domingo, 30 de outubro de 2011

Aposta é na 'inteligência viária'

October 30, 2011 - 03:00

Aposta é na 'inteligência viária'

Trânsito no Anel Viário Tião Martins
Prefeituras investem em novas tecnologias, como o comando de tempo dos semáforos pela internet, mas não descartam obras viárias como uma das soluções para minimizar o impacto do crescimento da frota
Carolina TeodoraSão José dos Campos
Construir novas avenidas, alargar ruas e criar viadutos não são suficientes para garantir a mobilidade dos moradores diante do crescimento da frota acima da média do país.
As prefeituras da região apostam em sistemas de gerenciamento e informatização do trânsito para minimizar o impacto da chegada dos novos carros e motos nas ruas.
A Prefeitura de São José triplicou nos últimos três anos o número de vias contemplados com o sistema de ‘onda verde’ --que faz com que os diferentes semáforos permaneçam abertos por um mesmo período sem interrupções.
Hoje, são 96 ruas com semáforos sincronizados, como a avenida Princesa Isabel, na zona norte, e as avenidas Nélson D’Ávila e João Guilhermino, ambas no centro.

Semáforo. A Secretaria de Transportes também consegue alterar pelo computador o tempo de quase 300 semáforos do total de 364 cruzamentos com sinal na cidade.
A ferramenta é importante em caso de acidentes ou obras. Antigamente, era preciso que um técnico fosse até o local para mexer na caixa de sistema de cada sinal.
São José também implantou nos últimos dois anos painéis eletrônicos de mensagem que alertam os motoristas em caso de morosidade ou interdição de vias.

Trabalho. Paulo Guimarães, diretor de trânsito da prefeitura, afirmou que dentro do trabalho de melhorar a mobilidade da frota também são realizadas operações diárias de trânsito. Todos os dias, parte dos marronzinhos é deslocada para os pontos de maior movimento para mudar a prioridade do fluxo nos horários de pico, como o final da tarde.
“O foco do nosso trabalho agora é na conscientização do motorista para que eles passem a ter um uso mais racional dos carros”, afirmou.
A projeção da prefeitura é de que a frota continue a crescer, só que de forma mais lenta. A projeção é que o número de veículos sofra um crescimento de 32% até 2015 --ano em que 444.023 carros, motos e ônibus devem ocupar as ruas. “Também estamos trabalhando na construção de novas ciclovias”, disse Guimarães. Ele afirmou ainda que, apesar de não ser a solução definitiva, a prefeitura também investe na construção de novas avenidas e na melhoria das existentes.

Jacareí. A Prefeitura de Jacareí dobrou no último ano o número de marronzinhos que fiscalizam o trânsito que passaram de 40 em 2010 para 81 este ano. Dalton Ferracioli de Assis, secretário de Infraestrutura, afirmou ainda que a prefeitura investiu na troca da iluminação dos semáforos.
“Colocamos uma iluminação de Led que exige uma manutenção menor”, disse.
O Departamento de Trânsito de Taubaté não retornou para comentar o assunto.
SAIBA MAIS
O que Prefeituras da região investem na busca de novas tecnologia para melhorar o fluxo

ComoA Prefeitura de São José, por exemplo, altera pela internet o tempo dos semáforos

Previsão Tendência das administrações é de crescimento um pouco menos acelerado nos próximos anos

