segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A mulher que sabe demais... ... E o Homem que nunca sabe de nada


03/12/2012
 às 16:40 \ Política & Cia - Coluna de Ricardo Setti - Veja 2.298, de 05.12.2012


A  mulher que sabe demais...... E o Homem que nunca sabe de nada


REPORTAGEM INDISPENSÁVEL: O escândalo Rosegate — uma mulher que sabe demais

DUAS DÉCADAS -- Lula pediu a Dilma Rousseff que mantivesse Rose na chefia do escritório da Presidência em São Paulo. Lula e Rose são próximos há quase 20 anos (Fotos: Denise Andrade :: Conteúdo Estadão)
DUAS DÉCADAS -- Lula pediu a Dilma Rousseff que mantivesse Rose na chefia do escritório da Presidência em São Paulo. Lula e Rose são próximos há quase 20 anos (Fotos: Denise Andrade :: Conteúdo Estadão)
Por Otávio CabralLaura Diniz e Rodrigo Rangel, reportagem de capa da edição de VEJA que está nas bancas

UMA MULHER QUE SABE DEMAIS
Quem é e como agia a ex-secretária Rosemary Noronha, cuja intimidade com Lula lhe rendeu prestígio e um cargo central no governo, que ela usava para bisbilhotar o poder, fazer nomeações e ajudar uma quadrilha especializada em vender pareceres falsos e enriquecer empresários trambiqueiros.
Lula, como sempre, não sabe de nada.
Quando passou a faixa presidencial a Dilma Rousseff, em 2011, Luiz Inácio Lula da Silva apresentou à sua sucessora o nome de quatro pessoas que ele não gostaria de ver desamparadas: sua secretária pessoal, o chefe da equipe de segurança, o curador do acervo do Palácio do Planalto (esse a pedido da ex-primeira-dama Marisa Letícia) e Rosemary Nóvoa de Noronha.
Dos quatro, Rosemary era, de longe, quem mais tinha intimidade com o ex-presidente. Ex-bancária e ex-secretária por ele alçada à chefia do gabinete da Presidência da República em São Paulo em 2003, Rose chamava seu benfeitor de “chefe”, mas volta e meia fazia questão de deixar escapar um “Luiz Inácio” diante de colegas e amigos.
Visitas à cabine privativa do Aerolula
Nas 28 viagens internacionais que fez ao seu lado, como integrante da comitiva oficial, o acesso irrestrito ao superior incluía visitas à cabine privativa do Aerolula, de onde – conta um colaborador do governo – ela saía toda prosa. “O chefe agora vai descansar. Não quer ser incomodado.”
Chamada de “madame” pelos muitos desafetos que colecionou ao longo dos dois mandatos de Lula. Rose sempre teve prazer em exibir seu status de protegida do presidente. Em algum momento, decidiu tambémganhar dinheiro com ele.
Até onde mostraram as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, não chegou a fazer fortuna. Rose, 57 anos, foi indiciada na Operação Porto Seguro, que terminou com a prisão de seis pessoas. Entre elas, estão os irmãos Paulo e Rubens Vieira, diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) respectivamente — já libertados.
Enriquecendo diretores de agências e empresários trambiqueiros
A julgar pelos e-mails e telefonemas interceptados pela polícia, ambos chegaram ao cargo por influência de Rose, que pediu as nomeações diretamente a Lula. Ao contrário da ex-secretária — mas com a ajuda dela –, os irmãos não só fizeram fortuna como contribuíram para deixar mais ricos um número não conhecido de empresários trambiqueiros.
Por encomenda deles, concluiu a PF, a dupla subornava funcionários públicos para que produzissem pareceres técnicos favoráveis aos seus “negócios”. O papel de Rose era facilitar o acesso dos Vieira a políticos e funcionários de interesse da quadrilha. Para isso, ela invocava frequentemente os nomes de Lula, o “PR” (jargão usado no funcionalismo para se referir ao presidente da República), e de José Dirceu, o “JD”.
Quando conheceu os dois, nos anos 90, Rose era uma morena decabelos longos e contornos voluptuosos que, trabalhando como bancária, passou a frequentar o sindicato da categoria em São Paulo. Ex-colegas daquele tempo lembram que ela chegou a participar de plenárias e discussões partidárias, mas nunca se destacou como dirigente. Fazia mais sucesso nas festas que aconteciam nas quadras do sindicato, que ficava ao lado da sede nacional do PT, no centro da cidade.
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A afinidade entre a categoria e o partido contribuiu para que ela logo chamasse a atenção dos chefes petistas, como o então deputado José Dirceu, de quem se aproximou. Ele a contratou como secretária logo depois.
Aprofundando a proximidade com Lula
Meses mais tarde, Rose começou a circular em torno de Lula, então candidato derrotado duas vezes em disputas à Presidência. A partir daí, embora oficialmente continuasse a trabalhar para Dirceu, passou a organizar a agenda de Lula e cuidar de suas contas. A proximidade entre os dois se aprofundou ao longo dos anos.
Quando Lula chegou ao poder, criou um escritório para a Presidência da República em São Paulo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, e Rose foi imediatamente encaixada na lista de funcionários.
Foi ela a responsável pela reforma do escritório e sua decoração, que inclui um grande mural do petista chutando uma bola com a camisa do Corinthians e, sobre os sofás, almofadas revestidas com reproduções de fotos do ex-presidente. Logo após a reforma. Rose foi promovida a chefe do escritório, com salário de 11.000 reais.
Acompanhando Lula em viagens em que Marisa não ia
A partir daí, a ex-secretária ascendeu a um novo patamar. Nas viagens internacionais a que Marisa não ia (contam amigos que a ex-primeira-dama não lhe dirige a palavra e a ignora em eventos públicos), era Rose que acompanhava Lula.
Embora tenha feito 28 viagens com o ex-presidente, seu nome apareceu no Diário Oficial – como é de praxe entre os funcionários de sua categoria DAS – apenas em uma das primeiras, para Havana em 2003. Foi a única da comitiva a se hospedar na mesma ala de Lula. Nas demais vezes, seu nome foi incluído em uma lista de funcionários de segundo escalão que é enviada ao Itamaraty para homologação coletiva – e anônima – no Diário Oficial.
Foi o auge do prestígio de Rose, e ela se esbaldou nele. “Imagine uma pessoa que passou a vida pendurada no cheque especial e. de repente, recebe uma herança de um tio. Essa é a Rose”, descreve um antigo amigo. Frequentemente, convidava-se para almoços com diretores do Banco do Brasil – o gabinete que ela chefiava ficava no mesmo prédio do banco.
MEU CHEFE, MEU ÍDOLO -- o gabinete da Presidência em São Paulo, decorado por Rose com um pôster de Lula e almofadas estampadas com fotos do petista (Foto: Antonio Milena / Milenar)
MEU CHEFE, MEU ÍDOLO -- O gabinete da Presidência em São Paulo, decorado por Rose com um pôster de Lula e almofadas estampadas com fotos do ex-presidente (Foto: Antonio Milena / Milenar)
Almoços de 500 reais
