sábado, 15 de fevereiro de 2014

Aerovale ‘exporta’ modelo que foi rejeitado por S. José

February 15, 2014 - 06:05

Aerovale ‘exporta’ modelo que foi rejeitado por S. José

Rogério Penido, no Aerovale: “gosto de fazer um pouco de tudo no projeto”_Foto: Flavio Pereira
Rogério Penido, no Aerovale_Foto: Flavio Pereira
Empreendimento inédito na América Latina instalado em Caçapava atrai investidores de quatro estados
Sheila FariaEditora Executiva de O VALE
Há 10 anos, o empresário Rogério Humberto Ribeiro Penido, dono da holding Penido, de São José, teve a ideia de um megaprojeto. Ele queria fazer um condomínio para a indústria aeronáutica, dotado de uma pista com excelência em qualidade. Na época, a proposta não interessou a São José e nem a Taubaté.
Hoje, 10 anos depois, ela virou realidade em Caçapava, cidade que sedia o Aerovale, muito além de um condomínio com pista, uma aposta que pode gerar negócios de R$ 10 bilhões e 50 mil empregos. A pista pode receber até Airbus.
O modelo de empreendimento que não atraiu São José e Taubaté foi “exportado” para Curitiba, que projeta o Aerovale Curitiba, exatamente nos moldes do daqui. Há investidores interessados no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e três cidades do Estado de São Paulo, diz Penido.
Advogado que nunca exerceu a profissão, aos 58 anos ele se orgulha do Aerovale, onde estão investidos R$ 250 milhões em 3,7 milhões de metros quadrados, menina dos olhos do empresário, que hoje possui cerca de 15,5 milhões de metros quadrados em áreas na região, incluindo São José e Taubaté.
“O melhor é fazer algo novo, diferente do que todo mundo está fazendo”. Para quem começou a trabalhar aos 12 anos, na construtora Serveng, de propriedade dos tios Pelerson e Vicente, Penido está à frente de empreendimentos importantes, junto com a mulher Eliuza e os filhos Humberto e Noeli. “Amo o que eu faço, não saberia fazer outra coisa”, diz o empresário, torcedor fanático do Cruzeiro de Belo Horizonte, sua terra natal. Apaixonado pelo Vale e pelas praias de Ubatuba, Penido é um homem simples e de devoções --ao trabalho e a Nossa Senhora Aparecida, afirma ele.
Leia a seguir trechos da entrevista a O VALE:

O senhor está construindo o maior empreendimento da RM Vale, o Aerovale. Como estão as obras? O senhor tinha projeção de decolar o primeiro avião no Aerovale em maio. Prazo mantido?O nosso projeto é aeroespacial, industrial, comercial e de serviços. É um projeto grande, construído em uma área de, num primeiro momento, 2,4 milhões de metros quadrados e agora já está com 3,7 milhões de metros quadrados. Nosso objetivo é voar em maio e até São Pedro está colaborando com a gente, com poucas chuvas em dezembro e janeiro.
Estamos encerrando a terraplenagem em fevereiro e começamos a pavimentação da pista para que o primeiro avião suba até 30 de maio.

Como está a comercialização dos lotes?Já vendemos muitos lotes e temos muitos outros para vender. O nosso empreendimento é diferente, foi muito planejado. A gente tem dois tipos de empresas que podem se instalar lá. A primeira é a aeronáutica, que vai ficar junto da pista de maneira que todos os lotes terão acesso à pista, ao avião.
Nesse momento, a procura maior é pelos lotes fora da pista, porque são menores e mais baratos, a partir de 750 metros quadrados, para qualquer tipo de negócio. Uma empresa já comprou para instalar padaria, outra para locadora de carros, outra para montar uma farmácia, um salão de beleza, pizzaria, etc. Na parte aeronáutica, agora é a hora que as empresas começam a se interessar, ver que a obra, ver o asfalto da pista.

Quais empresas?Esse mercado é muito complicado porque todas as empresas são de capital aberto. Mas quando eu falo em empresas grandes é tipo Embraer, TAM, Globo, Líder, a Azul. São empresas que virão com 500 ou 600 empregados de início.