Campanha Apelo das prefeituras é que motorista use o carro com mais critério


Avenida Independência, em Taubaté

AvaliaçãoMotorista pede mais orientação nas ruasSão José dos CamposMotoristas de São José reclamam da dificuldade em trafegar nos horários de pico e próximo a escolas, hospitais e bancos. Segundo eles, os agentes de trânsito deveriam dar mais orientações nas ruas.
“As pessoas não respeitam o trânsito na entrada e saída das escolas, sempre foi assim e não muda. Se fosse diferente, seria melhor trafegar na cidade”, afirmou Antônio Carlos Soares, 25 anos.
O gerente de vendas de uma concessionária de veículos em São José, Mario Celso de Moraes, afirmou que os consumidores veem o carro como uma necessidade. “A maioria dos meus clientes compra o carro por meio de financiamento em até 60 meses porque não querem ficar sem carro”, disse.
As facilidades na hora da compra também são atrativos que impulsionam a compra. A Federação das Concessionárias divulgou no início do mês que a vendas este ano estão acima do registrado em 2010.
Para a dona de casa Janice de Souza, 38 anos, o problema está na mentalidade dos brasileiros. “No Brasil, ter carro é um status social. Uma maneira de demonstrar sucesso financeiro”, afirmou.

Sem freio: frota cresce mais de 50% em cinco anos no Vale

October 30, 2011 - 03:00

Sem freio: frota cresce mais de 50% em cinco anos no Vale

Frota de veículos de São José, avenida São João Claudio Capucho
São pelo menos 93 novos veículos todos os dias nas ruas de São José e Taubaté, revela estudo feito pelo Denatran; resultado do crescimento desenfreado é a ocorrência cada vez maior de congestionamentos
Carolina TeodoraSão José dos Campos
Levantamento do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) revela que a frota de veículos de São José e Taubaté aumentou mais de 50% nos últimos cinco anos.
Juntas, as duas cidades recebem por dia 93 novos veículos, entre carros, motos e caminhões, que refletem diretamente na morosidade do fluxo e aumento dos congestionamentos.
Os números divulgados na última semana, referentes ao período entre outubro de 2006 e de 2011, mostram que São José e Taubaté atingiram taxa de motorização inferior a de dois habitantes por carro --considerado próximo da saturação.
São José tem hoje 1,87 habitante por carro. Em Taubaté, a taxa é ainda menor --1,70 morador por carro.
Especialistas afirmam que o aumento da frota está ligado à capacidade econômica do morador, mas que a deficiência do transporte público influencia em um uso mais constante do veículo.

Avaliação. “O problema é que os investimentos na malha viária ou em sistemas de gerenciamento de trânsito não acompanham esse crescimento”, afirmou Carlos Alberto Guimarães, professor da Faculdade de Engenharia Civil e Urbanismo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
“O aumento registrado nas cidades do Vale é alto e supera a taxa dos municípios do país, que é de 6% ao ano”, afirmou o especialista.
Segundo o estudo do Denatran, São José tem quase 235 mil carros de passeio. Se enfileirados, formariam uma fila de 91 quilômetros, distância superior ao trajeto entre São José e Guará (86 km).

Previsão. Ao todo, circulam pelas ruas e avenidas de São José 335.680 veículos, entre carros, caminhões, ônibus e motos, contra a frota de 163.874 de Taubaté.
Em Jacareí, o crescimento da frota nos últimos cinco anos foi de 48,5%. A cidade conta hoje com um total de 100.082 veículos.


AlertaMotos têm crescimento ainda maiorSão José dos CamposAs motos foram as grandes responsáveis pelo aumento da frota acima da média nas principais cidades da região.
Os dados do Denatran apontam que, o entre os diferentes veículos, a moto foi que a registrou o crescimento mais expressivo e subiu mais de 70% em Taubaté, São José e Jacareí, contra o crescimento médio de 50% dos carros.
O maior aumento de motos foi registrado em Taubaté, onde o número de motociclistas nas ruas cresceu 83%, passando de 22 mil em setembro de 2006 para mais de 42 mil no mesmo mês deste ano.
A cidade é a única das três que permite a atividade do mototaxista, que é proibida em São José. Em Jacareí, a atividade não existe.
Em São José, o número de motos subiu 79,8% --são mais de 51 mil em circulação. Em Jacareí, o aumento foi de 78,4% (18 mil motos nas ruas).
O presidente do Sindicato dos Motociclistas, Benedito Carlos dos Santos, afirmou que a principal causa é a precariedade do transporte público. Outra causa, segundo ele, é a oportunidade de renda que muitos moradores encontram na moto. Estima-se que 20% da frota de motos seja utilizada por motoboys.
“As cidades não estão preparadas para esse aumento no número de motos. O trânsito está cada vez mais arriscado”, afirmou Santos.
Dados da Prefeitura de São José mostram que no primeiro semestre deste ano foram registrados 576 acidentes com moto que deixaram pessoas feridas. Dessas, 11 morreram.

