sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Veículos serão monitorados


Veículos serão monitorados

Trânsito em São José. Foto: Warley Leite
Trânsito em São José. Foto: Warley Leite
Sistema de monitoramento de automóveis vai começar a ser implantado em janeiro de 2013, em todo o território nacional
Gustavo Almada
São José dos Campos

O deslocamento de veículos automotores será 100% vigiado no país, através de um sistema de monitoramento eletrônico que será implantado em todo o território nacional.
A partir de janeiro de 2013, um aparelho começará a ser instalado nos veículos para enviar informações às autoridades de trânsito.
O custo estimado é de R$ 5 por veículo --pago pelo proprietário no momento do licenciamento.
A implantação do chamado Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos) tem previsão de término para julho de 2014.

Dados. O Siniav foi criado em 2006, por meio de resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), mas só agora o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) regulamentou a norma.
Um dos objetivos da medida, segundo o governo federal, é reprimir o roubo de veículos e cargas. O sistema também informará multas em atraso, velocidade média, circulação em locais proibidos, entre outros.
A frota atual do Brasil é de cerca de 73 milhões de veículos. No Vale do Paraíba e Litoral Norte são 653 mil automotores --300 mil deles só em São José dos Campos.
“Eu acho uma boa, não ligo de pagar. Tem muita gente andando com documento vencido por aí. Isso vai tirar bastante ‘picareta’ das ruas”, disse o motorista, Mário Alves do Amaral, de 49 anos.
O empresário Alex Zanini, 40 anos, também se mostrou favorável à medida por conta da segurança. “Você fica mais tranquilo, quando comprar um carro poderá ter a certeza de que ele não é roubado", disse.

Infraestrutura. O aparelho que será instalado nos veículos é similar aos tags do Via Fácil --usado por motoristas para evitar filas em pedágios, como os da via Dutra.
O equipamento transmitirá informações para antenas que serão instaladas nas ruas e rodovias do país. Os dados, então, serão monitorados em uma rede de computadores pelas autoridades de trânsito.
Em nota, o Denatran informou que ainda não foi calculado o custo do sistema, mas que ele será gerenciado pelos Detrans. Também não se sabe ainda as sanções aplicadas aos proprietários de veículos flagrados sem o tag, o que pode incluir multa e perda de pontos na carteira.
SAIBA MAIS
Sinav
O Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos foi criado por uma resolução do Contran em 2006 e só agora foi regulado pelo Denatran

Objetivo
Monitorar em tempo real toda a frota de veículos do país

Sistema
Serão instalados tags nos veículos, que informarão velocidade média, multas, localização etc; os dados serão transmitidos a antenas instaladas nas cidades e rodovias; autoridades de trânsito farão o monitoramento em tempo real

Prazo

Os tags serão instalados de janeiro de 2013 a 30 de junho de 2014, na data de licenciamento dos veículos; o custo será de cerca de R$ 5 --pago pelo proprietário

Custo
O Denatran ainda não calculou o custo da implementação total do sistema no país

Para especialista, imposto vai crescer
São José dos Campos

Para o consultor em engenharia de tráfego, Sérgio Ejzenberg, é preciso que o governo esclareça o custo que será empregado no Siniav.
“Uma coisa é o valor do tag, outra é a toda a estrutura que será empregada no sistema, o que também será pago pela sociedade através de impostos”, disse.
Um dos objetivos do Denatran com o sistema é localizar um carro furtado e associá-lo ao proprietário, facilitando a recuperação do veículo e evitando a clonagem.
Porém, o consultor em tráfego mostra desconfiança em relação à essa prioridade em segurança. “Tudo é questão de ver se é um grande negócio ou realmente dar segurança”, afirmou Ejzenberg.
No primeiro semestre deste ano, foram roubados 1.449 veículos no Vale do Paraíba --alta de 28,57% em relação a 2011.