O senhor concebeu um projeto arrojado, inédito na América Latina. Quais foram as dificuldades?Imagina, isso começou há 10 anos e o governo só começou a privatizar os aeroportos no ano passado. As dificuldades foram enormes. Até 2012, tudo que se falava de aviação era ou federal ou estadual, nada privado, nada. Era a mesma coisa que querer mexer com petróleo no Brasil há 30 anos atrás. Não podia. E ainda hoje existe uma influencia muito grande do governo na aviação. Agora as coisas foram mudando, mas ainda hoje é um desafio, um desafio gostoso.
O nosso empreendimento é muito voltado para a aviação comercial, principalmente a aviação executiva, aviões pequenos. Esses aviões estão abandonados. Os grandes aeroportos não querem saber de aviões pequenos. O mesmo tempo para descer e estacionar que leva um avião pequeno leva um grande. Só que o grande carrega 300 passageiros e 200 toneladas de carga. Os aeroportos querem aviões grandes. Também pensamos nos helicópteros. São Paulo tem hoje a maior frota de helicópteros do mundo. A de jatos executivos é a terceira.

Qual o tempo para o retorno do investimento?A gente fez cinco pesquisas de mercado para isso, pela Urban Systems. A pesquisa de viabilidade financeira foi da Deloitte do Brasil. Pelas pesquisas, nós teríamos um retorno do empreendimento entre 5 e 6 anos. Mas o legal desse empreendimento é que em seguida a gente começa a fazer prédios corporativos, comerciais e gera muita coisa para alugar.

Uma de suas ideias era exportar o Aerovale para outras cidades. Isso ocorreu?Nós estamos numa fase feroz de obras e se eu começar a rodar o Brasil, não faço nem aqui e nem lá. Mas o interesse já apareceu. Em Curitiba, temos um investidor que fez a parceria com a gente, nós estamos dando toda a assessoria para ele, nossa equipe de projetos está acompanhando.

O mesmo modelo?Exatamente o mesmo modelo. É o Aerovale Curitiba. Estamos com oportunidades em Brasília e no Rio, em dois locais, Rio e Macaé, Belo Horizonte, em São Paulo tem três cidades que estão interessadas que a gente vá conhecer a área. É que o empreendimento é diferente, chama a atenção. Uma das coisas legais desse empreendimento é que vai ter um sistema completo de comunicação por rádio e TV para colocar todo mundo on line, trocando ideias.
Não foi um projeto sem planejamento. Para chegar nesse modelo visitei uns 80 aeroportos, no Brasil e no exterior. Tiramos mais de 8 mil fotos, tudo catalogado. Tivemos que pensar em tudo, desde a quantidade de geradores para nunca faltar energia. Nossa pista terá tudo controlado por laser, será um dos primeiros aeroportos com esse tipo de recurso. Não teremos água na pista, não vai ter problema de caída, nem de ondulação. Vamos usar o máximo de energia solar.
Nós fomos com esse projeto nos Estados Unidos, Itália, Japão e Portugal, buscar tecnologias. Esse empreendimento não acaba nele, há o desenvolvimento em torno dele. E se vai crescer, por que não crescer organizado?

O que haverá no entorno?Tudo o que você imaginar. Você vai mundo afora, em feiras aeronáuticas, são lindas, maravilhosas, alta produção, restaurantes bons, hoteis, tudo bacana. Aqui no Brasil, qualquer feira é gambiarra, restaurante com cadeira de plástico. Nossa ideia é, do lado do aeroporto fazer um acesso para um pátio, 200 mil metros quadrados, tipo Anhembi, mas não um galpão, um prédio para eventos, muito bem instalado, para eventos de primeiro mundo. Em volta, belos condomínios residenciais, escolas, centro de compras.

Por que Caçapava? O senhor não tentou executar esse projeto em São José? A primeira coisa para viabilizar um projeto desse porte é o poder público querer. Tivemos grandes problemas em São José. A cidade travou, nada podia fazer em São José. A política de São José não era favorável, nem a de Taubaté.

