sexta-feira, 12 de junho de 2015

Alça de acesso do Rodoanel em Arujá fica pronta em junho, diz Alckmin

11/06/2015
Alça de acesso do Rodoanel em Arujá fica pronta em junho, diz Alckmin
Logística

Governador visitou obras, em Itaquaquecetuba, nesta quinta-feira (11). Alckmin aguarda liberação de financiamento para duplicação da Mogi-Dutra.
Maiara Barbosa 
Do G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Alckmin, em visita as obras do trecho leste do Rodoanel (Foto: Maiara Barbosa/ G1)
Alckmin, em visita as obras do trecho leste do Rodoanel, brinca com engenheiro da SPMar (à direita) sobre prazo de entrega da alça de acesso até a Rodovia Presidente Dutra (Foto: Maiara Barbosa/ G1)


Obra visita pelo governador Alckmin (Foto: Maiara Barbosa/G1)



Obras na alça de acesso para a Rodovia Presidente Dutra (Foto: Maiara Barbosa/G1)

As obras da alça de acesso que vai ligar o trecho leste do Rodoanel à Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, devem ser entregues no dia 26 de junho. Além deste trecho, há obras sendo finalizadas em outro ponto da estrada. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11), pelo governador Geraldo Alckmin em visita ao canteiro de obras.

Orçado em R$ 3,6 bilhões, o trecho leste tem 43,5 km de extensão, sendo que três quilômetros ainda deverão ser concluídos. O trecho leste do Rodoanel tem início em Mauá, na grande São Paulo, passa por Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Suzano novamente, Itaquaquecetuba, Arujá e, por fim, em Guarulhos. Na visão do governador a obra é “estratégica”.

Acompanhado do diretor de engenharia da SPMAR, Paulo Paino, Alckmin brincou ao dizer que se assemelha a São Tomé. “Eu sou igual a São Tomé. Só acredito vendo. Vai dar tempo?”. O engenheiro entrou na brincadeira e disse que é devoto de Santa Clara e reza para que as chuvas não atrapalhe a entrega das obras. “A base é feita de 5 mil toneladas de asfalto. Isso em seis dias fica pronto. O túnel será entregue na próxima terça-feira (16)”, afirma.


O trecho leste do Rodoanel deve receber ainda outra obra para facilitar o acesso em  Suzano. Essa nova interligação com o Rodoanel terá duas faixas, uma de entrada e outra de saída, além de seis viadutos. Ao todo serão quase 2,5 quilômetros de extensão.  “Incluímos o acesso à Estrada dos Fernandes, uma obra de mais de R$ 160 milhões que o projeto executivo já está sendo feito”. O prazo de entrega da alça de acesso é para 2017.

Rodoanel Norte:
Alckmin diz que seis frentes de trabalho executam as obras simultaneamente. “A nossa previsão é de entregá-la em 2017. Assim nós fecharemos os 177 km do rodoanel metropolitano em São Paulo. A obra vai integrar o porto de Santos e o aeroporto de Cumbica evita o trânsito por dentro de São Paulo”.

Mogi Dutra:
Sobre o prazo para o início das obras de duplicação da Rodovia Pedro Eroles (SP-088) - a Mogi-Dutra - até Arujá, Alckmin diz que aguarda a liberação de financiamento. “Eu esperei até o mês de junho, porque esse foi o argumento do Ministério da Fazenda, para a gente ir lá com o Joaquim Levy [ministro da Fazenda] para ter o mínimo de segurança para os financiamentos. Temos um financiamento de um programa de ajuste fiscal no ano passado e nada andou. É um grande erro porque a economia está esfriando muito, o desemprego e a recessão, mas a expectativa é que libere [o financiamento]. O Governo [Federal] está licitando obras para portos e aeroportos. As nossas estão licitadas e contratadas. Nós temos espaço para financiamento e eu vou cobrar isso.”
Questionado sobre previsão, Alckmin diz que “falta a votação de poucas medidas provisórias do ajuste fiscal e em julho isso deve ser definido.”