Queixas contra construtoras aumentam 112% em São José


Queixas contra construtoras aumentam 112% em São José

Prédio abandonado no Jardim Aquárius em São José. Foto: Warley Leite
Prédio abandonado no Jardim Aquárius em São José. Foto: Warley Leite
Atraso na entrega das chaves e defeitos nas obras lideram ranking; Aconvap diz que atraso é comum, mas se justificado
Paula Maria Prado
São José dos Campos

O número de reclamações contra construtoras em São José dos Campos aumentou em 112%, de acordo com a Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências). Segundo a entidade, entre janeiro e agosto deste ano, foram 53 queixas, contra 25 no mesmo período em 2011.
As principais reclamações são atrasos na entrega de obras e defeitos e ‘vícios’ nas construções, além de abandono dos empreendimentos pelas construtoras.
“Chamamos de defeitos de construção elementos que podem ser refeitos, já os vícios são irreparáveis”, afirmou João Bosco Brito, assessor jurídico da associação.
Também há reclamações sobre as cobranças abusivas, como a de corretagem, que varia entre 6% e 8%, e o Sati (Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária), taxa de 0,88% sobre o valor total do imóvel, cobrada pelas imobiliárias.
“É um absurdo. São taxas sem qualquer amparo legal. O principal problema é que estes valores interferem no preço final do imóvel, sendo que eles são de responsabilidade da construtora, não do comprador”, afirmou o especialista.

Compra e venda. De acordo com Marco Vasconcelos, vice-presidente da Asseivap (Associação das Empresas Imobiliárias do Vale do Paraíba e Litoral Norte), o atraso na entrega dos imóveis e o grande número de taxas cobradas também prejudicam o setor imobiliário.
“As pessoas estão com receio de comprar, não só por causa dos atrasos nas entregas das obras, mas também por causa da instabilidade do mercado econômico. O volume de juros é muito alto e o índice de inadimplência tem sido muito grande”, disse.

Contratos. O Procon de São José também registrou que o maior número de reclamações contra construtoras são por causa do atraso na entrega das chaves do imóvel e das cobranças indevidas.
Apenas em setembro foram registradas 44 reclamações.
“O comprador deve conhecer muito bem o contrato que está assinando”, disse Sérgio Werneck, diretor do Procon. “É preciso incluir cláusulas que garantam os seus direitos, como as que têm multa em caso de atraso nas obras.”

Segurança. Segundo Cléber Córdoba, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), uma opção os consumidores é procurar por construtoras que façam parte da associação. “Orientamos a todas que trabalhem de acordo com as normas vigentes. É uma segurança a mais para o comprador.”
SAIBA MAIS
Antes da compra
Cheque a idoneidade da construtora e veja se há reclamações sobre ela no Procon

Registro
Veja no Cartório de Imóveis se o empreendimento está registrado

Procure

Pesquise se a construtora já entregou outros prédios e converse com os proprietários

Material
Leia o memorial descritivo, documento que contém a marca de todos os materiais e equipamentos que serão utilizados na obra

Imóvel na planta

Forme uma comissão de representantes dos compradores

Se der problema
Questione na construtora o motivo do atraso na entrega da obra. Registre reclamação no Procon e Associação dos Mutuários e saiba os seus direitos, inclusive a possibilidade de acionar a Justiça
Aconvap diz que atraso é comum, mas dentro da lei
São José dos Campos

De acordo com informações do presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, o atraso nas obras é comum.
“As construtoras podem ter diversos problemas durante a execução da obra, até porque elas, normalmente, demoram mais de 30 meses”, afirmou. “O que não pode ocorrer são atrasos injustificados”, disse.
Sobre as taxas cobradas, que de acordo com a Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), são abusivas, Córdoba afirma que todas as construtoras associadas são orientadas a agir de acordo com a legislação.
“As taxas podem estar no contrato, mas não devem aumentar o valor da venda dos imóveis. Nós não somos uma entidade punitiva. O que fazemos é orientar”, disse.

