segunda-feira, 11 de julho de 2011

Censo revela uma São José de jovens e renda per capita alta

Julho 10, 2011 - 03:51

Censo revela uma São José de jovens e renda per capita alta

Falta de Moradia em programa de habitação Victor Moriyama
Levantamento do IBGE mostra com exatidão o enriquecimento do morador; bairros da periferia da zona sul concentram a população jovem enquanto as regiões nobres do centro são preferidas pelos idosos
Carolina Teodora
São José dos Campos

Você sabia que São José dos Campos tem 42 moradores com mais de 100 anos de idade? E que as mulheres são a maioria da população? São exatamente 12.673 mulheres a mais que homens.

Tem mais: se você acha que as pessoas ganham pouco pode rever o conceito. São José é a 14ª cidade do Estado com maior porcentual de famílias com renda per capita superior a três salários --a partir da classe B na economia.

Falta de Moradia

O cenário faz parte do detalhamento das informações do Censo 2010 feito pelo O VALE com base nas informações divulgadas até agora pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Censo feito entre junho e agosto do ano passado mostra um retrato fiel dos moradores que fazem de São José uma cidade jovem, rica e em pleno desenvolvimento.

Do total de moradores da cidade (629.921), a maioria é jovem com até 29 anos de idade (305.819 pessoas).

Dentro do mapa da ocupação urbana, o dado revela que a favela do Banhado, no centro, é o ‘bairro’ com maior concentração de jovens --65% dos 1.516 moradores da área tem menos de 30 anos. Em seguida, está o Campo dos Alemães, na zona sul, e Campos de São José, na zona leste da cidade. Na outra ponta da lista, estão os bairros nobres da região central. É no Jardim Esplanada e São Dimas que os idosos estão concentrados. São José tem 61.986 idosos.

“São José segue tendência das cidades de médio porte do Estado. A previsão é que esses jovens comecem a ocupar as áreas mais externas do município fazendo com que o centro perca sua importância residencial”, afirmou Wagner Silveira, coordenador do IBGE em São Paulo.

Os dados mostram que a maioria das casas são sustentadas com uma única renda e que maior parte dos moradores são brancos. O Campo dos Alemães aparece ainda como bairro com maior concentração de homens.
Dados são utilizados em planejamentoSão José dos Campos

Os dados do IBGE vão embasar as definições das políticas públicas de São José dos Campos. A informação é da própria prefeitura que junto com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) vai estudar os números do Censo 2010.

A análise será feita por uma equipe multidisciplinar composta por sociólogos, urbanistas, economistas e estatísticos da Secretaria de Planejamento Urbano. O Ipplan conta com outra equipe de quatro funcionários que vão fazer o estudo.

“O Censo 2010 servirá para confirmar as prioridades atuais e, se for o caso, adequar os investimentos, que serão projetados de acordo com as novas demandas e as características da população dos bairros”, afirmou o secretário de Planejamento Urbano, Oswaldo Vieira de Paula Júnior, por meio de nota a O VALE.

Segundo ele, o trabalho já teve início, mas ainda não chegou a nenhuma definição porque está na etapa inicial. “Trabalhamos com as primeiras publicações do IBGE, na medida em que os dados forem sendo disponibilizados novas análises serão feitas”, disse.

Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan disse que o trabalho envolverá ainda a análise da evolução de indicadores, seja com referência ao contexto atual e estabelecendo comparações com o país, o Estado, a região e, principalmente, avaliando as diversidades internas ao município.

“O planejamento da cidade está preparado para atender a demanda tanto dos bairros com população mais jovens quanto da população mais idosas”, afirmou Cynthia.

Segundo ela, será realizado ainda o cruzamento dos dados que chegam do 156, número municipal que centraliza a demanda da população, com dados do Censo com o objetivo de contextualizar as demandas dos moradores.