Facilidade. No comércio, o que mais se vê são facilidades e formas de pagamento parceladas que incentivam a compra de uma moto. Para se ter ideia, é possível comprar uma moto com R$ 300 de entrada e parcelar o restante do valor sem juros em até 20 meses.

Imóvel de alto padrão é nova aposta do mercado em S. José

October 30, 2011 - 03:00

Imóvel de alto padrão é nova aposta do mercado em S. José

Novos empreendimentos de luxo para habitação - Hiromi Tamashiro, corretora de imóveis mostra apto Aaron Kawai
Lotes, casas e apartamentos de até R$ 1,5 milhão dominam oferta e procura; setor tem atraído investidores até de fora
Arthur CostaSão José dos Campos
A demanda por imóveis de alto padrão está em alta em São José dos Campos. Entidades do setor afirmam que, apesar da fartura na oferta, há procura para que o mercado continue a crescer nos próximos anos.
Imóveis em condomínios verticais ou horizontais na faixa de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão têm sido vendidos em menos de seis meses.
É o caso do Helbor Paesaggio, no Jardim das Colinas, zona oeste de São José, no qual 50% do empreendimento foi vendido em cinco meses. “Ainda há muita procura por lançamentos de alto padrão. Mesmo com uma leve queda nos últimos dois meses, o setor apresenta crescimento em relação a 2010 e 2009”, afirma o gerente de vendas da Foco Imóveis, Frank Queres, 32 anos.
O poder aquisitivo dos moradores da região é apontado como a principal razão para a demanda por imóveis de luxo. Pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgada em julho, mostra que 24% da população de São José integra as classes A e B, com renda mensal superior a R$ 6.700, ocupando o  35º lugar no ranking nacional de maior concentração de renda por habitante.

Recorde. As vendas do condomínio de luxo AlphaVille em São José, no início de outubro, representaram recorde de comercialização da empresa no país. Somente no primeiro dia de vendas, 98% do empreendimento próximo à Urbanova, zona oeste da cidade, foi vendido, atingindo R$ 405 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas) nos 900 lotes adquiridos.
De acordo com levantamento do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis) do Vale do Paraíba, 85% dos lotes do AlphaVille foram comprados por moradores de São José. “Isso prova que o dinheiro está na cidade”, disse o delegado regional do Creci, Denerval Machado Melo.
Para ele, a chegada do empreendimento de luxo marca uma nova era do setor imobiliário da região. “Hoje, se você montar um condomínio de luxo pior que o AlphaVille, não venderá. A longo prazo, o preço dos condomínios fechados já existentes deve cair”, afirmou Melo.

Perfil. Os compradores dos imóveis de luxo não tem um perfil definido. Muitos possuem cargo na indústria ou são investidores apostando no mercado de imóveis.
“São clientes exigentes, que buscam ética, bom tratamento e um atendimento diferenciado. O trabalho do Creci é preparar os corretores para esse tipo de comprador”, disse Melo.

Lançamentos. Dos 181 empreendimentos liberados pela Prefeitura de São José depois da mudança na lei de zoneamento, no final do ano passado, quase metade é de imóveis de alto padrão, segundo uma estimativa da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte).
“Imóvel de São José é sempre um bom negócio. A cidade é grande, tem seus limites, mas o mercado está aquecido, pois investidores de fora conhecem o setor imobiliário em outras regiões”, disse o presidente da Asseivap, Marcos Aurelio Peneluppi.
Os bairros a receberem a maioria dos novos empreendimentos de alto padrão da cidade são Vila Ema e Vila Adyanna, na região central, Jardim Aquarius, na zona oeste e Jardim Satélite, zona sul.

