domingo, 16 de março de 2014

Roda Viva | Lobão | 02/12/2013


Roda Viva | Lobão | 02/12/2013


Lobão

Programa exibido em 2 de dezembro de 2013.

Cantor fala, entre outros assuntos, sobre música, política e as polêmicas levantadas em seu último livro, Manifesto do Nada na Terra do Nunca.

Cantor, compositor, escritor e apresentador, Lobão foi o convidado do Roda Viva desta segunda-feira (2/12), na TV Cultura. Ele falou, entre outros assuntos, sobre música, política e as polêmicas levantadas em seu último livro, Manifesto do Nada na Terra do Nunca.

Em entrevista, Lobão revelou que 97% do seu tempo ele dedica a musica. No entanto, esses 3% restantes são suficientes para gerar bastante polêmica nas redes sociais, na mídia e até mesmo em suas publicações. Recentemente, Lobão declarou que o seu prazer é provocar a fúria dos idiotas. E ele explica: “Na verdade, na verdade, seria ótimo que o mundo fosse melhor e que as pessoas fossem menos cretinas. Mas como não tem muita chance, o melhor é se divertir e curtir com a cara das pessoas”.
Sobre o seu mais recente trabalho, o escritor ainda declarou: “Estou pouco me lixando para o que os outros estão pensando. Não me importo nada! O primeiro foi uma espécie de drama, de cura. Mas esse não, eu sabia que seria como chutar casa de maribondo”.
Considerado um dos principais nomes do cenário pop-rock musical brasileiro dos anos 80 e 90, Lobão nasceu no Rio de Janeiro. Iniciou a carreira musical aos 17 anos, como baterista da banda Vimana, que tinha integrantes como Lulu Santos e Ritchie. No fim da década de 70, participou da banda de apoio da cantora Marina e fundou a banda Blitz com Evandro Mesquita e Fernanda Abreu.
Em carreira-solo, em 1984 lançou o álbum Ronaldo Foi pra Guerra, que ganhou notoriedade com a música Me Chama. No ano seguinte, com o LP O Rock Errou, fez sucesso com a música Revanche. Nesse ano, teve problemas com drogas, fato que se repetiu em 1987, ano do lançamento do disco Vida Louca Vida e que foi regravada por Cazuza.
Lobão ficou quatro anos sem gravar nenhum disco. A partir de 1995, começou a experimentar outros ritmos, como samba e música eletrônica. Nos anos 2000, o roqueiro envolveu-se com causas ligadas à música como a defesa da criminalização do Jabá, prática da compra de espaço musical nas rádios e televisões.
Em 2007, lançou CD ao vivo, o Acústico MTV, no qual interpretou músicas do passado, como Essa Noite Não. No final de 2010, o cantor publicou sua biografia 50 Anos a Mil, escrita em parceria com o jornalista Cláudio Tognolli. Em 2013, foi a vez do lançamento do livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, em que, do seu ponto de vista original, traça uma jornada tragicômica pela estética e a política do Brasil contemporâneo.
Em televisão, Lobão começou a trabalhar em 2005. Nesta época, apresentou o programa Saca Rolha, na Play TV, junto com Marcelo Tas e a modelo Mariana Weickert. Entre 2007 e 2010, esteve à frente de quatro programas na MTV Brasil. No fim de 2011, assinou com a TV Bandeirantes para apresentar o programa A Liga, onde permaneceu por poucos meses.
A bancada entrevistadores foi formada por Tiago Agostini (editor no site MSN e colaborador da revista Rolling Stone), Alex Solnik (repórter da revista Brasileiros), André Barcinski (colunista do R7), Ivan Finotti (editor da revista São Paulo e da revista Serafina, da Folha de S. Paulo) e Julia Duailibi (repórter e blogueira do jornal O Estado de S. Paulo). O programa contou ainda com a participação do cartunista Paulo Caruso.

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Entrevista do policial Romeu Tuma Júnior ao programa Roda Viva

Vídeo: imperdível entrevista do policial Romeu Tuma Júnior ao programa Roda Viva da TV Cultura.



Livro:

ASSASSINATO DE REPUTAÇOES: UM CRIME DE ESTADO

AutorRomeu Tuma Junior

Editora: Topbooks

De: R$ 69,90
  R$ 55,22

TÍTULO: ASSASSINATO DE REPUTAÇOES: UM CRIME DE ESTADO
ISBN: 9788574752280
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 16 x 23
PÁGINAS: 560
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2013
ANO DE EDIÇÃO: 2013
EDIÇÃO: 


ORGANIZADOR: Claudio Tognolli

AUTOR: Romeu Tuma Junior


Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça, empreende aqui uma verdadeira devassa nos métodos postos em prática durante o governo Lula. Com longa experiência em investigação no Brasil e no exterior, e tendo ocupado todos os cargos importantes na Polícia Federal, o autor foi colaborador próximo do pai, Romeu Tuma – respeitado diretor do Dops e senador da República. Neste depoimento, o autor conta o que viu e o que ouviu do pai sobre o convívio com o então sindicalista Lula, preso “especial” no Dops; explica o assassinato do prefeito Celso Daniel, de cuja investigação participou; analisa em profundidade como funcionaram, na última década, órgãos de segurança institucional como a Polícia Federal e a Abin; mostra as provas do grampo telefônico no STF; revela como são tratados os desafetos políticos e os empresários incômodos ao governo, e qual o objetivo real de operações midiáticas como a Trovão, a Chacal e a Satiagraha, entre muitos outros temas polêmicos. Num relato desassombrado e contundente, Tuma Jr. também desconstrói a campanha de que foi vítima ao se recusar a pôr em prática os métodos nada republicanos de alguns figurões do governo Lula. Os retratos que pinta dos poderosos de plantão são devastadores, e impressionam pelo realismo e pela minúcia de detalhes. Além do precioso arquivo do pai, que conhece profundamente, Romeu Tuma Junior é um metódico arquivista de tudo que viveu e experienciou. Essa singularidade do seu temperamento faz de ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES – UM CRIME DE ESTADO um livro fundamental para se entender, por dentro, a engrenagem do poder no Brasil dos nossos dias. 