Miséria ameaça 21 mil famílias

Julho 10, 2011 - 04:44

Miséria ameaça 21 mil famílias

Mapa da miseria Victor Moriyama
Programa do governo federal mapeia “bolsões de pobreza” no Vale; em São José, regiões leste e sul têm mais miseráveis
Beatriz Rosa
São José dos Campos

O Vale do Paraíba tem 21 mil famílias abaixo da linha da miséria --pessoas que sobrevivem com renda inferior a R$ 70 reais por mês. Os dados fazem parte do último censo do IBGE e serão usados como ferramenta para o Programa Brasil sem Miséria lançado pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o objetivo do programa é tirar da extrema pobreza 16 milhões de brasileiros até 2014. Para isso, o cadastro das famílias mantido pelos municípios por meio do Bolsa Família permitirá identificar as situações de miséria extrema.

Miséria no Vale

Segundo o MDS, o novo programa não se limita à transferência de renda e pretende oferecer acesso ao trabalho, serviços e estudo.

Mapa. No mapa da miséria no Vale, as cidades de Natividade da Serra (2,69%), Redenção da Serra (2,19%), Areias (1,92%) e Lavrinhas (1,68%) abrigam o maior número de famílias miseráveis proporcionalmente à sua população.

Na cidades mais ricas, como São José (0,96%), Taubaté (0,83%) e Jacareí (0,99%), a miséria se “esconde” na periferia.

Em São José, pesquisa feita pela Secretária de Desenvolvimento Social em 2008 detalhou o mapa da pobreza na cidade para nortear as políticas sociais. Segundo o estudo, a miséria está presente na vida de moradores das regiões leste (1.561 famílias), sul (1.427), central (335) e norte (332).

Miséria. O bairro do Sapê, na região leste, é um exemplo. Lá, os mais pobres vivem em barracos de madeira, sem água potável e energia elétrica. A maioria sobrevive recolhendo lixo reciclável ou amparada por programas sociais.

Nos últimos quatro meses, a vida do analfabeto José Claudio da Silva, 50 anos mudou. Por dois anos, ele trabalhou na frente de trabalho da prefeitura de São José e pode manter os 4 filhos. Agora, sem emprego, voltou a recolher recicláveis para sobreviver. Seus filhos foram viver com uma irmã, em Paraibuna.

Silva quer ser padeiro, mas não tem oportunidade. “Não deu para manter as crianças. Quase fiz o curso de confeiteiro, mas não deu. Ninguém me dá trabalho porque não tenho estudo e já sou velho.”

A situação também é difícil para a família Moura, que vive em São José há dez anos. A matriarca da família, Elvira dos santos Moura, 74 anos, foi a primeira a chegar. “Vim a pé de Jambeiro até aqui com o meu marido.”

Depois chegaram os filhos, Hoje, são mais de 25 pessoas vivendo em sete barracos em condições precárias. É a aposentadoria de dona Elvira que garante a sobrevivência.

Ações. Para o secretário de Desenvolvimento Social de São José, João Francisco Sawaya de Lima, a ação social deve estar vinculada à qualificação profissional.
“Não é só dinheiro, mas garantia de escolaridade. Faz a diferença porque o individuo tem oportunidade de ter autonomia.”

Em Jacareí, a prefeitura diz que já trabalha na "busca ativa" das famílias mais vulneráveis para incluí-las no programa federal de combate a miséria.

Procurada, a Prefeitura de Taubaté não informou que atendimentos presta às famílias mais carentes.

Avaliação. O cientista político da Unitau, José Mauricio Cardoso do Rego, diz que as cidades pequenas concentram mais miseráveis porque as pessoas não estão preparadas para o mercado de trabalho. Já nas grandes cidades, o fluxo migratório é o principal formador dos bolsões de pobreza.