Quando foi isso?No governo Eduardo Cury (PSDB). Naquela época, a gente não conseguia conversar com ninguém, não conseguia nem expor a ideia. São José estava fechada para os empresários. Taubaté foi a mesma coisa. Hoje em São José, as portas da prefeitura estão abertas. Nós hoje temos um projeto em São José, de 100 alqueires, muito bacana para a cidade, lindo.
Caçapava nos acolheu naquela hora e nunca precisamos dar dinheiro para ninguém. Na Prefeitura de Caçapava, documento nosso nunca ficou parado mais de um dia lá. Hoje o relacionamento com a prefeitura é melhor ainda. O grande motivo de fazer em Caçapava foi a recepção que tivemos. Mas a localização do Aerovale acabou ficando um negócio legal, de frente para a Carvalho Pinto, com acesso para a Carvalho Pinto e Dutra e centralizado na RMVale.



Sr Penido , parabéns pelo seu projeto arrojado.Uma atividade como outras que há muito tempo necessita de concorrencia privada, fazendo com que as empresas estatais melhorem sua qualidade.Pena que São José dos Campos deixou escapar mais essa.Sorte nossa que o investimento ficou no Vale do Paraíba.Parabéns Caçapava pelo incentivo ao Empreendedor.
Comentado por acmacedo, 15/02/2014 19:07
"Por que Caçapava? O senhor não tentou executar esse projeto em São José?" Engraçado o teor da pergunta feita pelo jornalista, não é mesmo? Agora, eu é que pergunto: Por que sempre em São José? Por que não em Caçapava? Por que não em Pinda? Por que não em Guará? Talvez Lorena? Que tal Jacareí? Por que esse jornaleco sempre tem a mania de achar que o Vale do Paraíba limita-se somente a SJC? Parabéns Penido, sucesso em seu empreendimento! E que o mesmo gere muito progresso para TODO o vale, INCLUSIVE Caçapava!
Comentado por Orgulho de ser pindense, 15/02/2014 18:10
Parabéns ao empresário Rogério Penido, que soube enxergar grandes oportunidades onde outros só enxergavam problemas. A propósito, além de ter perdido empresas e vários outros empreendimentos do setor aeronáutico, devido aos problemas com o nosso aeroporto, São José também acaba de perder a feira aeronáutica Expo Aero Brasil, que a partir deste ano passará a ser realizada na cidade de Maringá (PR).
Comentado por Lauro, 15/02/2014 12:35
Ssp José dos Campos, de longe, tem o maior preço por metro quadrado da RM Vale. Não bastasse isso, o zoneamento industrial da cidade é mal elaborado, ou seja, há poucas áreas disponíveis. Além disso, não há uma lei de incentivos fiscais atraente para o investidor, e que, ao mesmo tempo, dê segurança jurídica para a prefeitura. E como Caçapava elaborou sua lei de incentivos, é bem localizada, e tem muitas áreas disponíveis, uniu-se o útil ao agradável.
Comentado por Jeferson, 15/02/2014 12:32
A verdadeira historia era que São jose dos campos não tem area disponivel para este tipo de negocio. Não e porque o prefeito não quis e a questão geografica mesmo Mas em caçapava esta na divisa de são jose vamos usufruir da mesma forma
Comentado por celso, 15/02/2014 12:10
Esse empreendimento foi para Caçapava pois aqui na época do Governo Cury pediram muito para liberar desde do Gabinete até os vereadores, na renovação da Sabesp foi 1,5m e 400mil cada cada um dos meninos....quem não sabe disso????rsrsrsr E agora para desapropriar a alça do viaduto do anel viário (entrada da cidade), querem pagar 1,5m e o proprietário foi conversar no paço pois o valor real é de 4,5m...aí ofereceram: pagamos os 4,5m mas dividimos a metade da diferença...isso na cara de pau....Todos farinha do mesmo saco....kkkk
Comentado por Joseense, 15/02/2014 12:02