Havan - A rede da ‘polêmica’ Estátua da Liberdade

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Havan - A rede da ‘polêmica’ Estátua da Liberdade

Sediada em Brusque (SC) e com receita de R$ 2 bi, a varejista Havan está chegando ao interior de SP e já planeja dobrar de tamanho até 2015

19 de agosto de 2013 | 7h 30
Fonte: O Estado
Marina Gazzoni, enviada especial de O Estado de S. Paulo
A abertura da loja, no último dia 10, é mais uma etapa do agressivo plano de expansão de uma varejista ainda desconhecida em São Paulo, mas que vem ganhando espaço fora dos grandes centros. Inaugurada em 1986 como uma atacadista de tecidos em Brusque (SC), a Havan é hoje uma rede com 57 unidades e receita anual de R$ 2 bilhões.
BRUSQUE E CRICIÚMA (SC) - Era uma manhã de sábado e sob uma temperatura de 10 graus, debaixo de chuva, pelo menos 100 pessoas esperavam na rua para acompanhar a inauguração de uma nova loja de departamentos na cidade de Criciúma (SC). O proprietário, Luciano Hang, abriu as portas e recebeu os clientes com um coral de crianças que usavam uma bandana da rede na cabeça.
 Vestindo camiseta e jaqueta pretas estampadas com o logotipo da empresa, Hang coordenou todos os detalhes da festa. "O aeroporto abriu? Veja se dá para trazer a Luciana Gimenez à tarde", dizia o empresário ao telefone, entre uma foto e outra com clientes e autoridades locais.
Às 13h, o helicóptero com a apresentadora do programa Super Pop, da Rede TV, patrocinado pela Havan, pousou no pátio da loja de Criciúma, ao lado de uma estrutura metálica ainda em construção, que receberá uma réplica de 35 metros de altura da Estátua da Liberdade, o símbolo da varejista.
Em algumas cidades, a estátua causa polêmica: em Bauru, abaixo assinado pede a sua retirada

Loja da Havan em Santa Catarina: clone da Estátua da Liberdade é marca registrada da rede


O empresario Luciano Hagans, dono da rede de lojas Havan, em Criciuma, Santa Catrina: inauguração de mais uma loja com participação de coral em sua homenagem


