período”, disse Moan.
Sobre a pauta de investimentos proposta pelo sindicato, Moan disse que o único item atendido será o da abertura do terceiro turno da linha da S10.
“Infelizmente, não há nenhum investimento previsto para o Brasil. Não tem como atender aquelas reivindicações. (A transferência de projetos para São José) está descartada, pois fizemos investimento em outras fábricas”, disse.
Ao contrário do que disse o sindicato, Moan afirmou que não há produção do modelo Classic em São José. O veículo seria feito em São Caetano e em Rosário, na Argentina.
O executivo não descartou o aumento no número de trabalhadores empregados no terceiro turno da S10 --inicialmente serão 100. “Vai depender do mercado”, disse.

  ENTENDA O CASO
programa de demissão
GM abriu PDV na fábrica de São José. Programa vai até o dia 15 de junho e não tem metas de adesão

motivo
Competitividade do mercado e ajuste estrutural no volume de produção previsto para a unidade de São José

setor crítico
O MVA, responsável pela produção dos veículos leves, Meriva, Zafira e Corsa, enfrenta momento delicado no mercado. Ciclo de produção dos veículos completa 10 anos ainda neste ano

reforço
GM anunciou abertura do terceiro turno da linha da S10. Inicialmente, 100 pessoas serão realocadas de outros setores para a linha de produção da picape

raio-x da fábrica
- MVA (Corsa, Meriva e Zafira)
Cerca de 2.500 trabalhadores

- Outra linha (S10)
Cerca de 2.200 pessoas

- Outros setores (estamparia, Powertrain e CKD)
Cerca de 2.500 pessoas

Obra na Tamoios abre 800 empregos na região


June 7, 2012 - 03:03

Obra na Tamoios abre 800 empregos na região

Início das obras de duplicação da Tamoios
Victor Moriyama
Maioria das vagas é na área de construção civil; interessados já podem entregar currículos nos PATs
Filipe Manoukian
São José dos Campos
O consórcio Encalso - S.A. Paulista, responsável pelos serviços de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99), vai contratar, nos próximos dias, 800 profissionais para atuar nas obras. Candidatos da região terão prioridade na seleção.
As vagas, disponibilizadas nos PATs (Posto de Atendimento do Trabalhador) de cidades da região, são, num primeiro momento, para motorista, operador de máquinas, pedreiro, armador, carpinteiro, entre outras do setor da construção civil.
Os interessados devem estar cadastrados no ‘Portal Mais Emprego’ --espécie de banco de currículos do governos federal e estadual-- para concorrer às vagas.
Os perfis dos trabalhadores da região que se enquadram nas vagas oferecidas são encaminhados automaticamente para o consórcio, que fará um processo de seleção próprio.
O cadastramento pode ser feito no Portal Mais Emprego (http://maisemprego.mte.gov.br) ou presencialmente nos PATs.
Para quem for ao PAT, é preciso estar munido de RG, CPF, Carteira de Trabalho e extrato do PIS ativo.

Empregos.A duplicação do trecho de planalto da SP-99 vai gerar, até o final das obras, 6.000 empregos diretos e indiretos, segundo previsão da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).
“Conversei com representante do consórcio. Ele me informou que a intenção deles é que 95% da mão de obra seja daqui”, afirmou o secretário de Relações do Trabalho de São José, Ricardo Dinelli. “Só a chefia estratégica vem do consórcio, da matriz em São Paulo. O grande volume de mão de obra será de São José e Paraibuna.”
A gerência do consórcio, responsável pelas contratações, não foi localizada ontem para detalhar o número de vagas para cada cargo e as qualificações profissionais exigidas.
No cronograma de serviços, o pico das obras deve ser atingido em julho, aumentando a demanda por empregos.
Com término previsto para dezembro de 2013, a duplicação da Tamoios começou pelo planalto, num trecho de quase 49 quilômetros (do km 11,5 e o km 60,48), entre as cidades de São José e Paraibuna.
O consórcio Encalso - S.A. Paulista executa os trabalhos por R$ 557,4 milhões.