Chaves. Muitos prédios em São José não foram entregues porque a prefeitura não liberou a certidão do Habite-se. A falta do documento é uma das justificativas de construtores.
“Este é um documento que confirma que o projeto inicial apresentado na prefeitura não foi modificado durante a construção”, afirmou Córdoba.
Segundo ele, problemas na entrega da documentação acontecem porque há alguma irregularidade no imóvel.

Valores. Segundo informações da Aconvap, o preço do metro quadrado em São José e Taubaté pode variar entre R$ 2.000 e R$ 4.500

Construção do Centro Aeroespacial de Caçapava abre 700 vagas


Construção do Centro Aeroespacial de Caçapava abre 700 vagas

Com as obras iniciada na sexta-feira (21), o CEA (Centro Empresarial Aeroespacial) de Caçapava vai abrir cerca de 700 vagas de empregos direto. O CEA será um complexo com pista para pousos e decolagens, infraestrutura industrial e de receptivo e lotes para instalação de empresas. O investimento é privado, de R$ 168 milhões.

De acordo com o empresário responsável pela obras, Rogério Penido, os trabalhadores devem começar a ser contratados em 15 dias. A seleção será feita em um escritório montado, a partir de segunda-feira, no próprio local das obras, localizado no bairro Germana, às margens da rodovia Carvalho Pinto e com acesso à via Dutra por meio de uma estrada vicinal. "Os interessados podem levar currículo e fazer o cadastro a partir de segunda", disse Penido.

Com trabalhos de terraplenagem começando a ser executados, a previsão do empresário é de iniciar a construção do CEA em dois meses. As primeiras estruturas a serem feitas serão muro e portaria, depois as redes de água e esgoto, pista, calçadas e pavimentação, iluminação e a estrutura industrial.

A previsão de término das obras é no primeiro semestre de 2014.

sábado, 15 de setembro de 2012

Sites imobiliários da mídia









O panorama de São Paulo, 90 anos depois

O panorama de São Paulo, 90 anos depois
G1 refaz em formato digital aquela que um dia foi a ‘maior photographia do mundo’, realizada pelo fotógrafo carioca Valério Vieira em 1922.


Fotos: (1932) Cópia de divulgação reproduzida por Fausto Chermont em 1999/Acervo MIS SP; (2012) Fábio Tito/G1

Localização

Panorama de São Paulo Infográfico G1 - veja em tela maior


A maior ‘photographia’ do mundo, em 1922

Com a ajuda de Sonia Balady, fotógrafa e estudiosa especialista na história de Valério Vieira, o G1 identificou o local de onde o 'Panorama nº 2' foi fotografado, no bairro de Campos Elíseos, zona central de São Paulo.O padre Marcos Sérgio da Silva, responsável pela paróquia Sagrado Coração de Jesus, já tinha conhecimento da antiga fotografia e permitiu a reprodução da imagem no dia 24 de maio de 2012.







16/08/2012 09h00 - Atualizado em 16/08/2012 17h33

G1 recria a 'maior photographia do mundo' em 1922, feita no Brasil

Foto levou 3 anos para ser feita e foi ampliada com a 'maior lente do mundo'.
Veja dificuldades na produção; antes e depois gigante mostra comparação.