Nessas ocasiões, sempre sugeria restaurantes como o chique, e caro, Fasano. “Pedia camarão ou lagosta. E um vinho “caro”, como gostava de falar. Os almoços nunca saíam por menos de 500 reais”, diz um dirigente. Sabia usar informações que obtinha no escritório, onde também despachavam os ministros em viagem a São Paulo.
Era comum vê-la servindo pessoalmente café e água nas reuniões com a presença de pessoas importantes. Também gostava de comentar sobre quem entrava e saía do prédio, movimentação que acompanhava de sua sala, equipada para monitorar o circuito interno de TV da segurança.
Brigando com gente importante
A sensação de poder foi fazendo com que ela, tida como geniosa, comprasse brigas com gente cada vez mais importante. No início do segundo mandato de Lula, Walfrido Mares Guia, então ministro das Relações Institucionais, comandou uma reunião com empresários no escritório de São Paulo.
No final, pediu que a imprensa entrasse. Rose tentou impedir: “O chefe não gosta de jornalistas por aqui”. Walfrido estrilou: “O chefe hoje aqui sou eu. Podem entrar os jornalistas”. Os dois nunca mais se falaram.
Outro com quem ela brigou foi o governador da Bahia, Jaques Wagner, que patrocinou a indicação de um técnico sem filiação ao PT para a diretoria do Banco do Brasil, quando Rose defendia um petista. Wagner levou a melhor.
Meses depois, ao chegar ao escritório de São Paulo para uma reunião, ele foi interpelado por Rose: “Como você pode jogar contra o PT? Isso é uma traição ao partido”. Wagner colocou-a em seu lugar: “A senhora me respeite, eu sou um governador de Estado”.
Rose continuou próxima de Lula depois que ele deixou o poder. É o que mostram conversas que ela teve com Paulo Vieira sobre a saúde do ex-presidente, que se recuperava do tratamento de câncer na laringe. ” É, eu já falei para ele. Ele tem de parar de se expor em público enquanto aquela perna dele não ficar boa (…) Ele levou um tombo domingo dentro de casa (…) Não sei o que aquela Clara Ant fica fazendo, aquele Paulo Okamotto, que deixam o cara… Ele tá parecendo um velho caquético.”
Clara Ant põe ordem nas atividades profissionais de Lula e Okamotto é seu braço financeiro. Ambos se dedicam em tempo integral a Lula.
Como se utilizava do cargo em seu benefício e de outros
A queda de Rose começou a se desenhar em fevereiro do ano passado, quando Cyonil da Cunha Borges de Faria, à época analista do Tribunal de Contas da União, procurou a PF e o Ministério Publico Federal para dizer que havia recebido de Paulo Vieira uma oferta de 300.000 reais para alterar um parecer em benefício de uma empresa de Santos.
A juíza Adriana Zanetti determinou a quebra dos sigilos de telefone e de e-mails de Paulo e seu irmão – e foi aí que Rose acabou flagrada. Embora não tenha tido o telefone nem a correspondência interceptados, o registro das conversas que manteve com os Vieira nos últimos anos mostrou que usava o cargo de chefe da Presidência em São Paulo para cuidar com desvelo de assuntos de seu próprio interesse.
Em troca dos “favores” que prestava à quadrilha dos Vieira, a ex- secretária fazia toda sorte de exigência: ingressos para camarotes no Carnaval, cruzeiros no litoral paulista, pagamento de uma cirurgia no ouvido e de parcelas de um apartamento financiado.
A miudeza dos pedidos sugere que Rosemary Noronha era uma “petequeira”, como são chamados os corruptos que operam na arraia-miúda. A protegida de Lula no, entanto, mexia com interesses graúdos. Além de indicar ocupantes para cargos de direção em agências reguladoras de cujas decisões dependem negócios bilionários, ela intermediava financiamentos em bancos públicos e facilitava reuniões de empresários com petistas de quatro estrelas para tratar de contratos vultosos no governo.
Lula e Rosemary recepcionam, em 2009, os jogadores Ronaldo e Willian, do Corinthians, time de futebol do ex-presidente (Foto: Antonio Milena / Milenar)
Lula e Rosemary recepcionam, em 2009, os jogadores Ronaldo e Willian, do Corinthians, time de futebol do ex-presidente (Foto: Antonio Milena / Milenar)
Intermediação para empresas
É o caso de um encontro que marcou com Ricardo Flores, então diretor de crédito do Banco do Brasil, para que representantes de uma empresa com atuação no setor portuário pudessem pedir a ampliação do valor de um crédito junto à instituição. A empresa já possuía uma linha de crédito de 85 milhões de reais e pretendia obter mais 48 milhões.
Em outra oportunidade, ainda no governo Lula, ela agendou com um alto dirigente da Secretaria de Comunicação da Presidência da República um encontro para que empresários pudessem propor a locação, para o governo, de placas de publicidade nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.
As portas que Rose conseguia abrir graças à intimidade com Lula também serviram para arrumar negócios para sua própria família. A empresa New Talent que a própria Rose ajudou a criar e que foi registrada no nome do genro dela, conseguiu sem licitação um contrato de 1,2 milhão de reais para “prestação de serviços” a uma subsidiária do Banco do Brasil.
Os Vieira tinham consciência da importância de Rose para os negócios, mas, como em toda quadrilha, tentavam reduzir o naco dela na partilha. “Não fale muitas informações sobre os processos da Bahia com a Rose, pois temos que abafar a ‘pedição’ de dinheiro, pois a amiga é uma máquina de gastar”, escreveu Paulo para Rubens ainda em 2009.
Lula, de novo, não se explica
Mesmo quando recebeu a visita da PF em sua casa, na sexta-feira da semana retrasada. Rose manteve a empáfia. Aos policiais, disse: “Vou ligar para o chefe de vocês”. Telefonou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que estava com o celular desligado. Procurou, então, José Dirceu, que disse nada poder fazer para ajudá-la.
Lula estava num voo, vindo da Índia. Até agora, o padrinho de duas décadas de Rosemary Noronha, indiciada pela PF por corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica, não veio a público comentar o episódio. Pelo contrário, em discurso feito na semana passada, pareceu desdenhar dele ao dizer que a imprensa “só dá más notícias e esconde as boas”.
Embora o desbaratamento de uma quadrilha que usava de suas prerrogativas públicas para auferir vantagens não possa ser considerado uma má notícia, é compreensível que a revelação do episódio desagrade a Lula. Ao contrário do que ocorre em outros países, no Brasil, a vida privada dos políticos nunca foi considerada assunto de interesse público.
A forma como o ex-presidente distribui o seu afeto, portanto, é uma questão que só diz respeito a ele e seus familiares. A partir do momento, porém, que as consequências dessas escolhas transbordam para a esfera pública, ele não tem outra opção a não ser se explicar, talvez a única modalidade de comunicação na qual Lula não seja um mestre.