Articulação. A priorização da mão de obra local para execução dos serviços era solicitação recorrente dos prefeitos da região.
“Se você atrai mão de obra de fora, acaba enfrentando uma situação de agravamento do desemprego ao término da obra. Muitos desses que vêm, acabam ficando, e sem emprego”, disse o prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva (PSDB).
“Temos recebido vagas semanalmente, agora o ritmo tende a aumentar. Sempre cobramos essas vagas”, disse o prefeito de Paraibuna, Antonio Marcos de Barros (DEM).
 
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SAIBA MAIS
Empregos
Tamoios
O consórcio Encalso - S.A. Paulista vai contratar nos próximos dias cerca de 800 profissionais para atuação nas obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios

Profissões
Construção civil
As vagas são, num primeiro momento, para motorista, operador de máquinas, pedreiro, armador e carpinteiro

Onde se candidatar
PAT e internet
Os interessados devem se cadastrar no Portal Mais Emprego (http://maisemprego.mte.gov.br) ou nos Postos de Atendimento ao Trabalhador, munidos de RG, CPF, Carteira de Trabalho e PIS

São José

Endereço
O PAT de São José, que também atende os munícipes de Jambeiro, fica na rua Pedro Ernesto, 111, na Vila Sanches. O horário de atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O telefone é 3941-2043

Paraibuna
Endereço
O PAT de Paraibuna fica na Rua Humaitá, 20, Centro. O telefone do PAT é 3974–0371 ou 3974-2080. O horário de atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira

Caraguatatuba
Endereço
O PAT de Caraguatatuba fica na Rua Taubaté, 520, Sumaré.O telefone é 3882-5211. O horário de atendimento é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira

Procura
Alta demanda
Só em São José, ontem, cerca de 130 pessoas procuraram o PAT para se candidatar a uma das vagas para atuar na Tamoios

EMPREGO
Construção está em crise na região
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que a construção civil perdeu 1.545 postos de emprego em São José nos últimos 12 meses, sendo 228 só nos cinco primeiros meses deste ano. Em Caraguatatuba o saldo também é negativo, de 1.277 postos de trabalhos perdidos. Paraibuna se mantém estável.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Caixa reduz juros e amplia prazo do crédito habitacional


NOSSA REGIÃO
June 5, 2012 - 16:51

Caixa amplia prazo de crédito habitacional para 35 anos

Bairro Jardim Aquarius
Aaron Kawai
Banco anuncia ainda a redução de juros de financiamentos de 9% para até 7,8% ao ano além de ampliar o prazo para quitar os imóveis
Folhapress

A Caixa Econômica Federal ampliou de 30 anos para 35 anos o prazo de financiamentos habitacionais com recursos da caderneta de poupança.
O banco anunciou ainda a redução de juros de financiamentos do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) de 9% ao ano para 8,85% ao ano, podendo chegar a 7,8% ao ano, dependendo do relacionamento do cliente com o banco estatal.
Para financiamentos fora do SFH, caiu de 10% ao ano apenas para 9,9% ao ano, podendo cair para 8,9% ao ano, a depender do perfil.

Teto. Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação do banco, José Urbano Duarte, um mutuário com renda familiar de R$ 10 mil poderia financiar até R$ 267 mil pelas regras anteriores. Com a mudança, seu limite de financiamento, para pagamento em 35 anos, pode aumentar para R$ 280 mil. "Se essa mesma pessoa for cliente da Caixa, por meio de conta salário, poderá financiar até R$ 303 mil", informou o banco.
Ainda segundo o banco, as novas taxas de juros e o maior prazo de pagamento podem reduzir o valor das parcelas para o mesmo imóvel que seria comprado pelas regras anteriores.