SAIBA MAISLuxoEmpreendimentos de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão são vendidos em menos de seis meses

AtrativosApartamentos oferecem piscina, área de lazer e decoração personalizada, espaço gourmet em áreas de 150 metros quadrados a 500 metros quadrados

MercadoEntidades ligadas ao setor imobiliário afirmam que mercado está aquecido e registra crescimento em relação aos anos anteriores

Poder aquisitivoQuase um quarto da população de São José possui renda superior a R$ 6.700

CondomíniosDelegado do Creci afirma que chegada do AlphaVille representa nova era do setor imobiliário da região; preços podem cair no futuro


AvaliaçãoExpansão da oferta atrai investidor de todo o EstadoSão José dos CamposO mercado imobiliário aquecido na região tem atraído investidores de outras partes do Estado. Eles atuam na compra de lançamentos para revende-los posteriormente por um preço valorizado.
A rentabilidade do negócio nunca é inferior a 30% e pode chegar a 150% ao ano, segundo estudo da Vallor Urbano, empresa de urbanização de terrenos residenciais e industriais.
O sucesso desse tipo de investimento faz com que empreendimentos em fase de lançamento sejam cobiçados antes mesmo da abertura oficial para vendas.

Investimento. Na zona oeste de São José, a nova ‘coqueluche’ do setor é o condomínio a ser construído pelo mesmo grupo investidor do Shopping Colinas. Com investimento de R$ 225 milhões, o empreendimento de 460 mil metros quadrados ficará em uma área ao redor do clube Santa Rita, da AESJ (Associação Esportiva São José).
Serão 220 mil metros quadrados de lotes colocados à venda. O VALE apurou que o preço do metro quadrado chegará próximo ao do AlphaVille, que chegou a R$ 720.
Há muito tempo que eu investigo de onde vem o dinheiro desse pessoal que compra apartamentos caros. Sabemos que não há fazendeiro rico aqui. Sabemos que poucas empresas e comércios de são josé dos campos-sp pertencem a seus filhos, os joseenses. Já se foi o tempo que tinha o Olivio Gomes (Telelagem) Paulo Becker (Cerâmica), Eugênio Bonádio (Cerâmica), Ciro Gomes (atacadista), Lovato e Sarlerno (ônibus), Otavio Frias (granja).
Comentado por Homem Culto, 30/10/2011 10:58
O curioso destes apartamentos de alto padrão é que eu nunca vi ninguém reclamar de nada (comprador). Será que as contrutoras dispensam algum privilégio a estes empreendimentos, e os outros para a famosa classe média vai do jeito que dá? De repente o preço pode estar aliado a mancha na reputação da construtora, vai saber...
Comentado por Rui Chapeu, 30/10/2011 10:12
Os excluídos desta cidade (São José dos Campos), ao lerem esta matéria, devem estar se perguntando: O que será de nós???? Segundo dados oficiais da Prefeitura, 97 bairros são irregulares e/ou clandestinos à espera (muito lenta) de regularização. A oposição (PT), aponta um número bem maior, que não aparece ou não são reconhecido pelo poder público. Pra se ter uma idéia, resido a 15 minutos do centro da cidade e o meu bairro é considerado irregular, não dispondo das infra-estruturas públicas como correio, água tratada, esgoto, asfalto, coleta de lixo, etc... E olha que não é invasão. O bairro é antigo e todos aqui compraram seus lotes legitimamente, construindo suas casas às duras penas. A magnitude dos lançamentos cada vez maior de condomínios de alto padrão na cidade, encurrala os menos favorecidos cada vez mais, para as periferias das cidades, pois estes, não têm como viver lado a lado com mansões ou edifícios luxuosos, que alteram do dia pra noite o valor do metro quadrado da região e consequentemente, aumentando significativamente o valor do IPTU. Não sou contra esses investimentos, pois cada um, vive de acordo com o seu padrão econômico. Entretando, critico a pouca ação do poder público, na atenção igualitária àquelas famílias que não podem viver num condomínio de luxo, com todas as suas benfeitorias e são obrigadas a enfrentar o pó da estrada, a água contaminada, o esgoto a céu aberto, a falta de correio, sem coleta de lixo etc... O mesmo empenho que a administração oferece à essas construtoras e empresários, viabilzando licença ambiental, desburacratizando documentos, abrindo estradas ou construindo viadutos, também poderia oferecer melhores condições de vida aos excluídos supra-citados. Aliás, o voto do pobre, tem o mesmo quilate do voto do rico. Pensem nisto nas próximas eleições!!!
Comentado por CASANOVA, 30/10/2011 07:56