O último a saber da operação: o chefe da PF – o ministro da Justiça
(Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)
(Foto: Ailton de Freitas / Ag. O Globo)
A presidente Dilma Rousseff soube da Operação Porto Seguro pouco depois das 8 da manhã de sexta-feira por um telefonema de Luís Inácio Adams, advogado-geral da União. Adams havia sido acordado momentos antes por seu número 2, José Weber Holanda, um dos investigados. Dilma pediu para localizar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mas ele não atendia aos telefonemas. Já irritada, a presidente só conseguiu falar com o ministro duas horas depois, quando soube que ele não tinha conhecimento de nada.
A operação pegou Cardozo e o chefe da Polícia Federal, Leandro Daiello, de surpresa Já que foi feita pela superintendência da Polícia Federal de São Paulo, sem comunicação a Brasília. Três dias depois, Cardozo não conseguia dizer à chefe com segurança se havia ou não escutas telefônicas envolvendo Rosemary e o ex-presidente Lula, como chegou a ser noticiado.
Só na manhã de terça-feira o ministro confirmou que não houve quebra de sigilo nas comunicações de Rose. Dilma fez duras criticas à atuação do ministro. Chegou a pensar em demiti-lo – desistiu por temer passara imagem de que não aceita que a PF investigue seu governo.
As superintendências não precisam avisar Brasília em grandes operações
Por mais incômoda que possa ter sido para Lula e para setores do governo, a operação foi conduzida dentro das normas da PF. Uma mudança na estrutura da autarquia feita na gestão de Tarso Genro (2007- 2010) descentralizou as grandes operações. As superintendências regionais ganharam competência para promover ações sem avisar Brasília.
Sob Márcio Thomaz Bastos (2003- 2007), os trabalhos eram centralizados. O então diretor do órgão, Paulo Lacerda, tinha um responsável pela inteligência e um pela atuação. As ações deviam ser autorizadas por um dos dois e sempre saíam de Brasília – o governo era avisado na véspera. De início, a descentralização foi considerada positiva.
Mas ela veio acompanhada de uma restrição orçamentária que praticamente engessou a PF
No governo, a Operação Porto Seguro foi interpretada como um “recado” da PF paulista, que não gosta do gaúcho Daiello (considerado um interventor e criticado pela rigidez com que comandou a superintendência paulista entre 2008 e 2010) nem de Cardozo (que deixou a segurança da Olimpíada e da Copa para as Forças Armadas). Questionado por emissários do governo, o superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon, negou que a operação tenha tido motivação política.