Jurídicas. A Caixa reduziu também juros para pessoas jurídicas, para financiamento de unidades residenciais, que passou de 11,5% para 10,3%, podendo cair para 9% para clientes do banco. O prazo desses financiamentos foram ampliados de 24 meses para 36 meses.
Para imóveis comerciais, a Caixa cortou os juros de 14% para 13% até 11%. Para financiamento de imóvel próprio, a pessoa jurídica pagará entre 11,5% e 12,5% - a taxa era de 13,5%.

Para mais informações, acesse: www.caixa.gov.br 

Medida da Caixa vai aquecer mercado imobiliário da região
Compradores das classes C e D aproveitarão o prazo esticado para realizar o sonho da casa própria

São José dos Campos
A ampliação do prazo do financiamento habitacional de 30 para 35 anos, anunciada ontem pela Caixa Econômica Federal, vai ajudar a aquecer o mercado imobiliário na região.
Principalmente pela entrada de compradores das classes C e D, que aproveitarão o prazo esticado para realizar o sonho da casa própria.
Essa é a opinião de empresários dos setores da construção civil e do ramo imobiliário da região. Também foram anunciadas ainda novas reduções nas taxas de juros dos financiamentos com recursos da Poupança.
Para imóveis financiados pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), as taxas caem para 8,85% para todos os clientes. A taxa pode chegar a 7,8% em função do grau de relacionamento com o banco.

Aconvap. “São mais facilidades que o banco cria para o programa habitacional”, disse Cleber Córdoba, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). “Com o prazo maior, as prestações vão cair de valor e possibilitar a entrada das classes C e D mais fortemente nesse mercado imobiliário. Mais gente vai realizar o sonho da casa.”Entre os financiamentos habitacionais, incluindo as construtoras e bancos privados, a Caixa é responsável por 70% dos negócios feitos na região. Aliada ao alongamento do prazo, tal participação resultará em aquecimento do mercado imobiliário do Vale.

Creci. “Como facilitará o acesso às linhas de crédito habitacional, mais gente poderá comprar o seu imóvel próprio”, afirmou Denerval Machado Melo, delegado regional do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) de São José.
A briga do setor, segundo ele, será para estender os benefícios criados para a compra de imóveis novos na negociação de casas e apartamentos usados.
Casas de 70 metros quadrados em bairros de periferia, que custam hoje a média de R$150.000,00, depois dessa noticia , passaram a custar de R$200 à 220 mil. Um A B SU R D O ! Imagine um “bairro melhor” situado. Lembrando que a “crise de 2008”, teve como uma das causas principais uma bolha imobiliária nos EUA.
Comentado por Alex, 06/06/2012 13:07
Deixa eu ver se eu entendi, para comprar um dois quartos minúsculos, é que se compra em São Jose com R$ 290.000,00, eu tenho que ganhar R$ 10.000,00? E ainda vou ter que me endividar para até depois da aposentadoria? Outra coisa maluca no exemplo dado, eu vou pagar mais 5 anos para um apartamento R$ 13.000,00 mais caro (R$280 - R$ 267)? Sou eu ou alguém mais acha que tem alguma coisa muito errada neste pais?
Comentado por Eduardo, 06/06/2012 12:41
Nao vejo graca no aquarius..Prefiro bem mais uma casa no bosque/satelite do que no aquarius..lugar q so tem predio e sombra! nao bate sol naquele lugar
Comentado por marc, 06/06/2012 11:04
A pergunta que não quer calar: Por quê todas às vêzes que sai uma matéria sobre habitação, o Jornal O Vale, só mostra fotos dos edifícios do Jardim Aquárius???? A cidade é tão grande e tem tantas outras edificações (em outros bairros), mas as fotos não mudam. Sempre Jardim Aquárius! A imponência que retrata a foto, não conta a realidade daquele (sem dor no cotovelo, mas horrível) bairro "estrangulado" pelo excesso de prédios, oscilações de distribuição de água, queda/baixa conexão de internet etc... tudo isso resultado da exorbitante concentração de pessoas (consumo per-capto) num pequeno espaço físico. O bairro faz jus ao seu nome, pois realmente aquele povo vive mesmo dentro de um aquário. Jornal O Vale, da próxima vêz, muda a foto!!!!
Comentado por CASANOVA, 06/06/2012 09:06