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Orientações gerais para aquisição, construções em São José dos Campos

Orientações gerais para aquisição, construções em São José dos Campos.

Casa Própria

Cuidados a serem observados para não se fazer nenhuma aquisição irregular:

Lote
Na hora de comprar um lote é preciso verificar se o terreno é regular. 
Para isso, o munícipe deve procurar o balcão de atendimento na Secretaria de Habitação, no 3º andar do Paço Municipal. 
Para tal consulta é preciso ter em mãos o endereço do local, com rua, número e bairro. Além de pessoalmente, a consulta pode ser também pelo telefone (12) 3947-8579.
Se o lote estiver num loteamento irregular a pessoa já é orientada sobre a situação do loteamento, se há possibilidade de regularização e sobre os prazos para tal.
O lote estando em local regular, o munícipe pode conseguir mais informações então na Divisão de Loteamentos da Secretaria de Planejamento Urbano, no 6º andar do Paço Municipal. O telefone de contato da Divisão é o (12) 3947-8347. 
Na SPU é possível saber então a fase em que se encontra o loteamento, se está liberado para a venda e construção.

Construção
O munícipe que já possui seu lote regular e quer construir nele tem duas maneiras, que são as corretas de se fazer.
  • A primeira delas é a Planta Popular, fornecida para casas térreas de até 70 metros quadrados. O munícipe pode escolher um dos cerca de 40 modelos de planta existentes. Através do programa a pessoa terá um profissional responsável desde a construção até o habite-se, sem nenhum custo. Você também pode acompanhar mais detalhes sobre planta popular.
  • Caso a pessoa não preencha os requisitos para a planta popular, o outro caminho para construir uma casa em um terreno regular é contratar um profissional da área, que deve ser um engenheiro civil ou um arquiteto. Este profissional deve ir até a Secretaria de Planejamento Urbano, no 6º andar do Paço Municipal, para dar entrada no processo de alvará de construção. Adquira a lista de documentos necessários. Este profissional deve acompanhar toda a construção, até o Habite-se, para que não haja nenhum tipo de irregularidade. É importante também contratar um profissional confiável.
  • Lembramos também que para ampliação e reforma é necessário o mesmo tramite, para não haver irregularidades, que depois podem ser punidas pelo poder público municipal.

Compra de apartamento
  • Na compra do apartamento, o primeiro passo é perguntar ao corretor em qual Cartório de Registro de Imóveis o imóvel está registrado. Com esta informação em mãos, vá até o cartório e confirme o registro, apresentando o endereço do prédio. Isto vale para apartamento pronto ou ainda na planta. Estando registrado, isto confirma que o apartamento tem projeto aprovado na Prefeitura e está liberado para a venda.
  • Caso o imóvel não tenha este registro, o munícipe poderá se informar na Prefeitura se o projeto já se encontra aprovado. Para tal consulta é preciso ter em mãos o endereço do local, com rua, número e bairro.


Compra de casa
  • Se for na planta, a consulta também deve ser no balcão de atendimento da Secretaria de Planejamento Urbano, no 6º andar do Paço Municipal, tendo em mãos o endereço do local, com rua, número e bairro. O munícipe vai descobrir então se a casa está regular, tendo o alvará de construção.
  • Se for casa nova, mas já construída, pode ser feita a mesma consulta e no mesmo lugar. A única diferença é que a pessoa consulta então se o imóvel já possui o Habite-se, que é o documento que libera a casa para morar.

Campanha de vacinação contra a gripe acaba na sexta-feira

Campanha de vacinação contra a gripe acaba na sexta-feira

  • 01/06/2015 09h55
  • Brasília
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Postos de saúde abrem neste sábado para o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe (Elza Fiúza/Agência Brasil)
Inicialmente, a campanha terminaria no último dia 22, mas em razão da baixa adesão do público-alvo, o Ministério da Saúde prorrogou a dataElza Fiúza/Agência Brasil
