Vulcão Eyjafjallajökull - Sua erupção após mais de 180 anos

O vulcão Eyjafjallajökull: cratera gigante de mais de 3 quilômetros de diâmetro, em meio a uma paisagem única -- a da Islândia Ele tem o impronunciável nome de Eyjafjallajökull, e não entrava em erupção desde 1823 quando, no final de maio de 2010, resolveu novamente se manifestar. Ao ver as fotos na imprensa, o fotógrafo e cineasta norte-americano Sean Stiegemeier não teve dúvidas — seguiu para a Islândia para registrar não apenas o colosso de 1.600 metros de altitude, uma gigantesca cratera de mais de 3 quilômetros de diâmetro e que, ainda por cima, fica em meio a um glaciar, como outras paisagens impressionantes desse país de natureza única. Ele não pôde sobrevoar de imediato o colosso, por razões de segurança. Precisou esperar quatro dias, mas aí foi o tempo que ficou terrível por mais quatro dias — até que Stiegemeier finalmente pôde capturar as imagens de tirar o fôlego que vocês vão ver em seguida. São produto de um dia e meio de trabalho. Coluna de Ricardo Setti - Veja.com

O primeiro voo do Legacy 500, a grande jogada da Embraer


O primeiro voo do Legacy 500, a grande jogada da Embraer

Aeronave foi projetada para ser o melhor jato em sua categoria e colocar a Embraer no topo da aviação executiva. VEJA acompanhou sua estreia. Confira dez 2012