Cidades querem voos da Copa


May 13, 2012 - 03:01

Cidades querem voos da Copa

Taubaté e Guará entram na briga por voos da Copa que ‘sobrarem’ de terminais como o de Guarulhos; investimento em novas pistas pode garantir às cidades a condição de sub-sedes do evento em 2014
São José dos Campos

Outros dois projetos na região surgem como alternativa para receber voos durante a Copa do Mundo no Brasil. São os aeródromos utilizados pelas Forças Armadas em Guaratinguetá e Taubaté.
Em Guará, representantes da SAC (Secretaria de Aviação Civil) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vistoriaram na última semana a pista do aeroporto Edu Chaves, hoje dividido entre a Escola de Especialistas da Aeronáutica e o aeroclube da cidade.
De acordo com o vice-prefeito de Guará, Miguel Sampaio (PSB), até o final do mês, um convênio entre prefeitura, governo do Estado e governo federal será firmado para dar início à elaboração de um projeto para que o local passe a receber voos comerciais.
Com verba estadual de R$ 150 mil para elaboração do projeto, a intenção é utilizar uma área de 170 mil metros quadrados para a construção de um terminal para passageiros e hangares para empresas de manutenção de aeronaves.
“O projeto ainda será concluído, mas já temos um estudo de que uma obra dessa ficará em torno de R$ 22 milhões. Será um aeroporto voltado para voos regionais e fretados para o turismo religioso”, afirmou Sampaio.
O comandante da Escola de Especialistas, brigadeiro Jeferson Domingos, se mostrou favorável à modernização do local, disse o vice-prefeito. “Ele se mostrou 100% favorável à ideia, foi uma grata surpresa.”
Questionado sobre a viabilidade do projeto, o Comando da Aeronáutica não se manifestou até as 20h de sexta-feira.
A SAC disse que todos os aeródromos do país estão sendo analisados e que o futuro de cada um deles será descrito no Plano Geral de Outorgas, com previsão para ser divulgado até o final deste semestre.

Adaptação. Já em Taubaté, a tentativa de candidatura da cidade como sub-sede da Copa pode reativar um projeto modernização da estrutura ao redor da pista do Cavex (Comando de Aviação do Exército).
Inicialmente, a intenção do município era viabilizar a construção de uma pista de 3.200 metros de comprimento ao lado da atual do Cavex para recebimento de voos de carga.
Apesar de estar em estágio avançado, o projeto, feito em 2008, foi abandonado por falta de apoio. “Caminhamos até onde nossas pernas alcançaram. Agora depende governo federal, estadual, de forças políticas”, disse o secretário de Planejamento de Taubaté, Antônio Carlos Pedrosa.
Agora, a Secretaria de Turismo, com apoio de órgãos como o Ciesp, tenta finalizar projeto para que a pista receba voos fretados durante a Copa. “Até o fim de maio devemos ter novidades”, disse o diretor do Ciesp, Fábio Duarte.

Especialista defende avaliação de demanda

são José dos campos

O especialista em transporte aéreo e ex-superintendente de infraestrutura da Anac Anderson Correia lembra que por questões de tráfego aéreo a SAC deve eleger suas prioridades na região.
Desta forma, seria difícil que todos os aeródromos operassem ao mesmo tempo.
“Uma região como o Vale do Paraíba não possui, hoje, escala suficiente para a operação de quatro aeroportos com voos regulares, ainda mais considerando que Guarulhos é muito próximo e também existe uma iniciativa para Mogi das Cruzes. É necessário que a Secretaria de Aviação Civil estabeleça alguma prioridade, caso contrário a região perde eficiência, tanto operacional, como financeira”, disse.
Correia conhece todos os projetos de ampliação de aeródromos na região, no entanto, acredita que o de São José é o mais viável.
“Nenhum (projeto) teria comprimento de pista suficiente para processamento de voos internacionais, como o Aeroporto de São José. Além disso, São José fica mais próximo de São Paulo, o que facilita muito para buscar passageiros e cargas de São Paulo e estabelecer alguma sinergia com Guarulhos. Para a Copa do Mundo, isto pode ser essencial”, disse o especialista.