A POBREZA NO VALE
Natividade da Serra
180 famílias não têm renda ( 2,69% da população de 6.678 moradores)

Redenção da Serra:
85 famílias sem renda (2,19% da população )

Areias:
71 famílias sem renda (1,92% da população )

Lavrinhas
111 famílias não tem renda (1,68% da população)

Ubatuba
1.067 famílias não têm renda (1,35% da população)

Caraguatatuba
1.363 famílias sem renda (1,35% da população)

maiores cidades
Em São José, são 6.051 famílias sem renda. Em Taubaté, são 2.331 famílias miseráveis. Em Jacareí, 2.109 famílias

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eterna, a camisa polo é obrigatória no armário

BRASIL &
Junho 25, 2011 - 14:22
 O vendedor Fabrício Ferreira Viana, 22 anos, da loja Toulon no Vale Sul, mostra modelos de camisa polo; custam a partir de R$ 48 thiago leon
A tradicional polo ultrapassa gerações como peça curinga no guarda-roupa de qualquer homem
ANA CLÁUDIA MATTOS
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

É difícil encontrar um homem que não tenha pelo menos uma camisa polo no guarda-roupa. De lojas populares a grifes, ela sempre tem lugar garantido nas prateleiras.

É o caso da loja Toulon, no Vale Sul Shopping, em São José dos Campos, que acaba de lançar uma promoção de inverno que inclui as polos.

A camisa polo básica masculina, manga curta, sai por R$ 48, a mesclada por R$ 68 e a listrada por R$ 98. A de manga longa também cai de R$ 138 para R$ 98. Os preços ão válidos até o fim do estoque.

Na Hering, com lojas nos principais shoppings da região, a polo lisa sai por R$ 34,90, com várias opções de cores. A estampada por R$ 59,90 e a de manga longa custa a partir de R$ 99,90.

Na Polo NTPK, com lojas no Vale Sul e nos shoppings Taubaté e Jacareí, a camisa polo básica da marca Yachtmaster sai por R$ 49,90 e a listrada da Pierre Cardin custa a partir de R$ 119,90.

Segundo o vendedor da loja do Vale Sul, Juan Fernandes, 20 anos, as polos têm sempre uma excelente saída. "Principalmente entre homens de 20 a 30 anos", disse.

Na Hangar 47, no Vale Sul, a camisa polo básica, manga curta, da Cavalera custa a partir de R$ 139 e as estampadas, das marcas Cavalera e Colcci, vão de R$ 229 a R$ 339. A de manga longa custa a partir de R$ 149. "Sempre vale a pena investir em uma camisa polo", disse o dono da loja, Ramerson Souza, 36 anos.

Feminino -
As tradicionais polos também vem ganhando força entre o público feminino.
Na M. Officer, com lojas no CenterVale, Vale Sul e Colinas, a camisa polo básica feminina sai por R$ 79. "São modelos mais justinhos", disse a subgerente da loja do Vale Sul, Aline Cândida, 22 anos.

Já as polos masculinas custam a partir de R$ 69 a básica de manga curta e R$ 89 as listradas ou de manga longa.

Na Fórum, no CenterVale, as polos também estão em oferta: as básicas de manga curta custam a partir de R$ 160 e as listradas saem por R$ 130. Já as de manga longa custam a partir de R$ 180. Os modelos femininos custam a partir de R$ 118. Toda a loja está com 40% de desconto na coleção inverno.

Segundo o gerente e consultor de moda da Fórum do CenterVale, Júlio Lopez, 41 anos, a camisa polo é um curinga no guarda-roupa masculino. "A polo pode ser usada tanto com bermuda como com uma calça de alfaiataria", disse.

Na Geofreey, com lojas no CenterVale e Colinas, a tradicional camisa polo da marca Lacoste, manga curta, custa a partir de R$ 209, tanto masculina como feminina.

Criatividade é a palavra de ordem em iluminação

BRASIL &
Junho 26, 2011 - 11:27

Criatividade é a palavra de ordem em iluminação

 Projetos de iluminação permitem mesclar estilos num mesmo ambiente, como no quarto do casal; destaque para o aconchego divulgação
Fontes de luz ditas ecologicamente corretas, como o LED e a fibra ótica, serão as lâmpadas do futuro
ANA CLÁUDIA MATTOS
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Abajures, arandelas, luminárias pendentes ou embutidas: acredite, hoje 'tudo pode' no mundo da iluminação. É permitido, inclusive, mesclar diferente estilos num mesmo ambiente.