Marcelo Sakate
AGORA É NO AR - Foram 2 500 horas de testes no simulador antes da primeira decolagem. O jato traz inovações como o comando eletrônico por sidestick
AGORA É NO AR - Foram 2 500 horas de testes no simulador antes da primeira decolagem. O jato traz inovações como o comando eletrônico por sidestick (Fotos: Divulgação e Manoel Marques)
Na tarde da última terça-feira, 27, o comandante Mozart Louzada Júnior viveu uma experiência inédita. Em São José dos Campos, no interior paulista, Louzada comandou o primeiro voo de uma nova aeronave, o Legacy 500. Piloto aposentado da Força Aérea Brasileira, a FAB, na qual serviu por três décadas, ele trabalha para a Embraer há doze anos. Sair do chão pela primeira vez é um momento decisivo para a carreira de um novo modelo de avião. Resultado de seis anos de pesquisas e de um investimento de 750 milhões de dólares, o Legacy 500 foi concebido para ser o que os americanos definem como game changer - um modelo destinado a revolucionar a sua categoria. O grande diferencial tecnológico em relação aos concorrentes é a tecnologia fly-by-wire, sistema eletrônico que dispensa o uso de cabos e transmite digitalmente aos flaps, leme e outras partes móveis do avião as ordens que o piloto dá pelo sidestick na cabine. O sistema digital permite diminuir o peso do avião e, teoricamente, reduz o risco de falhas. Atualmente ele é usado nos jatos comerciais da Airbus e da Boeing. Os jatos executivos de longo alcance, como o Falcon 7X, da francesa Dassault, que custa 50 milhões de dólares, também voam com o sistema fly-by-wire. Alguns modelos executivos mais baratos usam o sistema de controle digital apenas para alguns comandos. O Legacy 500 será o primeiro modelo executivo de médio porte e preço entre 16 milhões e 20 milhões de dólares com digitalização total dos comandos. Antes da decolagem inaugural, o Legacy 500 passou por 2 500 horas de testes, ao longo de dois anos, no equipamento iron bird, um simulador que permite estudar e testar os controles de voo, os trens de pouso e todo o sistema hidráulico do avião, que também é submetido a testes de resistência estrutural.
A indústria aeroespacial é uma das mais competitivas do mundo. Entre os jatos executivos, a Embraer disputa mercado com a canadense Bombardier e as americanas Gulfstream, Cessna e Hawker Beechcraft, além da francesa Dassault. A Embraer ganhou espaço em 2008 com a primeira entrega do modelo Phenom 100, jato executivo para até oito passageiros. Um ano depois veio o Phenom 300, com formato ovalado, mais espaço interno e freios de carbono, ideais para pistas curtas. Com o Legacy 500, a Embraer vai oferecer uma opção aos compradores de jatos executivos médios porque a aeronave, além de possuir digitalização total dos comandos, é a única da sua categoria com cabine stand up, ou seja, alta o bastante para uma pessoa de 1,80 metro ficar de pé. A Embraer ainda tem o Lineage 1 000, o topo de linha, que briga com os jatos executivos intercontinentais.
Dois em cada três compradores desses aviões são empresas que utilizam as aeronaves como ferramenta de negócios, para transportar os seus executivos com maior agilidade e conforto, sem depender dos horários da aviação comercial. Apenas 5% dos compradores são celebridades. A Embraer tem como trunfo competitivo sua parceria com o grupo alemão BMW, encarregado da concepção do design interno do avião. Diz Marco Pellegrini, vice-presidente de operações de aviação executiva: “Fizemos pesquisas de mercado abrangentes e sabemos que oferecemos um jato com características só encontradas em modelos bem mais caros”.
Embora já apareça como a terceira força da aviação executiva, a Embraer é uma novata no segmento, com uma década de experiência. A americana Learjet, pioneira e hoje pertencente à Bombardier, está no mercado há meio século. A antiga estatal brasileira, privatizada em 1994, mantém preeminência na aviação comercial regional há alguns anos. Mais recentemente, decidiu entrar no mercado de jatos executivos para diversificar as suas vendas. Hoje, 20% do faturamento vem dessa divisão. A rigor seu primeiro modelo nesse segmento foi o Legacy 600, que estreou em 2002. Resultado da adaptação para o mundo executivo de um modelo originalmente destinado à aviação regional, o Legacy 600 não pode ser visto como o pioneiro de uma família de novos e competitivos jatos, como é o caso do Legacy 500. Diz Mauro Kern, vice-presidente de engenharia: “Nesse mercado, somos obrigados a identificar as tendências com quinze anos de antecedência”.
A adoção de novas tecnologias e a flexibilidade são fundamentais nessa competição. Isso fica cada vez mais evidente nas linhas de montagem. No caso do Legacy 500, pela primeira vez os engenheiros da Embraer - são 4 500 de um total de 17 000 funcionários - trocaram os extensos e pesados manuais de instruções em papel por tablets interconectados e capazes de exibir imagens tridimensionais. A eliminação dos manuais e a adoção dos tablets diminuíram em 40% o tempo mínimo de aprendizagem dos funcionários encarregados da fabricação dos novos modelos.
Como é natural na indústria de aviação, o trabalho nunca está completo. O voo inaugural da semana passada foi apenas o começo de uma nova bateria de testes. Até o fim de 2013, o comandante Louzada e sua equipe de trinta pilotos vão voar mais 2 000 horas no Legacy 500, que será exigido em decolagens, aterrissagens e voos nas mais diferentes condições atmosféricas. As perspectivas são favoráveis. Afirma Ronald Epstein, analista do setor aeroespacial do Bank of America Merrill Lynch: “O Legacy 500 será o modelo mais avançado de sua categoria com um preço competitivo”. Os primeiros compradores do Legacy 500, cujo número exato é um segredo industrial na Embraer, devem começar a receber seus jatos em 2014. 
Fotos: Divulgação
INOVAÇÃO - A adoção do tablet substituiu 120 000 páginas de manuais, reduzindo o tempo de produção. Ao lado, o voo inaugural
INOVAÇÃO - A adoção do tablet substituiu 120 000 páginas de manuais, reduzindo o tempo de produção. Ao lado, o voo inaugural

sábado, 1 de dezembro de 2012

PPP pode acelerar volta de trem regional em SP

PPP pode acelerar volta de trem regional em SP
Valor Econômico



Uma Parceria Público-Privada (PPP) pode tornar viável o projeto de construção de quatro linhas de trens expressos regionais saindo de cidade de São Paulo. As empresas Estação da Luz Participações e BTG Pactual Gestora de Recursos mostraram-se interessadas em executar o projeto, previsto pelo governo paulista desde 2010. Individualmente, algumas das linhas, como a ligação para Campinas, está prevista desde 2006.

Ao todo, são 431 quilômetros de trilhos ligando São Paulo - Jundiaí - Campinas; São Paulo - São Roque - Sorocaba; São Paulo - São José dos Campos; São Paulo -- ABC - Santos. O investimento será feito por meio de PPP, com contrato de 35 anos, e chega a R$ 18,5 bilhões, sendo R$ 12,5 bilhões da iniciativa privada e R$ 6 bilhões suportados pelo poder público, em contrapartida.