BOMBA, BOMBA, BOMBA !!! A GM está direcionando o investimento de R$ 2,5 Bilhões para a Indonésia !!! O risco Brasil, o corte de incentivo do governo brasileiro na indústria automobilística, as incertezas políticas e econômicas do nosso país diante da prosperidade econômica da Indonésia, fez com que a General Motors Mundial repensasse o investimento em SJC. Hoje a tendência é muito grande que nossa cidade seja preterida em relação à Indonésia. O jornalista Júlio Ottoboni escreve para a DCI - Diário do Comércio Indústria & Serviço (http://www.dci.com.br/industria/investimento-da-gm-deve-ir-para-a-indonesia-id378983.html). Como o acesso é restrito, segue o link da Ecofinanças que copiou a matéria da DCI: http://www.ecofinancas.com/noticias/investimento-gm-deve-ir-para-indonesia
Comentado por Thiago Neves, 15/02/2014 11:15
Arkenstone muito legal seu comentário.
Comentado por Emerson, 15/02/2014 11:04
A males que vem pra bem. Caçapava é praticamente esquecida entre São José e Taubaté. Tanto pela Carvalho quanto pela Dutra é fácil chegar, não é longe. Este empreendimento vai dar uma nova cara a Caçapava, vai colocá-la no mapa. Empregos são gerados, deve haver alguma preferência pela cidade, mas nada impede o que acontece desde sempre. Trabalhadores trafegando entre Jacareí e Taubaté na Dutra. Com 3,7 milhões de metros quadrados penso o que seria o projeto de 100 alqueires (2,4 milhões de metros quadrados) em São José. Espero que seja o condomínio residencial. Emprego e moradia. Boas empresas não são feitas apenas de projetos, mas principalmente de pessoas. Penido transmite uma pessoa que não ficou deslumbrada com o pioneirismo de um projeto de grande porte. Uma pessoa introvertida e trabalhadora. Que continue nesta toada e não acabe contagiado, mudando para o canteiro de obras. Aconteceu com um grande gestor de obras do passado, Mario Andreazza.
Comentado por Tito Galhardo, 15/02/2014 09:30
Casanova, deixa eu te perguntar uma coisa: você conhece bem o mapa de SJCampos? Você conhece bem a sua geografia? Vc sabe dizer qual o % da área de SJCampos é ocupada pelo banhado? Onde você instalaria o Aerovale em SJCampos? O que muita gente não sabe é que há limitações geográficas graves em SJC, inclusive uma Rodovia importante que divide a cidade ao meio e um refinaria que limita construções ao seu redor por questões de segurança. O desenvolvimento local e regional tem que ser visto com paradigmas diferentes. Diversos estudos demonstram que cidades acima de 1 milhão de habitantes tornam-se ingerenciáveis. O ideal para uma cidade é entre 200.000 a 800.000 habitantes. Não posso afirmar porque o ex-prefeito Cury sequer recebia empresários como afirma Penido, mas para mim, é altamente aconselhável que o desenvolvimento no Vale seja mais equânime. Isso é bom para todos. Além disso SJCampos claramente está mudando de perfil, virando uma cidade de serviços. Infelizmente, Carlinhos e Cavalli parecem não ver isso. Como espero que uma hora as autoridades josenses se toquem e incentivem empresas de TI, telecom, de turismo, de educação, de nanotecnologia...
Comentado por Arkenstone, 15/02/2014 09:19
Ontem, na reportagem do dia sobre a Aerovale, deixei no final do meu comentário, uma pergunta no ar: " E pensar que São José dos Campos rejeitou esse mega projeto. Por quê será?????". Eu não quis citar o nome do então prefeito Eduardo Cury como algoz dessa perda, para que os comentaristas tucanos de plantão (em particular, um petulante que insiste em dizer que sou petista. Obs: Ele sabe que é ele. Kkkk), não dizerem que critico os plumáveis, somente por criticar. Hoje, o Sr. Penido deu suporte e ratificou à minha pergunta que ficou no ar. E outra coisa, afinetando um pouco mais essa questão da gestão engessada para investimentos no município do então prefeito tucano; nós também perdemos (ou deixamos de concorrer pau-a-pau com outros municípios) a montadora Hyundai para Piracicaba. Lembro-me até que na época, o próprio O Vale, não deu a devida importância a este assunto. Não quero puxar sardinha nem para este ou aquele partido, pois considero todos (absolutamente todos), farinhas do mesmo saco. Porém, quando apontamos um dedo para alguém, sempre três estão em nossa direção. Acho que um bom entendedor, entendeu o recado, não é??????
Comentado por CASANOVA, 15/02/2014 08:13