A campanha de vacinação contra a gripe acaba nesta sexta-feira (5) em todo o país. O prazo inicial para o fim da campanha era 22 de maio, mas em razão da baixa adesão do público-alvo, o Ministério da Saúde prorrogou a data. 
A meta do governo é vacinar 80% dos cerca de 49,7 milhões de brasileiros que compõem o público-alvo. Dados do último balanço da pasta mostram que apenas 46,2% foram imunizados.
Devem receber a dose da vacina crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.
Crianças que vão receber a vacina contra a gripe pela primeira vez devem ser imunizadas em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre as doses. É importante levar o cartão de vacinação e um documento de identificação.
Também serão vacinadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou em condições clínicas especiais. Neste caso, é preciso levar uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.
Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos onde estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.
Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, a orientação é realizar a imunização no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.
A vacina é contraindicada a pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou àquelas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.
A transmissão dos vírus Influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e por objetos contaminados.
Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. O agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Empresários: estímulo a crédito impedirá setor imobiliário de entrar em colapso

Empresários: estímulo a crédito impedirá setor imobiliário de entrar em colapso

  • 30/05/2015 09h55
  • Brasília
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
O remanejamento de R$ 22,5 bilhões para o crédito imobiliário, anunciado na última quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é essencial para impedir que o setor entre em colapso em um momento de alta de juros e de restrições nos financiamentos habitacionais. A avaliação é de economistas e empresários do setor ouvidos pela Agência Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse que as medidas de estímulo mostram que o governo resolveu interferir para impedir que o setor imobiliário se retraia ainda mais depois de um primeiro trimestre de contração na economia. “O reforço no crédito imobiliário demonstra que o governo resolveu olhar para o setor. Até agora, não tínhamos sinal nenhum de ações do governo.”
Para recuperar a construção civil, no entanto, o governo diz que medidas adicionais são necessárias. “Imaginamos que isso seja só o começo de medidas que ponham o setor novamente nos trilhos. Além do setor imobiliário, é necessário estimular a construção pesada, o que deve vir com o anúncio das parcerias público-privadas, das novas concessões de infraestrutura e da terceira fase do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, acrescentou o empresário.
O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, aprovou o remanejamento do compulsório – parcela que os bancos são obrigados a manter retida no Banco Central – para o crédito imobiliário. Apesar de a medida beneficiar um segmento da economia, ele considera o estímulo válido para impedir o agravamento da crise no mercado de imóveis.
“Na verdade, o governo favoreceu o crédito direcionado [destinado a setores específicos da economia] contra o crédito livre [para qualquer tomador de empréstimo]. Mesmo assim, a medida é importante para evitar que um setor importante da economia como o mercado imobiliário sofra ainda mais com a elevação da taxa Selic [juros básicos da economia] e estimule os investimentos”, disse.
O economista, no entanto, faz uma ressalva e entende que a retomada dos financiamentos habitacionais depende muito mais das expectativas em relação à economia do que ações isoladas. “As mudanças nas regras podem levar a resultados melhores no setor imobiliário. Pode porque não adianta oferecer crédito se o empresário não quiser investir na construção de imóveis porque a demanda está baixa.”
Diretora comercial do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, Cláudia Martinez não considera o remanejamento do compulsório a medida mais importante para o setor. Para ela, a ampliação dos prazos mínimos da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de 60 para 90 dias ajudará a fornecer mais capital para instituições financeiras pequenas e médias em tempos de fuga de recursos da caderneta de poupança.
Segundo Cláudia, o alongamento nos prazos ajuda a evitar o uso das LCI como instrumento de especulação e vai canalizar recursos para os bancos concederem empréstimos imobiliários. “As LCI estão sendo cada vez acionadas como um instrumento importante para a manutenção do segmento imobiliário. Elas são uma alternativa à incapacidade do sistema financeiro de suprir a demanda do mercado e manter minimamente a economia em pé.”
As LCI são títulos privados que permitem aos bancos captar recursos para serem emprestados no crédito imobiliário sem recorrerem à poupança. A maior fonte de dinheiro para esse tipo de empréstimo vem da exigência de que 65% dos depósitos na poupança sejam aplicados em crédito imobiliário. No entanto, a caderneta enfrenta a fuga de recursos, com retirada líquida de R$ 29,9 bilhões de janeiro a abril.
A diminuição dos recursos da poupança fez os bancos aumentarem os juros dos financiamentos imobiliários. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país, diminuiu o limite para o financiamento de imóveis usados, restringindo ainda mais o mercado.