O trem será expresso, com velocidade de 160 km/hora, e vai aproveitar trechos de linhas férreas já existentes, o que facilita as obras, já que haverá pouca necessidade de desapropriações e de novas licenças ambientais. As linhas têm como objetivo desafogar o tráfego das rodovias de acesso às cidades que serão servidas pelos trens e pretende beneficiar 63% da população do Estado, que se concentra nas regiões metropolitanas de São Paulo e nesses municípios. "Teremos um sistema unificado de transportes, com viagem rápida e confortável, que vai permitir que as pessoas morem nessas cidades e trabalhem em São Paulo", diz, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que preside o Conselho Gestor de PPPs do Estado.

As tarifas do transporte devem concorrer com as de ônibus. De acordo com o projeto a que o Valor teve acesso, no trecho entre São Paulo e Santos, por exemplo, a previsão é que sejam cobrados R$ 15 em uma viagem de 50 minutos. Hoje, um ônibus que sai de São Paulo para Santos custa R$ 20,54 e também faz a viagem em 50 minutos, mas ela pode demorar mais, dependendo do trânsito.
Já a viagem de ônibus entre São Paulo e São José dos Campos, que dura 1h30 e custa R$ 20,75 por ônibus, poderia ser feita por trem em 45 minutos ao preço de R$ 18.

A maior demanda de passageiros, segundo o projeto, é no ABC, onde o trem vai atender as cidades de Mauá, São Caetano e Santo André, chegando a 330 mil passageiros por dia. Já São Bernardo, que ficou fora do traçado, será atendida por outro projeto, o do monotrilho que parte da estação Tamanduateí, na Linha Verde do metrô paulistano.

De acordo com o vice-governador de São Paulo, o projeto não conflita com o trem de alta velocidade (TAV), que também vai atender cidades como Campinas e São José dos Campos. "Os dois trens se complementam. O regional levará passageiros para o trem-bala e eles poderão dividir estações, que funcionarão como hubs [centro de distribuição de passageiros]", diz. No caso de Campinas, por exemplo, o trem-bala atende apenas o Aeroporto de Viracopos, enquanto o trem regional passa pela cidade e teria estação no centro.

Na capital paulista, a estação seria na Água Branca, na zona oeste, onde estão previstas a chegada dos quatro trens regionais, do trem-bala, e das composições da Linha 6-Laranja do metrô, que vai da Brasilândia, na zona norte, até São Joaquim, na região central, e está planejada para 2018, mesma previsão de conclusão do trem-bala. "Estamos trabalhando em conjunto com a EPL [Empresa de Planejamento e Logística]", garante Afif Domingos, lembrando que tem um reunião hoje em São Paulo com o presidente da empresa, Bernardo Figueiredo, para discutir o assunto.

Em Santos, o trem regional prevê ainda integração com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que vai ligar as cidades do litoral sul paulista. O percurso até a cidade litorânea é o mais complexo, já que precisa superar trecho de serra. "Será feito um sistema especial para reduzir a velocidade do trem nesse trecho e evitar a construção de túneis, que é mais cara", diz o vice-governador de São Paulo.

Já o trem para Jundiaí terá o maior valor (R$ 5 bilhões) pela maior necessidade de construção de túneis. O trem que vai seguir para São José dos Campos poderá ainda chegar a Taubaté e Pindamonhangaba, atendendo as cidades mais populosas do Vale do Paraíba.

Assim como o trem-bala, o vice-governador ressalta que os trens regionais preveem no entorno das estações exploração de centros comerciais, estacionamentos e terminais de ônibus, que devem contribuir para o retorno financeiro do empreendimento.

Depois de receber a proposta da Estação da Luz Participações e do BTG Pactual, o governo paulista divulgará minuta para atrair outras manifestações de interesse de empresas. A intenção é que as empresas interessadas realizem o projeto básico e o contrato para início das primeiras obras seja assinado em abril de 2014. O governo de São Paulo prevê que os primeiros trechos estejam em operação em 2016 e os últimos em 2020.

http://www.investe.sp.gov.br/noticia...95&c=11&lang=1

Prefeitura e Ipplan apresentam projeto do VLT

Sobre trilhos


Prefeitura e Ipplan apresentam projeto do VLT
A Prefeitura de São José dos Campos e o Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento (Ipplan) apresentaram, na última segunda-feira (26), o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para dotar a cidade de um sistema rápido, seguro e moderno de transporte coletivo.
O projeto foi desenvolvido pelos técnicos do Ipplan nos últimos dois anos e encaminhado em agosto passado ao Ministério das Cidades para aprovação e inclusão na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). O sistema integra vários modos de transporte de massa e terá capacidade para atender 490 mil passageiros por dia.
O VLT poderá contar com recursos do orçamento do município obtidos por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo federal. Se for incluído no PAC, o projeto poderá ser detalhado a partir do ano que vem e colocado em concorrência pública para que a primeira etapa seja implantada no prazo de quatro anos.
Concluído, o sistema terá 94 quilômetros de extensão, com oito linhas distribuídas de forma a atender toda a cidade e a demanda de passageiros prevista até 2030. O custo do projeto é estimado em R$ 1,1 bilhão. De acordo com o Ipplan, a ligação da zona sul com região central, percorrendo cerca de 25 quilômetros, deve ser a primeira linha a ser construída.
http://www.sjc.sp.gov.br/secretarias/planejamento_urbano/noticia.aspx?noticia_id=12722