Fábio TitoDo G1, em São Paulo
Retrato do fotógrafo Valério Vieira em 1938 (Foto: Reprodução de 'Valério Vieira: um artista e seu mundo' [pós-graduação em História da Arte, Faap], de Sonia Balady)Retrato do fotógrafo Valério Vieira em 1938 (Foto:
Reprodução de 'Valério Vieira: um artista e seu
mundo' [pós-graduação em História da Arte, Faap],
de Sonia Balady)
E se você pensasse em uma fotografia por dois anos, pesquisando sobre tudo que seria preciso para clicá-la? Condições climáticas, composição envolvendo diversos quadros, local de onde fotografar, melhor horário... E depois disso, levasse mais de um ano até finalmente tirar a fotografia e vê-la no papel como ela fora imaginada lá atrás?
Foi assim, entre 1919 e 1922, que o pioneiro fotógrafo carioca Valério Vieira produziu a imagem então apontada como o "Record de maior photographia do mundo": o "Panorama nº 2" de São Paulo, originalmente com 16 metros de comprimento por quase 1,80 metro de altura. Neste ano comemoram-se nove décadas desde sua primeira apresentação ao público. VEJA O ANTES E DEPOIS PANORÂMICO.
G1 publica esta semana o especial 'Do olhar à fotografia', uma série de reportagens que têm a fotografia como tema, para celebrar a semana que antecede o Dia Mundial da Fotografia, no domingo (19). A data é referente a 19 de agosto de 1839, quando a França apresentou ao mundo os estudos de Louis Daguerre que resultaram no daguerreótipo - marco considerado por muitos como o 'nascimento' da fotografia. As próximas reportagens desta semana passam por estilos de fotografia específicos, como de guerra e natureza, e abordam novos rumos vistos como opção na aplicação da fotografia. O especial também abre espaço para a participação do internauta, convidado a contar a história do seu 'melhor clique' pelo VC no G1.
A história da realização da raríssima imagem de Valério Vieira, que permanece há anos guardada no acervo de um museu paulistano e pode voltar a ser exposta num futuro próximo, impressiona por si só em diversos detalhes. O G1 resgatou essa história e conseguiu reproduzir, agora em formato digital, a enorme panorâmica. A comparação é impressionante.
O processo
Com auxílio de 30 contos de réis da prefeitura de São Paulo, o Panorama foi feito para as comemorações do centenário da Independência do Brasil, em 1922. Mas um detalhe básico quase impediu a ampliação da imagem: a inexistência de papel no tamanho necessário para o projeto.
  •  Não era a primeira experiência do fotógrafo brasileiro com imagens gigantes - o "nº 2" no título deixa a dica. Anos antes, em 1908,Valério já tinha produzido uma panorâmica de São Paulo com 12 metros de comprimento, que levou o "Gran-prix" (grande prêmio) ao ser mostrada na Exposição Nacional do Rio de Janeiro.
Telegramas foram expedidos para Alemanha, França, Bélgica, Inglaterra, Itália e Estados Unidos, indagando a possibilidade de fornecerem o papel com as medidas exigidas (2 m por até 20 m). Nem a Kodak, dos Estados Unidos, nem a NPG, da Alemanha, (...) quiseram aceitar a encomenda"
Valério Vieira, sobre a dificuldade em encontrar papel no mundo para sua fotografia gigante
"Antes ainda, ele já tinha feito a panorâmica da fazenda Santa Gertrudes, no interior de São Paulo, que tinha 6 metros de comprimento", explica Sonia Balady, fotógrafa e pesquisadora cuja tese de mestrado na USP estudou a obra de Valério Vieira e está se tornando na primeira biografia do fotógrafo.
Depois que as cinco chapas sequenciais que compõem o panorama foram batidas do topo da torre da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Campos Elíseos, não existia papel no mundo que fosse grande o suficiente para ampliá-lo do tamanho que Vieira tinha imaginado. Essa dificuldade, inclusive, ajudou a estabelecer o recorde, conseguido depois que o fotógrafo optou por produzir, ele mesmo, o papel.
"Telegramas foram expedidos para Alemanha, França, Bélgica, Inglaterra, Itália e Estados Unidos, indagando a possibilidade de fornecerem o papel com as medidas exigidas (2 m por até 20 m). Nem a Kodak, dos Estados Unidos, nem a NPG, da Alemanha, (...) quiseram aceitar a encomenda", diz um folheto da época sobre a obra.
Exposição do 'Panorama nº 1' de Valério Vieira no Salão Progredior, em São Paulo, no ano de 1905 (Foto: Reprodução/Revista Santa Cruz, VI (4), São Paulo, 1906)Exposição do 'Panorama nº 1' de Valério Vieira, obra que antecedeu seu recorde de 1922, no Salão Progredior, em São Paulo, ainda em 1905 (Foto: Reprodução/Revista Santa Cruz, VI [4], São Paulo, 1906)
Valério acabou por transformar sua sala de jantar, primeiro em um laboratório para estudo dos processos químicos, e depois em uma verdadeira "fabrica de papeis photographicos", como ele mesmo descreve no folheto em que, orgulhoso, apresenta o "Record".
Mais à frente, já para a ampliação, o artista conta que usou a luz solar através de uma das maiores lentes do mundo, vinda da Alemanha, para expor o papel sete vezes, compondo o panorama parte por parte. Na revelação, 14 pessoas atuaram ao longo de uma noite inteira para dar os banhos químicos necessários no papel, trabalho realizado no porão de um cinema.