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Embraer vende 50 jatos para a Índia

NOSSA REGIÃO
February 13, 2014 - 09:30

Embraer vende 50 jatos para a Índia

Embraer vende 50 jatos para a Índia. Foto: Divulgação
Embraer vende 50 jatos para a Índia. Foto: Divulgação
Aquisição tem valor US$ 2,94 bi; potencial total de negócio pode chegar a 100 aeronaves, atingindo US$ 5,8 bi
São José dos Campos
Atualizada às 22h50
A Embraer, sediada em São José dos Campos, anunciou nseta quinta-feira a venda firme de 50 jatos comerciais para a Air Costa, da Índia, no valor de US$ 2,94 bilhões.
As aeronaves são do novo programa de jatos da companhia, o E-Jets E2, lançado em junho do ano passado.
Segundo a empresa, o negócio com a aérea indiana pode chegar a US$ 5,88 bilhões, caso a companhia exerça a opção de compra de mais 50 aeronaves.
No comunicado divulgado pela Embraer, a aquisição firme é uma combinação de 25 jatos E190-E2 e outros 25 E195-E2 .
O direito de compra assinado para as opções são para a mesma quantidade e tipo de aeronaves.
A Air Costa se torna assim o primeiro cliente dos E-Jets E2 no mercado indiano e receberá o E190-E2 em 2018.
O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019.
Atualmente, a companhia aérea, com base na cidade de Vijayawada, do estado de Andhra Pradesh, voa quatro E-Jets, sendo dois E170 e dois E190.

Configuração.
Os E2 da Air Costa contarão com um novo design de cabine, elevando ainda mais os padrões de conforto e espaço pessoal.
O E190-E2 será configurado com 98 assentos em duas classes de serviço, com seis assentos na primeira classe, enquanto o E195-E2 terá 118 assentos, sendo 12 na primeira classe, segundo a fabricante.
“Os E-Jets já provaram sua capacidade de estimular o tráfego e manter a rentabilidade das companhias aéreas, proporcionando ao mesmo tempo transporte aéreo acessível e confortável para as pessoas em mercados emergentes como Brasil e China”, afirmou em nota o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva.
Segundo avaliação do executivo, o mercado indiano está se desenvolvendo de forma semelhante com a atual geração de E-Jets e, os E2.
“Parabenizo a Air Costa por sua visão em aproveitar a oportunidade de criar uma maior conectividade na Índia e estamos gratos pela confiança da companhia aérea na Embraer”, disse Silva.
Ramesh Lingamaneni, Diretor-Executivo do Grupo LEPL e presidente da Air Costa, observou que “os serviços aéreos regionais têm um enorme potencial na Índia, especialmente conectando grandes centros, cidades secundárias e terciárias”.
“Nossa experiência inicial com nossos atuais E-Jets tem sido muito positiva. Nossos passageiros têm elogiado a aeronave pelo conforto e conveniência de viagens ponto-a-ponto”, declaro em nota o executivo indiano.
Anteontem, a empresa brasileira divulgou estudo que aponta que o mercado da aviação comercial para a Ásia-Pacífico nos próximos anos vai absorver uma demanda de pelo menos 1.500 jatos no segmento de 70 a 130 assentos.
Esse mercado tem valor potencial de US$ 70 bilhões.

Sucesso.
A Embraer informou que o contrato firmado com a aérea indiana eleva o total de pedidos de E-Jets E2 para 200 firmes e 200 opções e/ou direitos de compra desde o lançamento do programa.
No ano passado, a Embraer firmou contrato de vendas firmes com importantes aérea norte-americanas para operar os novos jatos.
Entre ela a American Airlines, SkyWest.