domingo, 19 de abril de 2015

Mobi será um marco estético para São José, diz Ruy Ohtake

Mobi será um marco estético para São José, diz Ruy Ohtake

O projeto Mobi, sistema de transporte de massa com o uso do BRT (Bus Rapid Transit) em São José dos Campos, terá assinatura de Ruy Ohtake, um dos mais renomados arquitetos do Brasil. O anúncio da parceria que colocará os traços de Ohtake na paisagem urbana do município foi feito nesta quinta-feira (16), durante apresentação no Paço Municipal.
O evento contou com a presença do prefeito, do vice, do diretor executivo da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), José Roberto Cardoso, além de autoridades do município, representantes de entidades de classe e empresários da construção civil. 
Ohtake, que desenvolveu projetos como o do expresso Tiradentes e do monotrilho Morumbi, ambos na capital paulista, será responsável pela arquitetura, paisagismo e iluminação do sistema joseense. Os projetos serão parte do estudo contratado pela Prefeitura junto à Fusp para a implantação do Mobi.
“Foi com muito entusiasmo que nós recebemos o convite para colaborar com a Fusp na elaboração do projeto Mobi, o BRT de São José dos Campos. A importância do projeto é desnecessário ressaltar, porque vai beneficiar de imediato toda a população que utiliza o transporte coletivo”, disse o arquiteto ao iniciar sua apresentação.

Terminais
Na apresentação, o arquiteto mostrou, em esboços feitos à mão, detalhes dos novos terminais de parada, onde os passageiros farão o embarque e desembarque dos veículos do Mobi. Ohtake garantiu que, além de funcionais, os novos terminais serão impactantes para a estética do município.
“As paradas serão um ponto de referência na cidade. Além do conforto para os que estão esperando o ônibus, construtivamente sustentáveis, serão principalmente um marco estético para a cidade”, disse o arquiteto.
Entre os conceitos detalhados por Ruy Ohtake, também está o uso de energia solar e a possibilidade de construção em apenas seis dias para cada terminal. Ao todo, o Mobi terá 75 paradas, distribuídas por 51 km de linhas, em todas as regiões da cidade.
Prazos
O prazo para a conclusão do projeto básico é 30 de junho, mas Ruy Ohtake afirmou durante a apresentação que deverá antecipar a entrega.
A Fusp foi contratada para realizar o projeto básico do Mobi e formalizou uma parceria com o arquiteto Ruy Ohtake para desenvolver o trabalho. O prefeito espera o início das obras entre dezembro deste ano e janeiro de 2016.
“Se nós não fizermos muita coisa em relação à mobilidade, nós teremos sérias dificuldades no futuro. Então, o Mobi vem exatamente para o fortalecimento do transporte público, uma prioridade do transporte público, que é o caminho que todas as cidades têm que trilhar hoje, se quiserem ter um transporte digno para uma sociedade avançada, como é a de São José dos Campos”, disse o prefeito.
Mobi
No Mobi, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 Km em todas as regiões cidade. Também serão construídas estações que permitam a cobrança externa, para tornar mais rápido o acesso dos passageiros e aumentar velocidade operacional.
O sistema conta ainda com monitoramento centralizado, ônibus com GPS, semáforos inteligentes para passagem preferencial aos coletivos, integração com o sistema de transporte público e informações em tempo real ao usuário. Esse sistema tem sido adotado em cidades de médio porte para o transporte rápido de massa.
Na semana passada, a Prefeitura abriu o edital para a pré-qualificação das empresa interessadas em participar da obra. A entrega dos envelopes pode ser feita até o dia 20 de maio.