A descrição dos processos só atribui ainda mais peso à importância histórica da obra.
Sumiço
O projeto apresentado ao governo para o pedido da verba previa que, após a exposição no centenário, o Panorama viajaria por exposições nas cidades mais importantes da Europa e dos Estados Unidos. No entanto, ao longo dos 50 anos seguintes, o paradeiro da obra é cercado de mistério.
"A última informação que temos é de uma exposição em St. Louis, nos Estados Unidos, e de uma aparição no programa da Hebe Camargo na década de 1960. Depois, ela ressurge para a 2ª edição da Bienal Nacional, em 1972, no Museu de Arte Moderna (MAM)", afirma Henrique Siqueira, diretor do museu paulistano Casa da Imagem, onde a fotografia de Vieira hoje se encontra guardada.
Siqueira levantou um pequeno "dossiê" sobre a obra com o intuito de fazer um projeto para que o Panorama volte a ser exposto, agora na Casa da Imagem. A estrutura para acomodar uma obra desse porte, no entanto, requer financiamento e adaptações, por isso a mostra ainda vai ser viabilizada, explicou o diretor ao G1.
A última informação que temos é de uma exposição em St. Louis, nos Estados Unidos, e de uma aparição no programa da Hebe Camargo na década de 1960. Depois, ela ressurge para a 2ª edição da Bienal Nacional, em 1972, no Museu de Arte Moderna (MAM)"
Henrique Siqueira, diretor da Casa da Imagem, sobre o sumiço de décadas do 'Panorama nº 2'
Pioneiro em montagens
A obra mais famosa de Valério Vieira e que lhe deu fama até fora do país, no entanto, não foi a panorâmica paulistana. Em 1904, com a montagem "Trinta Valérios", ele foi agraciado com a medalha de prata na St. Louis Purchase Exposition, nos Estados Unidos. A imagem mostra uma sala com músicos tocando diferentes instrumentos, uma grande plateia, um garçom e até a estátua de um busto e quadros na parede, somando 30 personagens todos representados pelo próprio Valério.
De fato, ele foi o fotógrafo de São Paulo que mais se especializou nessa técnica, o que é evidenciado, por exemplo, em um cartão de Boas Festas com um "buquê de Valérios" que ele distribuiu entre seus clientes no fim de 1903. Mesmo na música, outra paixão do artista, é possível encontrar traços dessa especialidade. Na ilustração de uma capa muito bem humorada em uma de suas partituras, ele se retrata ao mesmo tempo como homem e como mulher, de vestido e tudo, mas com o bigode sempre presente.
Avô Valério
Nas paredes da sala, só dá Valério. Maria Luiza Vieira, neta do fotógrafo, lembra com carinho da presença do avô. "Ele sempre me chamava: 'Vem tirar retrato!'. E eu ia correndo", conta. O arquivo de Valério Vieira não a deixa mentir, já que a imagem da neta aparece diversas vezes, desde bebê. Alguns desses retratos ilustram os móveis da sala de Maria Luiza, como ela mesma mostrou ao G1.
À esquerda, uma foto da mãe de Maria Luiza feita por seu sogro, Valério Vieira (Foto: Fábio Tito/G1)Fotos tiradas por Valério Vieira enfeitam as estantes de sua neta, que aparece na imagem ao fundo, ainda bebê. À esquerda, uma foto da mãe de Maria Luiza, também retratada por Vieira, seu sogro (Foto: Fábio Tito/G1)
Os grandes exemplares de obras importantes do avô nas paredes, no entanto, não são os originais. "Eu preferi doar a maior parte do que eu tinha para museus, onde elas vão ser bem preservadas. Só fui ter ciência da importância do meu avô para a fotografia quando eu já tinha alguma idade, mas desde então passei a dar o maior valor", afirma.
Maria Luiza também gosta de lembrar da paixão de Valério pela música, e mostra com orgulho as reproduções de partituras do avô. "Ele sempre tocava músicas na casa dele na Lins (Avenida Lins de Vasconcelos, no bairro de Vila Mariana, São Paulo), onde inclusive ele veio a falecer. Lembro de sempre ir lá quando era pequena, ele tinha um bom piano", diz a descendente. Os originais das partituras de Vieira foram doados, segundo a neta, ao Centro Cultural São Paulo, no bairro de Paraíso.
Eu preferi doar a maior parte do que eu tinha para museus, onde elas vão ser bem preservadas. Só fui ter ciência da importância do meu avô para a fotografia quando eu já tinha alguma idade, mas desde então passei a dar o maior valor"
Maria Luiza Vieira, sobre as relíquias fotográficas deixadas por seu avô à família
São Paulo panorâmica, 90 anos depois
Com a ajuda de Sonia Balady, o G1 identificou o local de onde o "Panorama nº 2" foi fotografado, no bairro de Campos Elíseos, na zona central de São Paulo.
O padre Marcos Sérgio da Silva, responsável pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, já tinha conhecimento da antiga fotografia de Vieira e permitiu que a reportagem subisse no local para reproduzir a imagem, no dia 24 de maio de 2012.
O folheto produzido na época pelo fotógrafo para detalhar a obra dizia que ela tinha uma abertura de 180°, assim como algumas reportagens citando o Panorama nas últimas décadas. O G1 constatou, no entanto, que a vista panorâmica contempla um ângulo maior ainda, de ao menos 240°.