Castelo 'Havan Café e Chope', da rede Havan, em Blumenau, Santa Catarina


Expansão. É assim, fazendo barulho, que a Havan pretende deixar de ser uma rede regional para crescer em todo o Brasil. A meta da empresa é chegar a 100 unidades até 2015. Cada uma delas consumirá entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões em investimentos – dinheiro que vem de recursos próprios e de financiamentos.
"Abrimos uma loja a cada 15 dias. Chego a visitar dez cidades em uma semana", conta Hang, que, entre os dias 5 e 10 de agosto, esteve em Sorocaba, São José dos Campos, Bauru, Anápolis, Goiânia e Brasília, antes de pousar seu jato em Criciúma.
Das 57 lojas da Havan, 23 estão em Santa Catarina. A primeira fora do Estado foi inaugurada em Curitiba, em 1995. A expansão além da Região Sul começou no ano passado. Hoje, a empresa também tem unidades no interior de São Paulo, no Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso e em Goiás.
A proposta da Havan é vender de tudo no mesmo espaço: roupas, eletrodomésticos, ferramentas, copos, cosméticos, brinquedos. "É como um shopping, mas é mais barato", garante o dono. As lojas oferecem, em média, 100 mil itens. A maior delas, em Brusque, ocupa 35 mil metros quadrados. "É a maior loja do varejo brasileiro", diz Hang.
A expansão da Havan é uma estratégia de sobrevivência, explica o consultor Claudio Felisoni, presidente do conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar/Ibevar). Como as grandes varejistas tendem a vender os mesmos produtos, o mercado é de margens reduzidas e as companhias precisam de escala para lucrar. "A tendência no varejo é de baixa rentabilidade e alto giro. Para sobreviver, as empresas precisam de musculatura", avalia.
No caso de redes regionais, a alternativa é ganhar porte nacional, como fez a Magazine Luiza, por exemplo, ou se unir a um grupo maior, como fez a também catarinense Salfer, vendida à Máquina de Vendas. "Se ficar limitada a uma região, um dia a empresa vai fechar", diz Felisoni.
Transformação. A Havan não nasceu no varejo. Assim como muitos empresários de Brusque, Hang trabalhou na indústria têxtil como vendedor da Tecidos Carlos Renaux, empresa centenária que foi à falência no mês passado. Em 1986, abriu uma loja de 45 metros quadrados para vender tecidos no atacado. "Desenrolávamos tecidos na calçada por falta de espaço", lembra.
A marca Havan é a união do sobrenome Hang com o nome Vanderlei, sócio da empresa na década de 80. Ele vendeu sua participação no negócio em 1991, depois de discordar dos planos de Hang para a ampliação da loja. Vanderlei de Limas queria trabalhar com "os pés no chão" e manter um estoque modesto. Luciano Hang era mais ousado. "Decidimos desfazer a sociedade, dividindo o estoque da loja", conta Limas, que até hoje vende tecidos no atacado em Brusque.
Hang aproveitou a abertura comercial do Brasil nos anos 90 para trazer produtos importados ao País e oferecer na sua loja. Assim, aos poucos, a Havan foi passando de atacadista de tecidos para uma loja de departamento. "Mudei porque vi que o atacado de tecidos não tinha mais futuro e enxerguei outras oportunidades", diz Hang.
Empreendedor nato, o catarinense já abriu fábricas de toalhas, malharias e até montou uma empresa de distribuição de produtos importados para lojas de R$ 1,99 durante a viagem de lua de mel. "Estávamos no aeroporto da África do Sul e ele começou a negociar com empresários que conheceu na hora", conta a mulher Andrea, casada com Hang há 18 anos.
Hoje, além da Havan, ele é dono de postos de combustível e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Totem da discórdia. Antes de criar a rede de lojas, o empresário se viu obcecado em encontrar um padrão arquitetônico para o negócio. "A loja tem de ser chamativa e ter personalidade", diz Hang. A inspiração veio da admiração que ele tem pelos Estados Unidos – país que visitou pela primeira vez em 1989 – e pela cultura empreendedora dos americanos.
Em 1994, a Havan abriu um novo formato de loja em Brusque em um prédio inspirado na arquitetura da Casa Branca, a residência oficial do presidente dos EUA. Na inauguração da loja, uma criança de 7 anos disse a Hang que, para o prédio ficar perfeito, só faltava a Estátua da Liberdade.
O empresário gostou da ideia e colocou uma réplica da estátua americana no local dois anos depois. Desde então, sempre que encontra espaço no terreno, manda construir o monumento. "A estátua acabou virando meu totem", diz Hang.
O símbolo da Havan, no entanto, está longe de ser uma unanimidade. Em algumas cidades, ele virou motivo de polêmica. Moradores de Bauru, onde a rede abriu sua primeira loja no fim de junho, chegaram a organizar um abaixo-assinado pedindo a retirada da estátua.
O movimento, no entanto, parece não ter ido adiante. A prefeitura informou que, até agora, não recebeu nenhuma petição. O organizador do abaixo-assinado, o advogado Fabio Galazzo, disse que a história "já deu o que tinha que dar" e não quis comentar o caso.
A estátua, portanto, fica. "Uns gostam, outros não. Em Bauru, muitas pessoas me apoiaram na rua e disseram que a estátua é linda. Vários prefeitos me pedem para levar a estátua para suas cidades. Vira ponto turístico", diz Hang.
A polêmica envolvendo a Estátua da Liberdade em Bauru não foi o único percalço de Hang no processo de levar a rede para além das terras catarinenses. O pedido da Havan de incentivo fiscal para investir no Mato Grosso foi questionado pelo deputado estadual Ademir Brunetto (PT), que deu início a um bombardeio do varejo local e de sindicatos contra a empresa. "Não concordo com a concessão de incentivos fiscais para o varejo, só para a indústria. A loja vai gerar empregos, mas vai quebrar o comércio local, que também emprega e não recebe desconto fiscal", disse o deputado.
Polêmica. Para desqualificar a empresa como beneficiária de incentivos fiscais, Brunetto trouxe à tona uma condenação de Hang em 2008 por sonegação fiscal na Vara Federal Criminal de Florianópolis – a empresa está recorrendo.
O processo movido pelo Ministério Público Federal questionou uma remessa feita pela empresa ao exterior em 1997. Há uma condenação em primeira instância, mas a empresa recorreu e a ação corre em segredo de Justiça. "Não há ilegalidade e estamos contestando. Somos grandes pagadores de imposto. Só neste ano vamos recolher R$ 500 milhões no Brasil inteiro", esclarece Hang.
Após o episódio, a Havan colocou na geladeira o projeto de abrir uma loja na cidade de Alta Floresta, base eleitoral do deputado Brunetto. "Não vamos para cidades onde não somos bem recebidos", diz o empresário. O secretário adjunto do Desenvolvimento do Mato Grosso, Valerio Gouveia, afirma que o governo do Estado ainda avalia o pedido.
Em Goiás, a Havan conseguiu benefícios fiscais para abrir seis lojas e um centro de distribuição, com investimento estimado em R$ 175 milhões.
Para o consultor em varejo Claudio Felisoni, o grande desafio da empresa agora será chegar a grandes cidades, como Rio e São Paulo. "Lá o custo do aluguel é alto e o conceito de grandes lojas não funciona bem."
A empresa, por enquanto, ainda não tem planos para as capitais paulista e carioca, mas está com um projeto agressivo para o restante do País. "Já estamos consolidados no nosso Estado", diz o empresário. "Santa Catarina é grande, mas o Brasil é um continente."