SAIBA MAIS

tamanho das pistas
São José: 2.676 metros
Taubaté: 1.500 metros
(pista projetada): 3.200 m
CEA em Caçapava: 1.550 m
Guará: 1.551m

projetos
Prefeituras tentam agilizar aprovação de projetos para aumentar ‘lobby’ para receberem delegações da Copa

favoritosEspecialista da Anac, Sylvio José Coelho de Souza, disse que projeto de São José está quatro anos atrasado

Novos terminais no Vale põem em xeque aeroporto de S. José


May 13, 2012 - 03:00

Novos terminais no Vale põem em xeque aeroporto de S. José

 Fachada do aeroporto de São José dos Campos; Infraero planeja investimentos no local visando movimento da Copa em 2014
Antonio Basílio/bom dia
Megaprojeto de R$ 314 milhões para novo aeródromo em Caçapava e propostas de melhorias nas pistas de Taubaté e Guará podem ‘tomar’ o lugar de São José na preferência por voos comerciais e executivos
Arthur Costa
São José dos Campos

A ‘novela’ de mais de 15 anos em torno da ampliação do aeroporto de São José dos Campos fez com que municípios menores da região ultrapassassem a ‘capital do avião’ em projetos para construção de aeródromos com o objetivo de desafogar o tráfego aéreo de grandes centros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.
Entre os projetos, o mais avançado é do CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), de Caçapava, que deve iniciar suas obras dentro de 10 dias. Também são estudadas melhorias nos aeródromos de Guaratinguetá e Taubaté, usados pelas Forças Armadas (leia texto à página 5).
O CEA será instalado em uma área de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Carvalho Pinto, a quatro quilômetros da via Dutra.
Com investimento previsto de R$ 314 milhões, o projeto é encabeçado pelo Grupo Penido e tem previsão inicial de receber jatos executivos e aviões de pequeno porte.
“Esperamos ver aviões descendo na pista no final de 2013. É uma meta arrojada, mas pretendemos trabalhar 24 horas por dia depois do início das obras”, afirmou o diretor executivo do grupo, Rogério Penido.
A escolha de Caçapava, segundo Penido, foi motivada por critérios técnicos.
“Apresentamos mais de 15 áreas para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sendo seis em São José. A que mais agradou a Anac foi essa, por ser paralela às pistas de São José e Taubaté”, disse Penido.

Efeito. A estimativa é que 22 mil empregos diretos sejam gerados com o empreendimento, que tem mais de 300 lotes disponíveis à venda para instalação de empresas do setor aeronáutico e hangares particulares. Cerca de 40% dos lotes já têm proprietários interessados.
 Aeroporto de São José vive impasse sobre aumento da capacidade de passageiros e cargas; prefeitura quer assumir administração, mas aguarda autorização da Sac
Sem estrutura, terminal perde passageiros
São José dos campos

Após registrar 180% de aumento no número de passageiros transportados em 2011 ante o ano anterior, o Aeroporto de São José registrou queda de 4% no movimento de pessoas no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011.
O cancelamento de voos da companhia aérea Azul, alegando falta de estrutura para expandir seu número de voos, é apontado como o principal motivo da redução no quadro.
Entre as principais críticas das empresas aéreas estão a falta de infraestrutura do terminal, falta de vagas no estacionamento e de opções de lazer para os passageiros que aguardam seus voos.
Além da Azul, a Trip também opera em São José. São cinco voos diários.
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) detém a concessão do terminal até 2013 e seria responsável por obras de melhorias no local.
Em novembro do ano passado, o superintendente regional da Infraero em São Paulo, William Larry Furtado, admitiu que a atual estrutura do aeroporto não permite “situação de conforto aos passageiro” e prometeu a instalação de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros), uma espécie de contêiner com estrutura adaptada para receber passageiros, até fevereiro.
No entanto, a Infraero, por meio de sua assessoria, informou anteontem que não há previsão para a implantação da unidade.