De acordo com o arquiteto Gustavo Martins, de São José dos Campos, o mercado oferece atualmente uma infinidade de opções de materiais --cristal, acrílico, madeira e muito mais.

Luminárias pendentes e embutidas, segundo ele, estão em alta. "Mas nada impede que você use aquele antigo abajur de família em algum lugar da casa", disse.

Essa mistura também vale para o quarto do casal, quando os abajures e luminárias já não precisam mais ser idênticos. "Você pode ter um abajur ou luminária num estilo para o marido e de outro para a esposa", afirmou.

O que vale é a criatividade e o bom senso. "É preciso sempre evitar o excesso, não dá para ter sete luminárias por exemplo num mesmo espaço."

De acordo com Martins, a iluminação é hoje um dos principais destaques num projeto. "A iluminação hoje ganhou a mesma importância que a mobília", disse.

Moda.
Algumas marcas chegam a investir no design das peças de iluminação.
Um exemplo, segundo o arquiteto, é a marca Bertolucci que lançou recentemente uma linha de luminárias criada pela estilista Gloria Coelho.

Gloria desenvolveu a coleção ao lado de profissionais como a designer de joias Camila Sarpi e os arquitetos Guto Requena e Maurício Arruda. O resultado foi uma linha sofisticada de arandela, pendente e abajur, nas cores branca e prata, destacando a simetria --que é uma característica em suas criações de moda.

Para Martins, que acaba de participar da Feira de Milão, na Itália, o mundo se prepara para uma nova etapa relacionada à iluminação. "Mais do que o estilo de iluminação, há uma preocupação maior voltada para a fonte de luz, com o ecologicamente correto", disse.

Tecnologia.
Segundo o arquiteto, o mundo da iluminação acompanha as novas tecnologias: os LEDs (diodos emissores de luz) e as fibras óticas.

O LED, disse ele, é mais econômico, tem baixo consumo, transmite pouco calor e possui grande durabilidade. "E tem um efeito maravilhoso."

Mas, como toda nova tecnologia, os LEDs e as fibras ainda são produtos considerados caros. Uma questão de tempo.

Zona sul de S. José é a terceira ‘cidade’ em população no Vale

Julho 2, 2011 - 04:00

Zona sul de S. José é a terceira ‘cidade’ em população no Vale

IBGE APONTA PARA O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO IDOSA Victor Moriyama
Dados divulgados pelo IBGE indicam que a região sul abriga 227.923 moradores, ficando à frente de Jacareí que tem 211.214 habitantes; levantamento por microrregião foi feito com base no censo de 2010
Carolina Teodora
e Ana Lúcia Ferreira
São José dos Campos

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a zona sul de São José dos Campos abriga uma ‘Jacareí’.

Um total de 227.913 pessoas mora na região mais populosa da cidade --ou seja, mais de um terço da população. Enquanto Jacareí conta com 211.214 habitantes.

O levantamento foi divulgado ontem e tem como base o Censo 2010. Trata-se do primeiro mapa da ocupação urbana por microrregiões das cidades da região.

Detalhes. Segundo o estudo, as regiões do Jardim Morumbi e Colonial são as mais populosas e é no centro, em bairros como Jardim Maringá e São Dimas que os idosos estão concentrados.

Nessa região, 13 a cada 100 moradores têm mais de 65 anos de idade. Em seguida, nesse quesito está a zona oeste --12,9% dos moradores são idosos (veja quadro).
Wagner Silveira, coordenador de divulgação do Censo em São Paulo, afirmou que retrato similar foi identificado na maioria das cidades. “Isso porque é no centro que se encontra a maior quantidade de serviços como farmácia e comércio. Essa facilidade de mobilidade atrai os idosos”, afirmou.