Vai abrir uma loja próximo ao Atacadão no comecinho da Zona Leste da cidade:



February 15, 2014 - 15:12

Varejo alavanca criação de empregos em S. José

Região leste deve receber nova loja de departamento, com a previsão de criação de 200 empregos
 Chico PereiraSão José dos Campos
Enquanto o setor industrial de São José dos Campos registra recuo contínuo de postos de trabalho, o comércio e serviços estão no processo inverso.
Nos próximos meses, pelo menos três empreendimentos comerci ais vão abrir as portas na cidade e gera pelo menos 500 empregos diretos, segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
A rede varejista Havan planeja inaugurar em abril uma loja de departamento, que vai gerar 200 postos de trabalho. A empresa, inclusive, já seleciona pessoal por meio do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).
A nova unidade está em construção em uma área na avenida JK, em frente à rotatória de concessionárias de veículos.
O investimento da Havan é de R$ 45 milhões.
A rede de supermercados Máximo vai abrir uma unidade no Bosque dos Eucaliptos em até 40 dias.
A varejista deve gerar pelo menos 150 empregos , segundo a pasta de Desenvolvimento Econômico.
A secretaria informou ainda que a montadora BMW tem planos para abrir uma nova concessionária em São José, que deverá empregar mais de 100 pessoas.
A empresa projeta instalar um showroom na cidade.
"Nosso papel é atrair investimentos para gerar empregos na cidade, e a chegada dessas empresas só foi possível graças à cooperação de outras secretarias, como Obras, Transportes, Planejamento Urbano e Meio Ambiente", disse o secretário Sebastião Cavali.
Apoio. 
O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, avalia que o comércio de São José se consolida como referência para toda a região.
"O nosso comércio está se fortalecendo e se transformando em um polo regional de compras", afirmou.
Ele frisou que a ACI irá colaborar com a Havan na seleção de pessoal para a nova unidade. "Colocamos o banco de talentos da ACI à disposição da rede varejista. Em março, a Havan vai montar um posto na associação para selecionar funcionários", disse.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, José Maria de Faria, os setores do comércio e de serviços são grandes empregadores e, em um momento em que as estruturas da indústria estão cada vez mais enxutas, a geração de 500 novas vagas em São José dos Campos no segmento é um é uma notícia que traz muito otimismo.
SAIBA MAIS
BoulevardO Urbanova deve ganhar também um centro comercial, tipo boulevard, que deve gerar 1.360 vagas diretas
LojaUma nova loja de departamentos deve ser inaugura em abril, com a geração de 200 empregos diretos
ConcessionáriaBMW deve abrir uma representação na cidade com a abertura de 100 vagas
SupermercadoA rede varejista Máximo vai inaugurar uma unidade no Bosque dos Eucaliptos com a abertura de 150 postos diretos

LOJAS EM SÃO PAULO 

HAVAN Araçatuba - Av. dos Araçás

HAVAN Bauru - Panorama

HAVAN Campinas - Em breve! (loja 1)
HAVAN Campinas - Em breve! (loja 2)
HAVAN Campinas - Em breve! (loja 3)
HAVAN Campinas - Em breve! (loja 4)

HAVAN Franca - Jardim Santana

HAVAN Jundiaí - Em breve!

HAVAN Limeira - Shopping Limeira

HAVAN Marília - Em breve!

HAVAN Mogi das Cruzes - Em breve!

HAVAN Piracicaba - Av. Dr. Cássio Padovani

HAVAN Presidente Prudente - Vila Formosa

HAVAN Ribeirão Preto - Costábile Romano

HAVAN Santa Bárbara D'Oeste - Industrial

HAVAN São Carlos - Rod. Washington Luís

HAVAN São José do Rio Preto - Av. José Munia

HAVAN São José dos Campos - Em breve!

HAVAN Sorocaba - Zona Norte

sexta-feira, 14 de março de 2014

Começa a concretagem da estrutura das novas faixas do Viaduto Kanebo

Obras
13/03/2014
Funcionários trabalhando na obra do Viaduto Kanebo
A etapa de concretagem e ligação das lajes com a estrutura atual será feita até o próximo dia 28

Começa a concretagem da estrutura das novas faixas do Viaduto Kanebo
A Prefeitura de São José dos Campos iniciou a concretagem de lajes que formam a estrutura das novas faixas do Viaduto Kanebo. O próximo passo será pavimentar essas plataformas para abrir a pista ao tráfego de veículos.
A etapa de concretagem e ligação das lajes com a estrutura atual será feita até o próximo dia 28, prazo que é necessário para a consolidação da estrutura. Em abril, começa o asfaltamento da pista. 
As obras de duplicação do viaduto foram retomadas em abril do ano passado, depois de sete meses de paralisação. Nesse período, 70 funcionários da empresa responsável pela obra trabalharam nas fundações da nova via, concretagem de nove vigas de quase cem metros de extensão cada uma e travamento das vigas nas colunas. 
Estão sendo investidos cerca de R$ 10 milhões para a duplicação do Viaduto Kanebo. Atualmente, ele tem pistas com cerca de 10 metros de largura em cada sentido, incluindo a calçada. A nova pista terá de 9,40 metros de largura, com duas faixas de rolamento. A duplicação vai melhorar o trânsito na região sul da cidade.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Mesmo antes de prontas, indústrias chinesas geram empregos em Jacareí

Publicado em 17/02/2014 às 11h24 
Mesmo antes de prontas, indústrias chinesas geram empregos em JacareíSegundo o setor de recursos humanos da Chery, a unidade de Jacareí gerou 43 postos de trabalho em 2013 e ainda há outras 11 vagas disponíveis no site da empresa
A montadora chinesa Chery e sua fábrica de motores Acteco ainda não entraram em operação, mas já estão mexendo com a economia de Jacareí com a geração de empregos. Segundo o setor de recursos humanos da Chery, a unidade de Jacareí gerou 43 postos de trabalho em 2013 e ainda há outras 11 vagas disponíveis no site da empresa. Já a Acteco contratou 12 pessoas e, também de acordo com o RH, outras vagas serão anunciadas em breve, por meio do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), que contribui com o processo de seleção de candidatos.