Pedido. Também em novembro de 2011, a Prefeitura de São José enviou à Secretaria de Aviação Civil pedido de municipalização do terminal durante audiência pública.
Após três meses de espera, o Executivo recebeu como resposta da SAC que o órgão precisaria de um ano para analisar a proposta.


ENTENDA O IMPASSEM EM SÃO JOSÉ
CriaçãoPista do aeroporto de São José dos Campos foi criada na década de 70, com o nascimento da Embraer. Antes, a via era de terra, feita pelos militares do então CTA (Centro Técnico Aeroespacial)
Início do controle
Infraero administra aeroporto de São José desde 1996. Desde então, estatal se mantém no controle do terminal por meio de seguidas concessões. A última termina em meados de 2013
Precariedade
Terminal de passageiros tem 864 metros quadrados. Superintendente da Infraero admitiu que estrutura não permite situação de conforto por parte dos passageiros. Estacionamento tem 49 vagas
Discussão
No final da década de 90, propostas para a ampliação do aeroporto de São José começaram a ganhar força. Entidades ligadas à indústria defendiam ampliação para maior geração de negócios
Uso compartilhado
Situação do aeroporto de São José é uma das únicas no país. Aeroporto é utilizado por militares, companhias aéreas e testes da Embraer. Especialistas afirmam que há espaço para todos

domingo, 3 de junho de 2012

Periferia atrai imóveis no Vale


Periferia atrai imóveis no Vale

Empreendimentos imobiliários no Parque Industrial
Thiago Leon
Com regiões centrais saturadas, áreas antes pouco valorizadas hoje são disputadas pela construção em S. José e Taubaté
São José dos Campos

A escassez de ‘vazios urbanos’ em regiões centrais de São José dos Campos e Taubaté motivou a indústria da construção civil a investir em áreas antes pouco valorizadas, nas periferias.
Um exemplo desse processo é a área nas imediações do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté. Há 10 anos, a região da Vila São José convivia com o temor de rebelião, o que freava investimentos no local.
À época, um empreendimento com três torres foi feito na esquina entre a rua Vereador Rafael Braga e a avenida Santa Luiza do Marilac, com vista privilegiada do CDP.
A funcionária pública Sandra Regina dos Santos, 48 anos, foi uma das pessoas que decidiu vencer o medo e comprar um apartamento do empreendimento.
“Medo a gente sempre teve, mas a violência está em todo lugar. Felizmente, nunca tivemos problemas”, disse Sandra, que comprou o imóvel em 2004.
Ela lembra que para ir ao comércio precisava ir ao centro, pois não havia muita opção no bairro, o que mudou de três anos para cá.

Expansão. Segundo pesquisa da Acist (Associação das Empresas Construtoras, Imobiliária e Serviços Correlatos de Taubaté), a região da Vila São José fica atrás apenas da Independência e Centro no número de empreendimentos em lançamento. São quatro, no total de 11 torres. As vias de acesso foram revitalizadas também com a construção do Sedes (Sistema Educacional de Desenvolvimento Social).

Tabu. Em São José, o Jardim das Indústrias também ilustra este cenário. Hoje um polo consolidado com investimentos de alto padrão, teve que vencer certo preconceito no passado.
“Quando a avenida Cassiano Ricardo foi melhorada e o Aquarius cresceu, aquilo que era longe, perigoso, passou a ficar perto. Quem poderia imaginar os empreendimentos que estão ali há 10 anos?”, disse o diretor regional do SindusCon (Sindicato da Construção), José Luiz Botelho.
Ele salienta que a chegada dos empreendimentos da construção civil geralmente são seguidos do fortalecimento da infraestrutura do local, o que gera crescimento de regiões antes esquecidas.
“O empreendimento é que puxa a infraestrutura, o comércio começa a chegar. Há 30 anos, lançaram dois ou três prédios numa região onde havia uma dificuldade enorme para se vender. De repente, esse bairro se desenvolveu violentamente e virou o Aquarius”, afirmou Botelho.
Já o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, disse que as imediações da cadeia do Putim devem passar pelo mesmo processo do arredor do CDP. “É uma sequência natural com prédios para classe C e D.”
 Arte - Novos Centros
Pesquisa revela mercado em alta
São José dos Campos