Novo centro comercial enfrenta resistência no Urbanova, em S. José

February 8, 2014 - 04:23

Novo centro comercial enfrenta resistência no Urbanova, em S. José

Prefeitura aprovou obra de centro de compras de 34 mil metros quadrados no Urbanova; famílias temem impacto na malha viária
São José dos Campos

A aprovação da obra de um centro de compras em estilo boulevard no bairro Urbanova, em São José dos Campos, causou reclamações entre os moradores.
Previsto para ser construído na avenida Possidônio José de Freitas, o centro comercial terá 34 mil metros quadrados e dois pavimentos.
Para quem mora no bairro, o receio é que o trânsito já complexo no local torne-se caótico, já que a única via de acesso ao bairro é estreita e não comportaria tamanha demanda de veículos.
Segundo a empresária Cintia Ortiz, 32 anos, moradora do bairro, o empreendimento poderá comprometer a malha viária do bairro.
"Teremos um verdadeiro caos no trânsito, com o volume de carros que passarão pelo local. Essa liberação foi realizada sem nenhum planejamento e vai trazer muito mais malefícios que benefícios."

Realidade. 

O vereador Rogério Cyborg (PV), membro da base aliada do governo, que possui base eleitoral na região do Urbanova, prefere analisar a situação "de maneira mais ampla". Segundo ele, o crescimento populacional do bairro "já é uma realidade para os próximos anos".
"Isso é inevitável. Basta ver o número de loteamentos que já estão aprovados no bairro para saber que ele vai dobrar de tamanho", afirmou.
Ainda assim, o vereador diz que enviará um ofício à prefeitura pedindo explicações sobre as compensações viárias.

Empreendimento. 

Segundo a prefeitura, o boulevard contará com mais de 90 lojas, supermercado, academia, sala de cinema, restaurantes panorâmicos, e mais de 600 vagas de estacionamento.
Quando estiver funcionando, o centro terá 1.360 empregados e vai gerar mais 250 empregos indiretos. O investimento será de R$ 80 milhões.

União libera Aerovale para operação comercial em Caçapava

February 14, 2014 - 13:22

União libera Aerovale para operação comercial em Caçapava

Tratores trabalham nas obras do Aerovale_Foto: Flavio Pereira
Tratores trabalham nas obras do Aerovale_Foto: Flavio Pereira
Maior empreendimento aeronáutico do país ganha aval do governo para operar comercialmente
Caçapava
Maior empreendimento aeronáutico privado do país, o Aerovale, em Caçapava, vai receber na próxima segunda-feira autorização do governo federal para operar comercialmente seu terminal aeroportuário.
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, fará uma visita ao empreendimento e irá assinar o Plano de Outorga Específico do Aerodromo do empreendimento.
Com esse aval, o Aerovale poderá explorar comercialmente o terminal, informou o empresário Rogério Penido, proprietário do mega empreendimento.
"Será o primeiro aeroporto privado do país a ter autorização para operar pousos e decolagens, cargas e descargas, entre outras atividades", afirmou o empresário.
A visita está programada para o período da manhã.
Penido disse que, a partir da conclusão da pista, prevista para maio, o aeroporto terá condições de receber aeronaves comerciais e executivas.
"Depois de pronta a pista, vamos começar a oferecer o terminal para companhias aéreas", disse.

Investimento. 
O Aerovale é um investimento privado de R$ 250 milhões e vai contar com pista de pouso de 1.550 metros (maior que a pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro) e um condomínio com área aeronáutica, industrial e comercial.
O Aerovale é um projeto da Construtora Penido e oferece ao todo 117 lotes aeronáuticos de até 13,5 mil metros quadrados, com acesso direto à pista.
Segundo o projeto, na área devem ser instalar empresas de manutenção de aeronaves, táxi aéreo, hangares, entre outros. Há mais 188 lotes industriais e comerciais de até 15 mil metros quadrados que devem abrigar empresas de prestação de serviços, dentre elas restaurantes, bancos, hotéis e conveniências.
Com acesso pelas rodovias Carvalho Pinto (300 metros) e Presidente Dutra (4 km), o Aerovale está localizado no bairro da Germana.