Com o passar dos anos, o Panorama vem sofrendo degradação, principalmente nas bordas, e já passou por alguns trabalhos de restauração nas últimas décadas. Suas dimensões atuais foram reduzidas para 14,20 m de comprimento por 1,60 m de altura, sem contar uma borda que foi adicionada às laterais, segundo o relatório sobre o último restauro.
A montagem em panorama do G1 foi feita a partir de 9 imagens sequenciais com o auxílio de um programa de edição - enquanto Vieira "colou" suas imagens durante a ampliação de forma completamente manual.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Shopping Colinas - Expansão



Expansão


Em plena expansão Colinas Shopping investe R$ 252 mi para triplicar de tamanho em São José dos Campos
Concebido para ser um complexo multiuso, com conceito único na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o Colinas Shopping irá triplicar de tamanho nos próximos anos. O investimento total é de R$ 400 milhões, sendo R$ 252 milhões investimento do empreendedor.
Nesta primeira fase da revitalização e ampliação, com inauguração programada para dezembro de 2012, está prevista a chegada de 27 novas lojas, sendo 13 de alimentação e a revitalização da Praça de Alimentação já existente. A capacidade total da praça irá atingir mil lugares.

Até o final das obras de expansão, em outubro de 2014, serão 160 mil m² de área total construída e uma área bruta locável de 49 mil m². Serão incorporadas 12 novas lojas âncoras e 173 novas lojas satélites, totalizando 306 lojas. 

O Colinas Shopping contará ainda com mais 1,6 mil vagas de estacionamento, totalizando 3.050 vagas, sendo 2 mil delas cobertas. Os investimentos serão destinados também para a acessibilidade do empreendimento, com novas portarias de acesso para autos, implementação de um novo projeto viário interno e externo. Além disso, será automatizado o sistema semafórico em todo o entorno do shopping e, futuramente, será ampliada a terceira via da Avenida Eduardo Cury. 