Pesquisa divulgada recentemente pela Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) revela aumento de 30% nos lançamentos em São José dos Campos
De 16.746 unidades lançadas entre novembro de 2011 e fevereiro deste ano, 5.587 unidades ainda estavam disponíveis para comercialização.
Entre as disponíveis, 46% são apartamentos de dois dormitórios e estão, na maioria, situados entre as regiões sul e oeste. A região sul aparece com 27,40% das unidades totais em construção e a oeste, com 29% das unidades totais em construção.

Taubaté. Já na cidade, levantamento da Acist (Associação das Empresas Construtoras, Imobiliária e Serviços Correlatos de Taubaté) revelou 9.586 lançamentos, sendo 65% de apartamentos, com 35,6% ainda disponíveis.
De acordo com o levantamento, as casas representam 4% dos lançamentos, mesmo índice apontado no setor comercial. Loteamentos representam a segunda fatia deste mercado, com 27% dos lançamentos este ano.
O Vale, para este jornal, só são as cidades de Taubaté e São José. As outras cidades só são notícia quando se fala de assassinatos e e assaltos.
Comentado por Jairo, 03/06/2012 15:31
Em taubaté, as regiões proximas à Via Dutra, notadamente aquelas mais perto do Via Vale, tendem a crescer muito nos proximos anos!.....demorou mas o pessoal de Taubaté tá aprendendo a explorar essa avenida chamada "Via Dutra"
Comentado por lancelot, 03/06/2012 15:13
Quando tiver rebelião no presídio lá no Putim vai ser ótimo morar lá!. Os moradores vão poder receber "visitantes ilustres" em suas residências :)
Comentado por critico, 03/06/2012 15:01
Há algumas décadas atrás, a região leste de São José dos Campos (próximo ao Jardim Americano, Cajurú, Jdim Nova Flórida, Jdim Nova Michigan etc...) era considerada praticamente zona rural. Hoje quem vai lá, se surpreende com as dezenas de condomínios verticais e horizontais construídos, sem contar o comércio pujante, que vai desde alimentício, automobilístico, de materiais de construção, postos de combustíveis etc... Até um Hipermercado já se instalou lá e tem-se notícias de mais um outro grande concorrente à vista. O número de edifícios concentrados em um só bairro lá, supera o total de muitas pequenas cidades inteiras do Vale do Paraíba. Outra região emergente (e que me preocupa muito, pois resido a pouco tempo nela), é a sudeste (Putim, São Judas Tadeu, Capuava, São Leopoldo etc...), bairros que circundam o C.D.P (Centro de Detenção Proviosória) de São José dos Campos. Como a cidade já está estrangulada e não tem mais para onde crescer, lá tbém existem notícias de vários projetos de lançamentos de condomínios residenciais/empresariais, hipermercado etc...devido a sua localização bastante previlegiada, pois dá acesso ao Litoral Norte, São Paulo e Rio de Janeiro, via Rod. Carvalho Pinto/Airton Sena. Esta semana, o Jornal O Vale divulgou a venda da área da extinta Granja Itambi por $ 48 milhões de reais. Área esta, de excelente topografia, apropriada para shoppings, grandes hipermercados, condomínios etc.... Eu que a um ano fugi do asfalto e do estresse do centro da cidade, têmo perder em muito breve, o sossêgo e paz que vim buscar. É o progresso!!!!
Comentado por CASANOVA, 03/06/2012 08:47