Projeto básico do BRT será desenvolvido pela Fusp

A Prefeitura de São José dos Campos e a Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo) vão firmar convênio para o desenvolvimento de pesquisas para a implantação do Mobi – sistema de transporte de massa, com o uso do BRT (Bus Rapid Transit), que será adotado na cidade.
O contrato será assinado nesta quinta-feira (16) pelo prefeito e os representantes da Fundação e prevê, entre outros itens, a elaboração do projeto básico, incluindo os elementos arquitetônicos dos terminais, paisagismo e iluminação.
A Fusp foi escolhida pela Prefeitura por conta da sua capacidade técnica no campo de pesquisas e pela expertise no desenvolvimento de projetos na área de logística e transportes.
A Fundação foi responsável, por exemplo, pela elaboração dos estudos para a implantação do Centro Integrado de Mobilidade Urbana e do Sistema Integrador do Controle de Semáforos, ambos no município de São Paulo.
A entidade também é reconhecida pela capacidade no desenvolvimento de pesquisas em outras áreas, com extenso currículo de atendimento ao poder público. Foi da Fusp, por exemplo, o estudo realizado em 2009 que antecipou o quadro de crise hídrica vivenciado no Estado de São Paulo atualmente.
A Fundação, inclusive, foi contratada recentemente pela Sabesp para identificar áreas para a perfuração de 200 poços artesianos na capital, como medida para minimizar os problemas no abastecimento.
Por se tratar de instituição voltada à pesquisa e sem fins lucrativos, a contratação da Fusp será por dispensa licitação (artigo 24, inciso XIII, da Lei 8.666). 
O contrato terá validade por 10 meses, com valor de R$ 12 milhões. O projeto básico, um dos produtos previstos no convênio, será concluído até 30 de junho.
O montante destinado à elaboração do projeto já está previsto no convênio assinado entre a Prefeitura e o Governo Federal (R$ 800 milhões do Governo Federal e outros R$ 42 milhões de contrapartida do município) para a implantação do Mobi.
Na semana passada, a Prefeitura publicou o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em participar da concorrência. 




Mobi
No Mobi, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 Km em todas as regiões cidade. Também serão construídas estações que permitam a cobrança externa, para tornar mais rápido o acesso dos passageiros e aumentar velocidade operacional.
O sistema conta ainda com monitoramento centralizado, ônibus com GPS, semáforos inteligentes para passagem preferencial aos coletivos, integração com o sistema de transporte público e informações em tempo real ao usuário. 
Esse sistema tem sido adotado em cidades de médio porte para o transporte rápido de massa.
O documento está disponível no site da Prefeitura e prevê entrega dos envelopes até o dia 20 de maio.


Última etapa da duplicação da Tamoios começa em setembro

April 17, 2015 - 00:23

Última etapa da duplicação da Tamoios começa em setembro

Alckmin inspeciona veículos que serão usados pela concessionária da Tamoios. Foto: Claudio Vieira

Obras do trecho de serra custarão R$ 2,9 bilhões e devem ser concluídas em um prazo de 5 anos; anúncio foi feito ontem, durante a assinatura do contrato de concessão da rodovia com o grupo Queiroz Galvão
Xandu AlvesSão José dos Campos
A duplicação do trecho de serra da Rodovia dos Tamoios começará em setembro deste ano, garantiu ontem a Concessionária Tamoios, do grupo Queiroz Galvão, que passa a ser responsável pela operação em toda a estrada a partir da 0h de amanhã.
O grupo, que é um dos investigados na operação Lava Jato, assinou ontem com o governo estadual a transferência da operação da rodovia, concedida à construtora por 30 anos.
Até hoje, a estrada será operada pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), mas já em parceria com as equipes da concessionária.
O prazo de concessão inclui os cinco anos previstos para as obras, durante os quais será feita uma nova pista de 21,6 quilômetros e recuperada a existente, entre os km 60,4 e 82. Na pista nova, serão feitos cinco túneis e nove viadutos (veja quadro).
“Teremos uma rodovia moderna, grande parte da nova pista em túnel, com baixo impacto ambiental e gerando emprego e desenvolvendo para a indústria, para a atividade portuária”, afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), durante a cerimônia de concessão da Tamoios, na capital.