Ao todo, durante e após a conclusão das obras serão gerados cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos.


Colinas Green Tower

Entre as mudanças está prevista a construção do Colinas Green Tower, um Centro de Negócios pré-certificado pelo USGBC - U.S. Green Building Council e que conta com o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), nível Silver. Trata-se do principal selo internacional de sustentabilidade para o mercado imobiliário.

A torre terá base de 990m² e 25 pavimentos, sendo interligado ao mall do Shopping. Um andar será destinado para sala de reuniões e convenções e 22 escritórios serão corporativos e estarão disponíveis para profissionais liberais. O Colinas Green Tower contará ainda com nove elevadores inteligentes e um heliporto homologado. O prédio contará com 400 vagas de garagem cobertas privativas. O total da área construída será de 30.000 m², sendo 17.260 m² de área bruta locável.


Hotel será inaugurado em 2013

Após 10 anos, o Colinas Shopping obteve, no dia 21 de agosto de 2012, a posse do Hotel que está localizado no estacionamento do centro de compras. A boa notícia é resultado da solução das pendências judiciais que existiam com os responsáveis pela construção do hotel. A previsão é que serão investidos cerca de R$ 5 milhões somente para equipa-lo. A bandeira que irá administrar o hotel ainda não foi escolhida.
Será um empreendimento de alto padrão e os hóspedes poderão usufruir de todas as lojas e serviços oferecidos pelo Colinas Shopping - alimentação, cinema, teatro e academia. Está prevista para maio de 2013 a inauguração e operação desse moderno Hotel 4 estrelas de 12 pavimentos.
Após a conclusão das obras serão gerados cerca de 250 empregos para profissionais que atuarão em todas as áreas operacionais e gerenciais do hotel.


Sobre o Colinas Shopping

O Colinas Shopping completou 15 anos no mês de maio de 2012 confirmando sua vocação em ser um centro de compras diferenciado, com um mix de lojas que contempla algumas das principais grifes de moda do país. Com 135 lojas e uma praça de alimentação contendo marcas conceituadas da gastronomia nacional, o Colinas Shopping recebe mensalmente cerca de 900 mil pessoas. 
O Colinas Shopping também se orgulha de ter implantado uma nova política de entretenimento na cidade de São José dos Campos, ao se tornar o primeiro Shopping que alia compras, lazer e cultura e conta com um Teatro dentro das suas instalações, o Teatro Colinas. 
O Shopping promove frequentemente exposições, mostras, apresentações de teatro e dança


Shoppings passam por revitalização em todo ValeSão José dos Campos

Outros shoppings da região também anunciaram recentemente projetos de expansão.
Em São José, o CenterVale anunciou em setembro investimento de R$ 100 milhões para ampliação e revitalização do shopping, que ganhará nova ala com 6.000 metros quadrados e mais 80 lojas. As obras terminam em outubro de 2012.

Também em São José, o Vale Sul Shopping está em fase final da aprovação de seu projeto de ampliação em uma área de 65 mil metros quadrados.

O Shopping Centro deve ser beneficiado com projetos de revitalização da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José e da prefeitura e com a transferência dos ambulantes para os camelódromos.

Já o Taubaté Shopping, que destinou cerca de R$ 10 milhões para a construção de uma nova ala com 5.000 metros quadrados, decidiu iniciar as obras em janeiro do próximo ano, para não atrapalhar o movimento no período festivo do final deste ano.

Movimento. O Jacareí Shopping, que inaugurou sua nova ala no final do mês passado, comemora a alta registrada no movimento das lojas e a geração de novos empregos.