Alex Brito/PMJ
Alex Brito/PMJ
Unidade da Chery em Jacareí é o maior investimento da empresa realizado fora da China: são US$ 400 milhões


Publicado em 17/02/2014 às 11h22
Prefeitura e empresas constroem nova avenidaO investimento estimado é de aproximadamente R$ 10,5 milhões, sendo R$ 1,5 milhão da prefeitura e cerca de R$ 9 milhões dos parceiros
Para dar conta da demanda de infraestrutura devido à chegada de indústrias na região do Pagador Andrade, a Prefeitura de Jacareí e um grupo de empresas (Matias & Guedes Empreendimentos, Fazenda Cristal Agropecuária, Construtora Terra Simão e os comerciantes Fernando Antônio Lopes e Manuel Alberto Lopes) iniciaram a construção da avenida municipal de ligação entre as estradas Biagino Chieffi e Caminho Concórdia Salos, via de 2,5 quilômetros de extensão que dará acesso à Chery e outras empresas.
Alex Brito/PMJ
Alex Brito/PMJ
Obra de construção da nova avenida que dará acesso à Chery e outras empresas

'Lua de mel com o Brasil acabou', diz ex-ministro

'Lua de mel com o Brasil acabou', diz ex-ministro


13 de fevereiro de 2014 | 8h 05
GUSTAVO PORTO - Agencia Estado
RIBEIRÃO PRETO - O ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GV Agro), Roberto Rodrigues, disse, na quarta-feira, 12, que é recorrente entre os empresários a ideia de que o Brasil será rebaixado pelas agências de classificação de risco, diante do clima pessimista externo e de investidores com o País.
"Participei (nesta quarta-feira) de uma reunião com lideranças e empresários e a fase de lua de mel com o Brasil acabou. As pessoas olham para o Brasil com insegurança e o País deixou de ser um receptor de investimentos", disse. "Não há mais o mesmo interesse e a vontade de investir aqui; a ideia de que a gente perderá espaço no grau de investimento é recorrente", completou, ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado.
Na avaliação do ex-ministro da Agricultura, o que mais incomoda é o fato de o "desânimo" diante do cenário brasileiro superar a realidade. "(A economia) está ruim, mas não tão grave ainda. O estado de espírito é pior que a situação real, e esse estado de espírito pode piorar ainda mais a situação."
Agroenergia
Rodrigues fez duras críticas à política do governo para a área de agroenergia, ou seja, a energia produzida principalmente com a queima do bagaço de cana, que poderia socorrer o sistema com oferta nos períodos de reservatórios com níveis reduzidos.
"Há uma incompetência terrível do governo na área de agroenergia. Só com a cogeração temos uma (oferta reprimida equivalente à usina de) Belo Monte no Estado de São Paulo. Mas os leilões (de energia nova) foram dirigidos para outras fontes", disse ele.

Com os preços baixos, companhias do setor de açúcar e álcool evitaram ofertar energia nos leilões do governo. Sem a demanda do setor, Rodrigues lembra que as empresas produtoras de caldeiras para geração de energia térmica com bagaço da cana estão praticamente paradas.
Para o ex-ministro, a "prática desmente" as notícias de que não há risco de apagões no País. "Por enquanto, as notícias são de que não há risco de desabastecimento de água e de apagões estruturados. Mas a prática desmente isso. Não é generalizado, mas tem apagão aqui e ali." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

‘É preciso crescer com qualidade de vida’, diz Lara Resende

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‘É preciso crescer com qualidade de vida’, diz Lara Resende

Para o economista, modelo de desenvolvimento baseado apenas em expansão de PIB e consumo material não se sustenta 