Avaliação.Pedro Ribeiro Moreira Neto, professor de Planejamento Urbano da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), afirmou que o mapa é uma ferramenta para a política pública. Segundo ele o estudo faz um alerta: é preciso utilizar melhor o centro de São José que está saturado durante o dia e é subutilizado a noite.

“É um dado importante que mostra de forma quantitativa o que já se suspeitava”, disse. “A tendência da ocupação agora vai depender da política adotada pela prefeitura”, afirmou.

Vida. Quem mora na ‘cidade sulista’ que existe dentro de São José sente todos os dias o impacto de morar em uma região populosa. Exemplo disso é a dona-de-casa Lázara Antunes Vieira, 50 anos, que mora há seis meses no Parque Industrial, na zona sul.

"Esta região cresceu muito mesmo, não tinha banco, prédios, nada disso. O ruim é que tudo agora tem fila, mas eu gosto de morar aqui."

Em Taubaté, a região mais populosa é do Barranco e Piracangaguá .

Arte matéria IBGE

Concentração está em áreas mais carentes
Taubaté
O mapa da ocupação urbana de Taubaté mostra que as regiões mais carentes e novas são as mais populosas.

Segundo o levantamento do IBGE, é na área do Barranco e Piracangaguá que estão o maior número de pessoas. Em seguida está o Areão. Juntas, essas três regiões somam 96.291 pessoas.

Na contramão das áreas populosas, está as regiões do Pinhão, com 481 moradores, e Cataguá (978). Taubaté conta com 278.686 moradores, segundo os dados do Censo.

“O bairro cresceu muito. A gente tinha muitos terrenos vazios e hoje a gente conta nos dedos os terrenos vazios. Um amigo meu trouxe umas 20 pessoas do nordeste para cá”, disse Alberto Cândido, 62 anos, presidente da SAB (Sociedade Amigos de Bairro) do Parque Senhor do Bonfim.

Idoso. Quando se trata da ocupação de população idosa, com mais de 65 anos de idade, a concentração é maior no centro (19,6% dos moradores) e Alto de São João (17,1%).

“A população foi envelhecendo. A perspectiva de vida era bem menor há 20 anos atrás e as pessoas continuaram morando no bairro, não deixaram o endereço. Agora o bairro está envelhecendo”, afirmou o aposentado Euclides Luiz Moreira, 62 anos.


Taubaté
Áreas mais populosas
1.  Barranco
População: 36.993

2.  Piracangaguá
População: 31.041

3.  Areão
População: 28.257

4.  Itaim
População: 27.107

5.  Água Quente
População: 20.045

Idosos
1. Centro
Idosos: 19,6% dos habitantes

2. Alto de São João
Idosos: 17,1%

População total :
278.686 habitantes

*Fonte: IBGE

Mercados buscam novo público

Julho 3, 2011 - 04:00

Mercados buscam novo público

Mercado Municipal de São José Claudio Capucho
Mercado Municipal de Taubaté Rogério Marques
São José avalia revitalização do espaço
Bruno Castilho
Especial para O Vale

Um lugar onde se encontra de tudo: frutas, verduras, peixes, gastronomia, até antiguidades.

Os mercados municipais de Taubaté e São José, assim como em toda a cidade do interior, não atraem apenas as pessoas que vão para “fazer a feira”.

É cada vez mais comum o número de pessoas que vão para esses centros para consumir nas lanchonetes, pastelarias ou apenas para visitar, tornando os mercados municipais um ponto turístico.

Para o comerciante Eduardo Bello, que tem um ponto no mercado de Taubaté, as características de uma cidade são encontradas no mercado.

“Se você está numa cidade que não conhece, é só ir no mercado que você encontra a cultura do lugar”, disse.