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Colinas investe R$ 225 mi para dobrar de tamanho em S. José

October 19, 2011 - 04:06

Colinas investe R$ 225 mi para dobrar de tamanho em S. José

Shopping Colinas em São José Aaron kawai
Centro de compras terá espaço para mais 170 lojas e 1.600 vagas de estacionamento; previsão é de 4.500 novos empregos
Arthur Costa
São José dos Campos

O Shopping Colinas, em São José, anunciou investimento de R$ 225 milhões em um projeto de expansão que vai dobrar o tamanho do centro de compras. Pelo menos 170 novas lojas serão incorporadas.

As obras, que começam em 2012, têm previsão de término para maio de 2014. Cerca de 4.500 empregos diretos serão gerados, entre fase de obras e contratação para as lojas.

O projeto tramitava na prefeitura desde 2008. Serão 114 mil metros quadrados de área total construída, distribuídos entre novas alas e mais 1.600 vagas de estacionamento, totalizando 3.050 vagas. Destas, 2.000 serão cobertas.

De acordo com o vice-presidente do Shopping Colinas e representante do grupo de investidores responsável pela reforma, Emerson Marietto, o resultado final será um shopping remodelado.

“Será um shopping totalmente novo, com um conceito único na região”, disse.

Os atuais 22 mil metros quadrados de área para comercialização de lojas passarão para 48 mil metros. Ainda está prevista a construção de um centro de negócios, investimento que a empresa mantém sob sigilo. “Queremos fazer um centro de referência que reúna lazer, turismo e negócios.”

Melhorias. A nova área do Colinas será construída onde hoje está localizado o estacionamento dos fundos do shopping, na saída do cinema, entre as avenidas Major Miguel Naked e Eduardo Cury, que deve receber investimentos para a construção de uma terceira via. “Estamos dividindo com o poder público investimentos para a criação dessa terceira via, bem como a implantação do sistema de automação de semáforo compatível com o já existente na cidade”, disse o vice-presidente do Colinas.

O projeto de expansão também contempla quatro novas portarias adaptadas a questões de acessibilidade.

Para o vice-presidente de comércio da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, João Scarpa, o processo de expansão dos shoppings da cidade faz parte de uma tendência que começou em outros países. “Essa tendência de setorização dos serviços é vista nos Estados Unidos. Você acaba tendo áreas de lazer, supermercado e diversos comércios num lugar só”, disse.

Ele acredita que o fortalecimento dos shoppings estimula a revitalização do comércio na região central. “O centro não estava esquecido, mas simplesmente não acompanhou o crescimento dos shoppings.”

Condomínio. O mesmo grupo de empreendedores responsável pela expansão do Colinas pretende, nos próximos meses, anunciar o lançamento de um condomínio residencial na região oeste da cidade, próximo ao clube Santa Rita.