08 de março de 2014 | 17h 37
Alexa Salomão e Ricardo Grinbaum, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Na seara econômica, André Lara Resende é uma referência, entre outras razões, por ter participado da elaboração do Plano Real. Ainda assim, afastou-se do trabalho cotidiano de um economista. O neto do professor de gramática e memorialista Antônio Lara Resende e filho do jornalista e escritor Otto Lara Resende voltou-se às letras e à reflexão. Em seus artigos, defende um novo modelo de desenvolvimento, orientado ao bem-estar coletivo e sustentado pelo setor de serviços em áreas como educação e saúde.
"A partir de certo nível de renda, onde com certeza já nos encontramos, a qualidade de vida não está mais necessariamente associada ao consumo material", diz ele na entrevista que segue. Suas convicções o aproximaram da pré-candidata à Presidência Marina Silva, em sua avaliação a pessoa que na atual cena política tem a visão de mundo para implantar o novo modelo de crescimento. A íntegra da entrevista está disponível na internet, no link indicado ao pé desta página. 
O governo de FHC ficou conhecido como o da estabilidade, o do Lula, pela distribuição de renda. Qual seria a cara do governo Dilma e qual deveria ser em caso de reeleição? 
André Lara Resende: Nem todo governo deixa necessariamente a sua marca. O governo Dilma não está à altura dos dois governos anteriores que, por mais diferente que tenham sido, tinham carisma e personalidade definida. O governo Dilma tinha a pretensão da eficiência executiva para dar um novo salto desenvolvimentista. Fracassou porque tem uma visão anacrônica, tanto dos objetivos, como dos métodos para alcançá-los. Acredita que o desenvolvimento ainda dependa da industrialização, voltada para o mercado interno e liderada pela ação do Estado, como na metade do século passado. Acredita também na gestão de comando e controle. Mas no mundo contemporâneo, o desenvolvimento é necessariamente via integração internacional, e a gestão de empreitadas, a cada dia mais complexa, só é possível através da delegação, inserida numa cultura baseada no exemplo e no carisma.
Muitos estudiosos dizem que o Brasil vive um processo de desindustrialização. Como o senhor vê a questão e o que deve ser feito em relação à produção industrial? 
André Lara Resende: O processo de desenvolvimento econômico passa primeiro por uma fase de industrialização e urbanização, com uma correspondente redução do peso do setor primário na economia. Numa segunda fase, já com a industrialização consolidada e uma economia mais sofisticada, cresce o peso do serviços. A indústria pesada, de velha tecnologia, desloca-se para onde ainda há mão de obra barata no mundo. Para seguir crescendo, o país precisa renovar sua indústria, ser capaz de absorver e de produzir tecnologia de ponta. Não há como dar esse salto sem a combinação de um sistema educacional de alto nível e a integração comercial com o resto do mundo. Passa-se do protecionismo à indústria nascente, voltada para o mercado interno, ao estímulo à indústria de ponta, voltada para a exportação. É o que deveríamos fazer: integrar o país à economia mundial, absorver tecnologia de ponta, aumentar a produtividade e as exportações industrializadas, e simultaneamente, repensar a educação de base com objetivos de longo prazo.
Há economistas que dizem que o Brasil está preso numa armadilha de baixo crescimento. O senhor concorda com esse ponto de vista? 
André Lara Resende: O país tem crescido bem menos do que se espera, é verdade. Alguns analistas chamaram de a Armadilha da Renda Média, o fato de que, depois de atingir um estágio intermediário de renda e desenvolvimento, muitos países parecem ter dificuldades de deslanchar e finalmente encostar nos países do primeiro mundo. Para sair da pobreza absoluta, crescer e atingir um mínimo de desenvolvimento, basta ser capaz de criar um excedente para ser investido. Pode não ser fácil para sociedades onde a renda e o consumo são extremamente baixos, mas a fórmula é conhecida: poupar e investir, aproveitando a tecnologia de domínio público, não necessariamente de ponta, desenvolvida nos países mais avançados, e incorporando a população marginalizada à força de trabalho. A partir de um certo ponto - e o Brasil já atingiu esse estágio - a questão se torna mais complicada. Já não basta poupar e investir em capital fixo. Não há mais um excedente de mão de obra barata para ser incorporado ao setor dinâmico da economia. É preciso, então, aumentar o que os economistas chamam de produtividade - a capacidade de produzir mais com menos, de forma mais eficiente, e ganhar competitividade internacional. A absorção de tecnologia já não é tão automática, pois estamos mais perto da fronteira tecnológica. É preciso que a mão de obra, em todos os níveis, do mais elementar ao mais sofisticado, inclusive a da gestão das empresas e dos investimentos, esteja à altura. A chave é a educação. Falar em educação se tornou um clichê, mas como todo clichê é uma verdade que, de tanto repetida sem convicção, perdeu a força. Há uma revolução em curso nos métodos de educação, com a universalização da informática e da internet, mas estamos na contramão. Em lugar de inovar, de fazer uma educação de base de qualidade, optamos por aumentar o número de pessoas com diploma de curso universitários comercializados, onde nada se aprende. Mais um exemplo da nossa insistência em dar mais importância à forma do que à substancia.
O Brasil deve ter um novo modelo de desenvolvimento? O que este modelo deve contemplar? 
André Lara Resende: Acho que não apenas o Brasil, mas o mundo todo precisa rever seu modelo de crescimento. Já não faz mais sentido associar desenvolvimento exclusivamente ao crescimento e ao aumento do consumo material. A partir de certo nível de renda, onde com certeza já nos encontramos, a qualidade de vida não está mais necessariamente associada ao consumo material. O problema da grande desigualdade persiste, é claro, e é urgente ter uma resposta efetiva, mas se o crescimento material não o resolveu, até hoje, em parte alguma do mundo, é porque por si só não vai resolve-lo. Veja o exemplo do automóvel: a notícia de que as vendas de carro caíram sob o prisma do velho crescimento é negativa, mas para quem vive nos grandes centros urbanos, onde usar o automóvel está se tornando impossível, parece-me positiva. Anos atrás, menos produção de automóveis seria inequivocamente negativo. Hoje é, no mínimo, questionável. Temos dificuldade em rever velhos conceitos, mas quando as circunstâncias mudam, é preciso reavaliá-los. Tenho a impressão que o mundo está numa fase de transição. O velho modelo de crescimento consumista já não faz mais sentido, mas a alternativa ainda não está bem delineada. Posso estar sendo vítima da ilusão ufanista, mas tenho a impressão de que o Brasil, tanto pelo estágio de desenvolvimento em que se encontra, quanto pela alegria coletiva criativa, poderia estar muito bem posicionado para sair à frente do novo desenvolvimento. Um desenvolvimento mais baseado na educação, na saúde, no entretenimento, no esporte e na cultura, do que no consumo material. Por isso mesmo, se a melhora de vida vier a se frustrar, ainda que ou sobretudo porque, o consumo material continua a aumentar, podemos passar por ondas de protestos difusos e de revoltas que podem vir a se tornar incontroláveis.