SAIBA MAIS

Autorização 
Governo federal vai autorizar, na segunda-feira, a exploração comercial do aeroporto do Aerovale, em Caçapava

Assinatura
Ministro Chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, visitará o empreendimento e assinará o Plano de Outorga Específico do aeródromo

PIsta
O Aerovale terá pista de 1.550 metros de extensão

Comércio vai abrir 500 novos postos de trabalho em S. José

February 13, 2014 - 19:26

Comércio vai abrir 500 novos postos de trabalho em S. José

Segundo prefeitura, três redes comerciais investem em novas unidades no município
 Redação
Três empresas estão prestes a se instalar em São José e vão gerar cerca de 500 empregos diretos, segundo a Prefeitura de São José, gerando 500 postos de trabalh.
A rede de loja de departamentos Havan, que vai abrir uma unidade na Vila Industrial, na zona leste, deve criar 200 novos postos de trabalho, segundo a prefeitura. A empresa já está selecionando os futuros empregados por meio do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).
Outro investimento é da rede de supermercados Máximo que vai abrir uma nova unidade no prazo de 30 a 40 dias, no Bosque dos Eucaliptos, região sul. O negócio vai gerar aproximadamente 300 empregos, sendo 150 diretos, segundo a prefeitura.
Já a BMW decidiu abrir uma nova concessionária, que deverá empregar mais de 100 pessoas.  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

São José: 35,8% das áreas sem uso estão nas mãos de 16 donos

REGIAO
February 9, 2014 - 18:54

São José: 35,8% das áreas sem uso estão nas mãos de 16 donos

Terreno na região do Santa Inês; grandes proprietários têm mais de 100 áreas cada um
Terreno na zona leste de S. José; áreas ficam concentradas nas mãos de poucos_Foto: Flavio Pereira
Grandes proprietários controlam 14,6 milhões de metros quadrados de glebas, equivalentes a quase 4.000 campos de futebol
Chico Pereira
São José dos Campos
Nos últimos 20 anos, aumentou em São José dos Campos a concentração de glebas ou terrenos urbanos não ocupados nas mãos de um pequeno grupo de proprietários.
A constatação é de Luiz Paulo Costa, ex-auditor geral da prefeitura na gestão do tucano Emanuel Fernandes (1997-2004), com base em dados do cadastro imobiliário de contribuintes do Imposto Territorial Urbano, inscritos na Secretaria Municipal da Fazenda.
Segundo o levantamento, em 1991, o município tinha 24 contribuintes (0,005% da população) que possuiam mais de 100 terrenos ou glebas com área total de 10,3 km2 dos 353,92 km2 que formam a zona urbana.
O levantamento mostra que cada contribuinte possuia, em média, 431.996,08 metros quadrados.

Redução. 

Em 2011, apenas 16 contribuintes (0,0025% da população) da cidade eram donos de mais de 100 terrenos com área total de 14,65 km2, o que corresponde em média 915.982,37 metros quadrados para cada um.
As glebas e terrenos estão em todas as regiões da cidade, mas há muitas áreas na região leste, sudeste, norte e na zona oeste.
No levantamento, o ex-auditor constatou também a redução de contribuintes proprietários de um único ou até 100 terrenos (veja arte).

Debate. 

No momento em que o governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) começa a discutir uma nova Lei de Zoneamento para a cidade, essa questão deve ser considerada, avalia Luiz Paulo.
Ele analisa que essas glebas e terrenos são "reservas de valor e o proprietário guarda para ter a maior rentabilidade possível". "O poder de pressão desse grupo é grande", afirmou Luiz Paulo.
Na avaliação de Luiz Paulo, as propriedades podem pertencer a grupos da construção civil ou ligados ao segmento.
Segundo ele, os nomes dos proprietários não são divulgáveis por questão de sigilo legal.
"O município tem o dever de estabelecer diretrizes e normas par a o uso e ocupação de solo, para evitar especulações e ordenar o crescimento das cidade", pontuou.
Na sua avaliação, antes de editar uma nova Lei de Zoneamento, a administração municipal deveria consultar a população para saber qual a paisagem urbana que ela quer para São José dos Campos.
"A elaboração de uma nova lei de parcelamento, uso e ocupação do solo deve ser a última etapa", declarou.