As obras de infraestrutura no subsolo do empreendimento de 460 mil metros quadrados já foram feitas. Serão 220 mil metros quadrados de lotes colocados à venda. O investimento também será de R$ 225 milhões.

SAIBA MAIS
expansão
Nova área do Shopping Colinas, em ão José, terá 170 novas lojas; reforma também contempla ampliação da área de alimentação

investimento R$ 225 milhões

ampliação
Área bruta locável passará de 22 mil metros quadrados para 48 mil metros quadrados

obras
Início: 2012
Término: maio de 2014

estacionamento
Atuais 1.450 vagas serão ampliadas para 3.050; destas, 2. 000 serão cobertas

estrutura
Reforma contempla quatro novas portarias e a construção de uma terceira via na avenida Eduardo Cury

Shoppings passam por revitalização em todo ValeSão José dos Campos

Outros shoppings da região também anunciaram recentemente projetos de expansão.
Em São José, o CenterVale anunciou em setembro investimento de R$ 100 milhões para ampliação e revitalização do shopping, que ganhará nova ala com 6.000 metros quadrados e mais 80 lojas. As obras terminam em outubro de 2012.

Também em São José, o Vale Sul Shopping está em fase final da aprovação de seu projeto de ampliação em uma área de 65 mil metros quadrados.

O Shopping Centro deve ser beneficiado com projetos de revitalização da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José e da prefeitura e com a transferência dos ambulantes para os camelódromos.

Já o Taubaté Shopping, que destinou cerca de R$ 10 milhões para a construção de uma nova ala com 5.000 metros quadrados, decidiu iniciar as obras em janeiro do próximo ano, para não atrapalhar o movimento no período festivo do final deste ano.

Movimento. O Jacareí Shopping, que inaugurou sua nova ala no final do mês passado, comemora a alta registrada no movimento das lojas e a geração de novos empregos.

Feira reúne ideias de alunos
São José dos Campos

Começou ontem a Expo Empreende, que reúne 20 projetos de sustentabilidade de alunos da rede pública de ensino de São José no pátio de exposições do Shopping Colinas.

Feira de mini empreendedores

Entre os projetos inovadores estão inalador movido à bateria, interruptor móvel de energia para casas, uma plataforma de acesso a piscinas para portadores de necessidades e um poste de luz que funciona com energia solar acumulada durante o dia -- dos alunos Willian Vinicius Siqueira, 14 anos, Kellyton Mok, 15 (na foto), e Yasmin Gimenes, 14 anos, da escola Áurea Cantinho Rodrigues.

A exposição vai até amanhã, das 10h às 20. Os alunos dos três melhores projetos serão premiados com bolsa de estudo e computadores.

S. José ganha novas marginais

October 21, 2011 - 04:09

S. José ganha novas marginais

Dutra vai receber duas novas pistas em trechos classificados entre os mais críticos, na zona leste e na divisa com Jacareí
Chico Pereira
São José dos Campos

A CCR NovaDutra obteve da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) licença prévia para a implantação de novas marginais na rodovia Presidente Dutra, no trecho de São José dos Campos.

A licença, concedida em 14 de outubro e válida por um período de cinco anos, abrange dois trechos classificados entre os mais críticos da estrada, onde ocorrem congestionamentos diários.

A obra é uma das etapas necessárias para a execução de melhorias futuras na rodovia pela concessionária.

Segundo o documento, a companhia obteve licença prévia para a implantação de marginais nos sentidos norte (Rio de Janeiro) e sul (São Paulo), nos trechos compreendidos entre os quilômetros 145,6 e 147,8 e entre 151 e 157,6.

As novas pistas vão ficar entre o Jardim da Granja e a Vista Verde (2,3 quilômetros), na zona leste, complemento às marginais construídas pela Petrobras, e entre o hipermercado Carrefour e a entrada de Jacareí, na zona sul (6,5 quilômetros).

A NovaDutra não informou detalhes sobre o projeto, custo e ou prazos para a execução da obra. A concessionária informou apenas que agora irá elaborar os projetos executivos.