E não são poucos os relatos de pessoas que encontram turistas nesses locais.
“Temos muitos clientes do litoral, de outras cidades do vale e também de São Paulo, o que acaba sendo uma troca, pois eles me dão dicas do que faz sucesso lá”, afirmou a comerciante Rebeca de Soares, 28 anos.

Para os consumidores, a proximidade com os funcionários é um diferencial na hora de escolher um lugar para comer.

“Sempre que venho no centro, tenho que comer um pastel aqui. É bom porque você vê a pessoa preparando”, disse o mecânico de aeronaves Marcos Lemes, 43 anos.

Antiguidades. E não é só a gastronomia que chama a atenção nos mercados. Em Taubaté existe a popular e famosa “Feira da Barganha”, onde é possível achar de tudo.
O aposentado José Benedito Martimiano, 73 anos, é um dos que participa da feira vendendo moedas e cédulas de dinheiro antigas.

“Comecei aqui com 14 anos vendendo bicicleta e estou até hoje. É um complemento para minha renda”, contou.

Reformas. Em São José, a Secretaria de Planejamento prevê restauro no prédio e transformação das ruas ao redor em calçadões.

Já a Secretaria de Planejamento de Taubaté, afirma que existe um projeto para reforma, mas que ainda está sendo avaliado.

SAIBA MAIS

São José
Recebe 3.000 pessoas por final de semana. Aos sábados, funciona das 7h às 14h e domingos, das 7h às 12h

Taubaté
Recebe 9.000 pessoas por final de semana. Aberto aos sábados das 6h às 14h e aos domingos das 6h às 13h

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A maior alta de imóveis do mundo Revista Exame / Edições / 0992 - 18/05/2011



Bairro de Perdizes, em São Paulo
Bairro de Perdizes, em São Paulo: a valorização dos imóveis chegou a 57%

Em junho de 2010, quando EXAME publicou sua primeira pesquisa anual sobre o mercado imobiliário brasileiro, muitos tiveram a impressão de que aquela euforia havia atingido um teto impossível de superar: de acordo com os números, levantados pelo instituto Ibope Inteligência, o Brasil tinha o terceiro mercado mais aquecido do planeta, somente atrás de Hong Kong e Singapura.
Um ano depois, eis aqui a constatação: sim, era possível. O mercado imobiliário brasileiro viveu, em 2010, um período de euforia sem paralelo em sua história. Mais de 1 milhão de casas e apartamentos foram financiados no ano, duas vezes mais do que em 2008. As vendas nunca foram tão velozes.
Em média, um novo prédio leva quatro meses para ser completamente vendido nas principais capitais do país, três vezes mais rápido do que cinco anos atrás — e há dezenas de casos de condomínios que são comercializados num único fim de semana, alguns em poucas horas.
O segundo levantamento EXAME/­Ibope traduz em números esse aquecimento: os preços dos imóveis novos subiram 26% nos últimos 12 meses em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Os usados aumentaram 24% no mesmo período.
A alta média, de 25%, foi a maior do mundo, segundo dados de 37 países levantados pela consultoria especializada Global Property Guide. Em dois anos, os imóveis brasileiros valorizaram 52% — apenas o riquíssimo mercado de Hong Kong teve desempenho melhor.
A incrível escalada de preços de imóveis no Brasil é explicada por um inédito descompasso entre oferta e demanda. Nos últimos três anos, o volume anual de lançamentos das principais incorporadoras dobrou. Parece muito, mas é muito pouco: a demanda continua bastante superior à oferta.
Uma pesquisa da Fundação João Pinheiro, órgão ligado ao governo de Minas Gerais que mede o déficit habitacional do país, aponta que há gente com dinheiro e sem casa em todas as faixas de renda — entre os que recebem mais de dez salários mínimos por mês, o “déficit” é calculado em 170 000 moradias.
Estima-se que as empresas precisariam construir meio milhão de imóveis a mais todos os anos para fazer frente à procura. Os motores do mercado são velhos conhecidos: mais crédito, mais renda e cada vez mais consumidores dispostos a comprar casas e apartamentos.