Secretário descarta abordar tema em nova lei Empresário da construção civil e diretor regional do Secovi (Sindicato Estadual da Habitação), Frederico Marcondes César afirmou que "as construtoras não possuem glebas como reservas".
"Não temos como fazer reservas de áreas. Esses terrenos são de proprietários que esperam o momento para se desfazer ou não tem capacidade de empreender", disse.
Ele pontuou que muitas áreas consideradas rurais foram transformadas urbanas.
Marcondes Cesar acredita que durante o processo de discussão da nova Lei de Zoneamento essa questão pode surgir para o debate. "É possível que o assunto surja no processo", pontuou.
O secretário municipal de Planejamento Urbano, Emmanuel Antonio dos Santos, declarou em nota que essa questão não é objeto de análise na Lei de Zoneamento.
"A política de desenvolvimento urbano da cidade está contida no Plano Diretor. Já a Lei de Zoneamento destina-se ao parcelamento do solo, prevendo o uso e perímetros de ocupação. Assim, não é a lei de zoneamento que trata dessa questão", afirmou.
Existe um cenário bizarro na Av. Cassiano Ricardo (São José dos Campos), onde um gigantesco terreno com gados pastandos, contrasta com um condomínio de luxo (Sunset Park) e defronta com inúmeros edifícios e comércios em geral do Jardim Aquário. Segundo "resenha" de botequim, o terreno pertence à família Verdi (Avibrás) e devido ao preço exorbitante de venda, já desanimou inúmeros pretendentes... Outro caso interessante que não foi comentado na matéria, refere-se à família Martins, proprietária de uma enorme gleba do Banhado. Há algumas décadas atrás, a extensão do Banhado foi "abocanhado" comercialmente pela família, e nasceu o condomínio de luxo chamado Esplanada do Sol.
Comentado por CASANOVA, 10/02/2014 07:15

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vocação tecnológica de São José dos Campos impulsiona lançamentos

Vocação tecnológica de São José dos Campos impulsiona lançamentos

Para acompanhar o progresso e o crescimento da economia, São José dos Campos conta com muitos investimentos imobiliários. Em bairros diversos, como por exemplo no Jardim Aquarius, muitos lançamentos residenciais são oferecidos à população. Inclusive muitos desses empreendimentos são condomínios residenciais fechados e verticais.
Os lançamentos estão nos arredores de parques como o trabalhado pelo paisagista Roberto Burle Marx e reconhecido internacionalmente pelo seu resultado. As escolas e universidades, como a Universidade do Vale do Paraíba(UNIPAV), contam com estudantes que residem em condomínios ou imóveis próximos ao local de estudo.
São José dos Campos, cidade com vocação tecnológica, abriga os principais centros do país: Instituto Nacionai e Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto de Estudos Avançados (IEAv), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), etc. São projetos que impactam no desenvolvimento do Brasil. Inclusive, o processo de industrialização na cidade ganhou força com a instalação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), e mais tarde do Inpe. Unidades de empresas como Panasonic, Embraer, Johnson&Johnson, General Motors (GM) e Petrobrás se instalaram na região.
Todos os avanços levam à urbanização e aos lançamentos de unidades onde há demanda. Nas proximidades de centros de compras também há procura e se justifica pela facilidade. E São José dos Campos conta com um bom número de shoppings com lojas, centro de lazer, estacionamentos, para proporcionar conforto aos moradores. Entre eles estão: Shopping Faro, Aquarius Center, Shopping Esplanada, Espaço Andrômeda Shopping, JK Centro Comercial, Vale Sul Shopping, Shopping Colinas, Shopping Centro, Shopping Esplanada e Center Vale Shopping.
Dentre os lançamentos imobiliários, destaca-se mais recentemente, o Condomínio Recanto da Baronesa, loteamento de alto padrão, com lotes a partir de 750 m2, excelente localização na zona sul de São José dos Campos, próximo ao tradicional Quintas das Flores.
Fonte: Vival real