Explicação] Segundo informou a Cetesb, a licença prévia é um documento que atesta que o empreendimento é ambientalmente viável e permite ao empreendedor detalhar o projeto, para solicitar a licença de instalação.

No pedido da licença prévia, a concessionária apresenta os dados gerais da obra sem entrar em detalhes como impactos no lençol freático, transposição de corpos d'água, entre outros, que serão detalhados no pedido de licença de instalação.

Caso a Cetesb aprove o projeto detalhado, será emitida então a licença de instalação, que permite ao empreendedor iniciar as obras das novas pistas.

Com a conclusão, o empreendedor deverá solicitar então a licença de operação para liberar as novas marginais aos motoristas.

Atraso. A implantação de vias marginais no trecho da rodovia em São José dos Campos já estava prevista no contrato de concessão da estrada.

No entanto, o plano inicial não foi executado, com a alegação de falta de recursos no caixa da concessionária.

A NovaDutra assumiu a concessão da rodovia em 1996, por um período de 25 anos.

]Expectativa.O secretário de Transportes de São José dos Campos , Anderson Farias Ferreira, disse que a pasta já analisou projetos funcionais de ampliação da rodovia no município. “As vias marginais são importantes porque vão desafogar o trânsito urbano da rodovia. Resta saber quando elas serão implantadas”, disse o titular da pasta.
Pelo menos 200 mil carros passam pela Dutra no trecho que corta o município.

Obra na Tamoios afeta 250 áreas

October 23, 2011 - 08:46

Obra na Tamoios afeta 250 áreas

Governo do Estado prevê iniciar em janeiro a desapropriação de propriedades no trecho entre São José e Paraibuna

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
A obra de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios (SP-99) vai exigir a desapropriação de 250 terrenos e propriedades entre São José e Paraibuna.
O governo do Estado reserva R$ 70 milhões para a aquisição das áreas. O montante representa menos de 7% do valor total da obra, estimada em R$ 1,05 bilhão.
A maioria dos terrenos que serão desapropriados fica em Paraibuna, que sofrerá o maior impacto, e Jambeiro. A previsão é que a compra tenha início em janeiro.
Limite.
Apesar do impacto, a melhoria na rodovia não vai garantir ao motorista uma viagem mais rápida até as cidades do Litoral Norte.
Mesmo após a duplicação, que deve terminar em novembro de 2013, o limite de velocidade no trecho de planalto da Tamoios permanecerá nos atuais 80 km/h.
Isso porque a geometria precária da pista será pouco alterada e as curvas vão continuar predominantes no trajeto até a serra. O projeto prevê a construção de uma nova pista ao lado da atual.
Pedro da Silva, diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), afirmou que o maior impacto da obra será na segurança dos motoristas e em uma melhor fluidez do tráfego.
Geometria.
"A duplicação será feita dentro da faixa de domínio da rodovia. Um aumento da velocidade permitida iria exigir uma mudança na geometria da pista, que foi projetada dessa forma na década de 30."
Segundo ele, uma mudança no traçado implicaria em um impacto ambiental maior. Para essa obra, está previsto o desmatamento de 200 hectares de vegetação entre pastos e pomares, sendo que 22,9 hectares (o equivalente a 30 campos de futebol) são de Mata Atlântica.
De acordo com o projeto da obra, está prevista a correção do traçado da rodovia em apenas 2 dos 10 pontos considerados críticos da Tamoios pelo grande número de acidentes.
Haverá mudança no traçado no km 18, na altura da Rosa Mística, em Jambeiro, e no km 26, em Paraibuna. Em ambos os trechos, o limite de velocidade hoje sofre uma redução para 60 km/h.
Terrenos.
Segundo o Estado, nesses dois pontos deve ocorrer a maior parte das desapropriações. Silva disse, que dos 250 terrenos que serão desapropriados, 20 são moradias residenciais.
"Vamos fazer o cadastro de todos os proprietários dessas áreas. Em paralelo a isso, vamos fazer uma pesquisa para saber qual é o valor de mercado dessas áreas", afirmou.
Risco.
Uma das principais justificativas da obra é reduzir o índice de acidentes. De 2005 a 2010, o índice de mortes na pista subiu 145,6%.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Construtora vai levar multa se atrasar entrega de imóvel