O senhor defende um modelo baseado em menos consumo, mas como se compatibiliza isso com o desejo das pessoas de consumir e com a necessidade de reduzir a desigualdade? O senhor mesmo coloca que os protesto revelam uma ansiedade das pessoas em melhorar de vida ... 
André Lara Resende: Minha interpretação é diferente. Os protestos indicam que há busca por melhor qualidade de vida. À medida que a pobreza absoluta é superada, passa-se a desejar mais qualidade de vida, que não encontrada, leva à uma grande frustração. Apesar de se ter mais renda e poder consumir mais, a vida continua extremamente difícil, um verdadeiro inferno. O hospital público é um desastre, a escola pública não tem qualidade, faltam creches, não há segurança, o transporte público é de péssima qualidade. Apesar de ter renda para comprar um carro, leva-se até quatro horas para chegar ao trabalho, engarrafado no transito. Estas são as questões por trás dos protestos - e não necessariamente a demanda por mais consumo material. Essa frustração não é um problema exclusivamente brasileiro. Há no mundo uma vaga percepção de que a melhora da qualidade de vida não está mais necessariamente vinculada ao aumento do consumo material. Ao contrário, o aumento do consumo material - como no caso do automóvel nos grandes centros urbanos - tornou-se um detrator da qualidade de vida. Durante muitas décadas houve uma alta correlação entre o crescimento do produto e da renda e o bem estar. Se o PIB crescia, embora a melhora fosse mal distribuída, todos melhoravam. Essa correlação já não é verdadeira, mas há uma grande resistência a rever conceitos arraigados. Ao criticar o aumento do consumo material, somos acusados de pretender negar o acesso dos mais pobres ao consumo. O argumento não procede - apesar do crescimento extraordinário do consumo material, a pobreza persiste e a desigualdade até se agravou nas últimas décadas, tanto nas economias emergentes quanto nos países avançados. A solução não é mais consumo. Estudos mostram que menos desigualdade, uma sociedade mais homogênea, é elemento fundamental para a qualidade de vida. Para os mais pobres, é evidente, mas também para os mais ricos a desigualdade é negativa. Viver numa sociedade, homogênea e equânime, onde há empatia com seus concidadãos, é melhor para todos.
As manifestações, então, mostram que as pessoas já percebem a diferença entre ter mais e viver melhor? 
André Lara Resende: Me parece que sim, mas como a alternativa não está bem delineada, fica difícil afirmar. Acredito que nem mesmo os manifestantes saibam claramente o que desejam. Por isso os protestos são desfocados. Deseja-se mais qualidade de vida, mas o que é qualidade de vida? É sobretudo tempo com os amigos, tempo com a família, tranquilidade, ausência de estresse, inserção numa comunidade com a qual se tem empatia. Por isso a melhora do transporte público é a primeira medida para a melhora da qualidade de vida. Reduzir o tempo de deslocamento e o estresse do trânsito, aumentar o tempo com a família e os amigos, significa um ganho inequívoco de qualidade de vida. O automóvel ainda está no imaginário coletivo como símbolo de sucesso, mas é ilusório. O uso do automóvel exige gastos públicos expressivos na infraestrutura urbana. É um subsídio ao uso do transporte individual, recursos públicos que poderiam ter melhor uso. Para abrir avenidas, viadutos e elevados as cidades foram desfiguradas. Ficou quase impossível se deslocar por qualquer outro meio que não o automóvel. Não é fácil mudar o modelo. Veja a resistência aos corredores de ônibus implantados pelo Haddad. Acho que ele está certo, mas a iniciativa provocou indignação. Como a alternativa não está claramente delineada, é importante dar exemplos concretos do que seria a cidade do futuro, depois do automóvel. A High Line de NY é um desses exemplos. Todas as cidades bem sucedidas do mundo são as que têm bons transportes públicos e estão criando alternativas para que se ande a pé, estímulos ao convívio. É o caso de Barcelona, Paris e NY.
Quais outras políticas públicas devem ser adotadas para mudar o modelo de desenvolvimento? 
André Lara Resende: Não tenho a pretensão de fazer uma agenda detalhada, mas antes de tudo é preciso rever o conceito de desenvolvimento. O que se busca? Apenas vender mais, não importa o que? Vamos garantir que todos possam ter mais coisas inúteis, sem descriminar ninguém, ou vamos procurar o bem estar? A busca do bem estar exige revisão das políticas públicas. Rever os objetivos não significa que a renda deva parar de crescer, mas que haveria um mudança na composição do produto, um aumento do peso dos serviços - mais entretenimento, mais esporte, mais educação, mais saúde, mais musica. A demanda por serviços de saúde é infinita. São essas industrias que irão liderar o crescimento do futuro e não as indústrias baseadas no consumo material.
O senhor acha que o governo precisa ter metas a partir de 2015 para o superávit, para a dívida e para o gasto público? 
André Lara Resende: Metas são importantes para o balizamento, tanto do governo, como do setor privado, mas mais importante do que ter metas quantitativas anunciadas, é o compromisso com elas. Creio que é pior ter metas, sem acreditar nelas, do que não tê-las. As três metas a que você se refere dizem respeito ao custo do Estado. O Estado no Brasil tem uma longa história de patrimonialismo, de confundir o seu interesse com o da sociedade. Só em alguns períodos excepcionais houve tentativas de adotar reformas modernizadoras. A tendência secular é de um crescimento burocrático patrimonialista. Tendência que foi claramente acentuada na última década. O Estado no Brasil de hoje é um criador de dificuldades de toda ordem, tanto para os indivíduos como para as empresas, um detrator da qualidade de vida e da produtividade. Toda crítica ao Estado tende a ser identificada com um liberalismo econômico radical e equivocado, segundo o qual o mercado tudo resolve, e assim é desqualificada. É um falso dilema. O Estado - assim como o mercado - é fundamental nas sociedades contemporâneas, mas é preciso ter um Estado inteligentemente organizado, eficiente, a serviço da sociedade, e não a serviço de seus próprios interesses, contra a população. 