Projetos viários abrem novo fogo cruzado entre PSDB e PT


Projetos viários abrem novo fogo cruzado entre PSDB e PT




Secretário diz que oposição se apropriou de projetos idealizados no atual governo; petista aposta em recursos do PAC
Beatriz Rosa
São José dos Campos

O governo do PSDB em São José acusa o candidato do PT, Carlinhos Almeida, de ter ‘clonado’ o pacote de obras viárias que apresentou em seu programa eleitoral gratuito na TV.
O governo afirma que todos os projetos de novas ligações, pontes e viadutos apresentados pelo petista já estão sendo projetados ou estão em fase de execução.
Entre as obras anunciadas pelo petista dentro do projeto ‘Cidade Unida’ estão a ligação entre a zona leste e a região sul, a ligação da SP-50 com a Via norte, a construção de viaduto entre a Chácaras Reunidas e a região da Unip, no Limoeiro, e uma nova ponte sobre o rio Paraíba do Sul, na região do Urbanova.
“O candidato não apresentou nada de novo. E qualquer que seja o novo prefeito vai ter o comprometimento de dar andamento nas obras que já projetamos e são importantes para mobilidade da cidade”, disse o coordenador de campanha do PSDB e secretário de Transportes, Anderson Faria Ferreira.
Segundo Anderson, parte dos investimentos previstos para o pacote de obras já foram iniciados. Muitas das obras anunciadas como a Via Cambuí e a Via Banhado, serão executadas com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e de contrapartidas do município.
O secretário diz ainda que todas as obras citadas pelo petista já estão contempladas no pacote do PSDB.
“As obras anunciadas são cópias de tudo o que já estamos fazendo. Alias, algumas delas como a Via Oeste está parada por causa da falta de autorização do Governo Federa que nunca autorizou nenhum PAC Mobilidade em São José”, disse Anderson.

Viabilidade. O candidato Carlinhos Almeida, reconheceu que obras como a Via Banhado e a Via Cambuí já estão contempladas com recursos do BID.
Para as obras complementares, ele acredita ser possível fazer parcerias com a iniciativa privada e buscar recursos por meio do PAC Mobilidade, do governo federal, e de emendas parlamentares.
“Elaboramos o Programa Cidade Unida com apoio de especialistas e sabemos que ele é perfeitamente viável. É importante lembrar que esse é um programa que pensa São José para frente. São obras estruturais que vão preparar a cidade para o futuro”, disse o candidato, via assessoria.

Alckmin cita ‘parcerias’ na TV
São José dos Campos

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) fez ontem sua primeira aparição no programa eleitoral do candidato tucano à Prefeitura de São José, Alexandre Blanco.
Alckmin falou dos investimentos do governo do Estado em São José, como a instalação de Etec e Fatec, a duplicação da rodovia dos Tamoios e o projeto do novo Hospital Regional, que será construído no Parque Industrial, na zona sul.
O governador também destacou as parcerias feitas com a prefeitura durante as gestões de Emanuel Fernandes e Eduardo Cury.
“Essas parcerias irão avançar com o Alexandre Blanco”, disse o tucano.
“Blanco é honesto e tem experiência administrativa.”

Hospital. O Hospital Regional de São José será construído ao lado do Hospital de Clínicas Sul. Serão investidos cerca de R$ 57 milhões.
O complexo hospitalar será construído entre 2013 e 2015 e atenderá uma população de um milhão de habitantes.
O PACOTE
Via Leste
Novo Horizonte
PT prometeu uma via que liga a região do Novo Horizonte ao Campo dos Alemães. Governo do PSDB afirma que já esta em andamento o projeto da Via Leste, que liga o Novo Horizonte ao Putim

Viadutos
Obras
PT prometeu construir dois viadutos, um sobre a avenida Andrômeda e outro para ligar a Chácaras Reunidas à região da Unip, no Limoeiro. O governo afirmou que a Via Oeste contempla travessia na Chácaras Reunidas. Há também uma transposição prevista da Andrômeda sobre a Dutra

Ponte
Urbanova
PT prometeu uma ponte sobre o rio Paraíba de acesso a região do Urbanova. O governo afirmou que a obra já está prevista e faz parte das contrapartidas de loteadoras