REGIÃO
October 20, 2011 - 04:19

Construtora vai levar multa se atrasar entrega de imóvel

Imóveis atrasados Victor Moriyama
Medida prevê devolução de 2% do valor pago caso contrato não seja cumprido; região tem 14 mil imóveis em construção
Arthur Costa
São José dos Campos

Ministério Público e Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo assinaram um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que prevê multa para as construtoras que entregarem imóveis fora do prazo determinado no ato da compra.

A multa pode chegar a 2% do valor pago pelo comprador e mais um adicional mensal de 0,5% também do valor pago no imóvel.

O TAC não tem validade de lei, mas dá ao consumidor a possibilidade de escolher empresas que sigam a medida. A assinatura do acordo foi motivada pelo aumento no atraso da entrega de empreendimentos depois do ‘boom’ da construção civil no país. A intenção da medida é dar mais transparência ao processo de venda.

“Esses atrasos começaram nos últimos dois anos, com a escassez de mão de obra e o encarecimento do processo de construção”, disse o diretor do Secovi no Vale do Paraíba, Frederico Marcondes Cesar.

Problemas. A estagiária de administração Grazielle Ribeiro, 25 anos, de São José, é uma das vítimas do atraso na entrega de imóveis na região. Ela adquiriu um apartamento de uma construtora no bairro Bosque dos Eucaliptos e planejava morar no empreendimento depois de casar.

Acabou casando-se, mas ainda aguarda a entrega do apartamento, prevista para outubro do ano passado.

“Cada vez que entro em contato com a empresa é uma história diferente. Nos fazem ligar para Belo Horizonte e não conseguimos resolver nada”, afirma Grazielle, que já pagou aproximadamente R$ 18 mil no imóvel.

O engenheiro Márcio Henrique Maranhão Maia é outro exemplo do imbróglio envolvendo construtoras e prazos de entrega vencidos. Ele já adquiriu dois apartamentos que acabaram não sendo entregues dentro do prazo.

“O primeiro atrasou 10 meses. Resolvi vende-lo e comprar o segundo, que deveria ter sido entregue em setembro de 2010, mas, até hoje, não sei quando será liberado”, disse.

Segurança. Para o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, a medida é bem-vinda. “Era algo que precisava ser feito para disciplinar o setor e dar uma garantia aos consumidores e investidores que ficam na expectativa da entrega do imóvel seja lá por que motivo”, disse.

Segundo dados do Secovi, 14.100 unidades serão entregues na região dentro dos próximos três anos. O TAC entra em vigor em 60 dias.

SAIBA MAIS
Validade
Dentro de 60 dias, Secovi começa a orientar empresas a adotarem o TAC

Multa
Compensação de 2% do valor pago pelo imóvel, mais adicional mensal de 0,5% também do valor pago

Tolerância
Prazo de tolerância no atraso da entrega é de até 180 dias depois do prazo estimado no ato da compra

Tac
Foi assinado no último dia 26 de setembro entre Secovi e Ministério Público

Mercado
Nos próximos três anos, 14.100 unidades devem ser entregues em toda a região


SEUS DIREITOSProcon recomenda atenção na compraO diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck, orienta os consumidores a prestarem atenção no contrato de compra do imóvel. Caso o cliente se sinta lesado pela empresa, o primeiro passo é registrar queixa no Procon para solicitar uma resposta da empresa. Caso não haja acordo, o consumidor deve recorrer à Justiça para a rescisão do contrato e o recebimento de multa.