Qual deve ser a postura em relação ao câmbio?
André Lara Resende: No mundo contemporâneo, no que se pode chamar de período pós Bretton-Woods, consolidado nas últimas décadas, as taxas de câmbio são flutuantes. Não completamente livres, mas uma flutuação administrada, para evitar a alta volatilidade de curto prazo, que é perturbadora da atividade econômica. A taxa de câmbio não é, portanto, uma variável de controle direto das autoridades monetárias, mas consequência da política econômica como um todo. A valorização do câmbio, nos últimos anos, percebida como excessiva, é decorrência da combinação perversa da baixa produtividade da economia, da poupança interna insuficiente - ou seja, alto consumo público e privado - com uma política monetária obrigatoriamente apertada para manter a inflação sob controle. É preciso rever toda a política econômica para que o câmbio encontre um equilíbrio menos punitivo para a produção nacional. Ao contrário do que pode parecer, não é possível corrigir problemas da política econômica com a manipulação do câmbio - é preciso corrigir o câmbio com a revisão da política econômica.
Há um represamento na inflação de preços administrados? Como deve ser feito um eventual ajuste para adequar esses preços à realidade de mercado?
André Lara Resende: Há efetivamente um represamento, como fica claro ao comparar a variação do índice de preços livres com a do índice de preços administrados. Em particular, o preço do petróleo e de seus derivados tem sido corrigido muito abaixo do necessário para manter a paridade com os preços externos corrigidos pela taxa de câmbio. Todo o processo, cujo objetivo é tentar manter a inflação dentro das metas, sem sobrecarregar a política monetária e subir demais os juros, apesar do excesso de gastos do governo, tem alto custo. Entre outros, o absurdo de subsidiar o consumo de combustíveis fósseis, derivados do petróleo. Acredito que o ajuste deva ser feito o mais rápido possível, desde que todas as demais incongruências da política econômica, sobretudo o gasto público excessivo, sejam corrigidos e percebidos como uma decisão de longo prazo. Assim, o impacto inflacionário da correção teria fôlego curto, dada percepção da correção de rota da política macro. Mais uma vez, é a distorção da política macro, sobretudo da política fiscal, que pressiona a inflação. Corrija-se a fonte do problema e as distorções periféricas se corrigem naturalmente, ou podem ser revistas sem grandes perturbações.
Há um certo mau humor dos investidores internacionais com o Brasil. O que o senhor acredita que está havendo? 
André Lara Resende: Durante alguns anos, houve uma lua de mel dos analistas e dos investidores internacionais com o Brasil. É compreensível. Nos governos Fernando Henrique Cardoso, a inflação crônica foi vencida e as contas públicas, nas suas várias instâncias, equilibradas. Eleito, Lula manteve inicialmente o curso da política macroeconômica e soube dar a um programa criado por Ruth Cardoso a dimensão merecida, o que incorporou um enorme contingente da população à classe média. O país fez efetivamente progresso, parecia estar pronto para o salto definitivo para o primeiro mundo. Com sua conhecida e tradicional obsessão por simplificar e caricaturar, analistas e investidores desconsideraram a vasta gama de gravíssimos problemas que ainda temos, fecharam os olhos ao primeiros sinais de que a política macroeconômica, sob a desculpa de minorar o impacto da grande crise financeira internacional de 2008, havia tomado outro rumo. Desde 2008, a política econômica brasileira é uma versão anacrônica e incompetente do velho desenvolvimentismo dos anos cinquenta do século passado, que teve seu período áureo durante o regime militar, até meados dos anos 70. De uns dois anos para cá, uma vez percebido o corporativismo estatista da política econômica, a incompetência para modernizar a infraestrutura e aumentar a produtividade da economia, os investidores, mais uma vez bem ao seu estilo volúvel e emotivo, passaram de um extremo ao outro. O Brasil agora lhes parece à beira do colapso econômico. Não acho que seja o caso. Ao menos ainda não.
O Senhor apoia algum candidato? 
André Lara Resende: Acredito que a alternância no poder é elemento fundamental da democracia. Uma década parece-me suficiente para que um governo diga a que veio. Mesmo quando o governo é bom, é preciso alternar. Muito tempo no poder desvirtua, leva à perda de foco, a confundir os interesses dos governantes e do partido com os interesses do país e da população. É importante ter novos ângulos, novos pontos de vista, sobre os problemas e os desafios do país. A alternância entre o PSDB e o PT, nas últimas décadas, foi positiva. O PT mostrou sua cara, suas qualidades e seus vícios, desmistificou-se. Foi importante. Acho que agora é hora de mudar. Tenho certeza de que Aécio Neves faria um excelente governo, como já demonstrou no governo de Minas. Na economia está muitíssimo bem assessorado e saberia como reverter o quadro delicado, decorrente dos erros da política econômica nos últimos anos. Não será fácil, sobretudo por conta do aparelhamento do Estado, promovido pelo governo nos últimos anos. Em nome da alternância e da mudança de ângulo, gostaria de ver um governo de Eduardo Campos e Marina Silva. Não apenas me identifico com uma nova visão do desenvolvimento, que dá mais importância à qualidade de vida do que exclusivamente ao crescimento material, como acho saudável que o pais transcenda um sistema bipolar, PT e PSDB, que tende à radicalização.
O senhor pode falar um pouco sobre a sua relação com a Marina Silva? 
André Lara Resende: Eu tive fiz alguns contatos com a Marina na eleição passada e conheço pessoas que conversam com ela. Converso muito com o Eduardo Giannetti. Recentemente, estive uma vez com a Marina e com o Eduardo Campos em um encontro da Rede. Eu não o conhecia, nem conhecia o pessoal dele. Fiquei bem impressionado. Mas não participo de campanha e não tenho nenhum engajamento.

Fonte:Estadão