Metrô prevê oito linhas ligando todas as regiões




Perspectiva do Ipplan mostra metrô na avenida Andrômeda. Foto: Divulgação/Iplan

Projeto do VLT segue para apresentação no Ministério das Cidades, em Brasília, dia 11 de dezembro 

Chico Pereira
São José dos Campos

Apresentado oficialmente ontem, o projeto de um TRM (Transporte Rápido de Massa) para São José dos Campos, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), prevê a criação de um metrô de superfície com 94 quilômetros de extensão, dividido em 8 linhas.
O modelo proposto pelo Ipplan é um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que correrá no eixo dos principais corredores viários urbanos, sobre uma pista de grama.
O VLT foi projetado para ser integrado ao atual modelo de transporte coletivo (ônibus), aos sistemas cicloviário, ao futuro transporte Regional Metropolitano do Vale e ao Trem-Bala.

Linhas. Pela modelagem divulgada, as linhas que formarão o novo sistema contemplam todas as regiões da cidade --

  • Eixo Andrômeda (região sul), 
  • Estrada Velha (Rio-São Paulo), 
  • Avenida dos Astronautas (região sudeste), 
  • Avenidas Juscelino Kubitschek e Pedro Friggi (região leste), 
  • Oeste (Urbanova), 
  • Santana (região norte) e 
  • Centro 1 e Centro 2, passando por avenidas como Teotônio Vilela, Sebastião Gualberto, São José, Madre Tereza e São João.


Estão previstas a implantação de duas estações de integração e seis terminai



Prioritário. O projeto foi concebido para ser implantado gradativamente e tem como horizonte o crescimento de São José até 2030.
O sistema VLT terá capacidade para transportar 495 mil passageiros/dia.
O primeiro trecho, considerado prioritário por atender a maior demanda de usuários é o eixo sul/centro/leste, com 25 quilômetros. 
A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, informou que o custo do primeiro trecho está estimado em aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
O prefeito Eduardo Cury (PSDB) disse que caberá ao prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), dar continuidade e viabilizar o projeto, que está em análise no governo federal.
Está marcado para o dia 11 de dezembro, no Ministério das Cidades, a apresentação da proposta pela prefeitura.
Célio Chaves, assessor de Carlinhos, e o vereador Wagner Balieiro (PT) acompanharam a apresentação.
“Acompanhamos a análise do projeto em Brasília”, disse Chaves. 

Especialistas são favoráveis ao projeto
São José dos Campos

Presentes no evento de apresentação do projeto do VLT, especialistas na área de transportes afirmaram que São José dos Campos precisa mesmo se preocupar em diversificar o transporte de massa.
“O projeto do Ipplan tem similaridade com o estudo que fizemos para a prefeitura sobre um TRM (Transporte Rápido de Massa)”, disse o professor Eugênio Vertamatti, do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que coordenou os primeiros estudos do TRM para o município.
Segundo ele, faltou ao estudo do ITA dados mais completos sobre origem e destino da população, feitos pelo Ipplan.
“O nosso estudo apontava para um sistema VLP (Veículo Leve Sobre Pneus) que evoluiria para um VLT”, lembrou.
Para o urbanista Cândido Malta, que participou do trabalho do Ipplan, este é o momento da cidade pensar no futuro do transporte de massa.

Video do projeto:

fonte:http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o...gi-es-1.349426

Contrato para projeto executivo das Vias Cambuí e Via Banhado são assinados


Sistema viário


                 Via Cambuí

            Via Banhado


Contrato para projeto das vias Cambuí e Banhado é assinado

A Prefeitura de São José dos Campos assinou nesta quinta-feira (22/11) o contrato com as empresas que realizarão os projetos executivos para a Via Banhado e a Via Cambuí. As obras fazem parte do convênio assinado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no programa de reestruturação urbana.

Para essa fase do convênio, o consórcio Planservi-Cobrape será responsável pela Via Banhado. O grupo terá 4 meses e meio para a elaboração do contrato e oito meses para preparar o licenciamento ambiental. Os investimentos são de R$ 4,7 milhões.

A Via Banhado vai permitir a interligação entre as vias Norte e Oeste e deverá seguir o traçado da linha férrea. O corredor viário é uma alternativa de tráfego a região central e terá cerca de quatro quilômetros de extensão.

A empresa Viaporte, Projetos e Consultoria de Engenharia S/A terá o prazo de seis meses para a elaboração do projeto da Via Cambuí e oito meses para o licenciamento ambiental. Investimentos da ordem de R$ 3,9 milhões.

A Via Cambuí terá 8,6 quilômetros e possibilitará a integração entre as regiões leste e sudeste com passagem sob a via Dutra, oferecendo uma alternativa para o tráfego na Avenida Juscelino Kubitschek e o acesso a rodovia dos Tamoios e a região do Putim.

A implantação das duas vias deverá considerar a mobilidade urbana, segurança viária e incentivar também a sustentabilidade. Os projetos dos corredores viários terão três pistas em cada sentido com canteiro central, calçada e ciclovia para permitir a circulação de veículos não poluentes, como bicicletas, e também os deslocamentos a pé.