PPP. O grupo Queiroz Galvão liderou o consórcio que venceu a licitação para a PPP (Parceria Público-Privada) da duplicação da serra da Tamoios. A concessão começa a valer de fato a partir de amanhã.
Durante as obras, que custarão R$ 2,9 bilhões, o Estado irá aportar R$ 2,185 bilhões e a empresa, R$ 715 milhões.
Ao longo dos 30 anos de concessão, a concessionária terá que aportar mais R$ 1 bilhão em melhorias e manutenção de todos os 119,05 quilômetros da rodovia, incluindo os 33,9 km dos contornos entre Caraguatatuba e São Sebastião, ainda em obras.
A concessionária tirará o lucro apenas da cobrança de pedágio, previsto para ser feito em três praças (bidirecionais) ao longo da rodovia, nos km 15,7 (R$ 3) e 56,6 (R$ 5,30), mais outro no contorno de Caraguá (R$ 2,10). Os valores têm como base o mês de julho do ano passado.
O pedágio só poderá ser cobrado após abril de 2016 e quando a empresa alcançar 6% das obras do trecho de serra, além de implantar um pacote de melhorias na pista antiga, como iluminação, recapeamento e segurança.
Segundo o presidente da Concessionária Tamoios, Marcelo da Silva, o grupo está empenhado em concluir a etapa burocrática. “Estamos fazendo os projetos, tirando as licenças ambientais e nos mobilizando em algumas áreas para começar as obras em setembro, seguramente”, afirmou.
Segundo Duarte Nogueira, secretário de Estado de Transportes, a inclusão da Queiroz Galvão na operação Lava Jato não inviabiliza a obra ou a concessão. “Ela constitui uma SPE [Sociedade de Propósito Específico], que é uma outra empresa, que vai ter que cumprir com suas obrigações independente dos seus controladores”, afirmou.

Saiba mais
SerraAs obras no trecho de serra da Rodovia dos Tamoios devem começar em setembro de 2015 e terminar em abril de 2020

PistaSerá construída uma nova pista com 21,6 km de extensão, além de recuperada a pista atual, entre os km 60,4 e 82

EquipamentosA nova pista terá 5 túneis (12,6 km) e 9 viadutos (6 km)

PPPConstrução será feita pela Concessionária Tamoios, do grupo Queiroz Galvão, por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) com o Estado

OperaçãoA concessionária assume no próximo sábado a operação de toda a Rodovia dos Tamoios, incluindo o trecho de planalto e os contornos, que estão em construção

ValorR$ 3,9 bilhões, sendo 2,185 bilhões do Estado


Em dois anos, estrada terá 200 câmeras de vigilância 

São José dos Campos
A Rodovia dos Tamoios vai se transformar em uma das mais vigiadas do Estado.
Até 2017, a Concessionária Tamoios, que assume amanhã a operação de toda a estrada, pretende instalar 200 câmeras de vigilância em toda a extensão da rodovia.
Haverá equipamentos espalhados ao longo de 119,05 quilômetros de estrada, que incluem os 85,15 km dos trechos de planalto e serra e os 33,9 km dos contornos, que ainda estão em construção.
Hoje, a Tamoios tem sete pontos com câmeras de vigilância, cujas imagens podem ser observadas pelo site do DER (Departamento de Estradas de Rodagem).
“O conceito é de rodovia viva, evitando acidentes e promovendo o desenvolvimento econômico”, disse o governador Geraldo Alckmin.
“Trata-se de uma rodovia estratégica para o desenvolvimento do Estado, porque liga a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o eixo São Paulo-Rio de Janeiro, que é o mais industrializado do mundo, ao Litoral Norte, onde há o Porto de São Sebastião.” 


Apoio. As câmeras integram um pacote complementar que a concessionária irá implantar ao longo de dois anos.
Nesse período, serão instalados serviços como telefones de emergência a cada quilômetro da estrada e uma estação de rádio que irá transmitir boletins com informações sobre as condições operacionais e de tráfego da rodovia.