Além da assinatura do contrato, foi apresentado durante a cerimônia o plano macroviário de São José dos Campos.

No programa, o projeto de outros dois corredores viários, que serão implementados em convênio com o BID: a Via Leste e a Via Ressaca; projetos da administração municipal como a Via Parque; Via Oeste (2ª fase); Via Noroeste; Via Parque Tecnológico e os projetos que estão sendo realizados em convênio com o Estado: Via Aeroporto/Tamoios e Via Jaguari.


Plano Macroviário de São José dos Campos 

O Plano Macroviário é um conjunto de ações, projetos e estudos elaborados pela 
Prefeitura para adequar a estrutura viária do município às demandas atuais e futuras e 
orientar a ação governamental tendo em vista a garantia da mobilidade urbana.  

O Plano é composto por sistemas viários e suas interligações, corredores, vias de 
acesso e ciclovias. Fazem parte de diversos projetos executados ou em fase de 
elaboração, com recursos do orçamento municipal, do Programa de Reestruturação 
Urbana, com recursos de empréstimos obtidos junto ao Banco Interamericano de 
Desenvolvimento (BIB) e os executados em parceria com o governo estadual.  

O principal sistema implantado é o Anel Viário, hoje interligado a todas as regiões da 
cidade e cuja consolidação foi iniciada em 2000. Desde essa época, a população da 
cidade aumentou 19%, atingindo 643 mil habitantes, enquanto a quantidade de 
veículos em circulação praticamente dobrou, passando de 185 mil para 365 mil 
veículos.  

Programa de Reestruturação Urbana (BID)

1 - Via Cambuí 

Extensão: 8,6 quilômetros.  
Interligação das regiões leste e sudeste, com passagem sob a via Dutra.  
Oferecerá alternativa de tráfego à Avenida Juscelino Kubitschek e acesso à Rodovia 
dos Tamoios e à região do Putim, com previsão de ligação com a futura Via Leste.  

2 - Via Banhado 

Extensão: 4 quilômetros 
Interligação da Via Oeste à Via Norte. Prevê dois viadutos para ligação entre a via e a 
região central da cidade. 
O trajeto segue a antiga linha féria, partindo da Via Norte, até a Avenida Lineu de 
Moura, na rotatória da Avenida Miguel Naked, que dá acesso a Via Oeste. 

3 - Via Leste (em fase de projeto) 

Extensão: 7,8 quilômetros 
Ligação da Via Cambuí à Estrada do Mato Dentro, interligando as regiões leste (Novo 
Horizonte) e sudeste (Jardim da Granja) e à Rodovia dos Tamoios. 

4 - Via Ressaca (em fase de projeto) 

Extensão: 2,4 quilômetros 
Interligação da região oeste à região sul, com prolongamento da Via Oeste e 
passagem sob a via Dutra em direção ao bairro Chácaras Reunidas. 
Programa de Corredores Viários (Prefeitura)  

1- Via Oeste  

Extensão da Via Oeste e interligação à Via Dutra (dois quilômetros).  
Continuidade pelas ruas Winston Churchill e Carlos Marcondes, passando próximo da 
Monsanto, até o acesso a Via Dutra. 
2 - Via Parque (em fase de projeto) 

Projeto de ligação com a SP-50 (São José-Monteiro Lobato), a partir da Via Ressaca.  
Prevê passagem pelo Parque da Cidade, com transposição do Rio Paraíba do Sul 
perto da Vila Matilde e Jardim Boa Vista (zona norte). 

3 - Viário Parque Tecnológico (em fase de projeto) 

Projeto de um sistema viário dentro do Parque Tecnológico e ligação com o viaduto 
Santa Inês (1,3 quilômetros) e acesso à rodovia Carvalho Pinto pela Estrada Joel de 
Paula.  Permitirá interligar a Via Dutra e a Rodovia Carvalho Pinto. 

4 - Via Noroeste (em fase de projeto) 

Ligação da Via Banhado às estradas do Jaguari e do Jaguariúna, passando atrás dos 
bairros Vale dos Pinheiros, Residencial Esplanada do Sol, com a travessia do Rio 
Paraíba do Sul para a Estrada São José dos Campos-Santista.  

Programas em parcerias com governo estadual

1 - Via Aeroporto/Tamoios- 2ª fase 
Ligação da Rodovia dos Tamoios, pela Rua Rodolfo Castelli, no Putim, até a Avenida 
Brigadeiro Faria Lima, próximo ao aeroporto (1,7 quilômetro). A primeira fase foi 
concluída com a duplicação da Rodolfo Castelli até a entrada da Estrada Municipal 
Glaudiston de Oliveira.  
Será alternativa à Avenida dos Astronautas, facilitando o acesso ao aeroporto a partir 
das regiões sudeste, sul, central, oeste e norte, bem como o escoamento de materiais 
de indústrias como Petrobrás, Embraer e outras. 
2 - Ligação Via Norte/Estrada do Jaguari 

Corredor viário de 5,5 quilômetros que vai interligar a Via Norte à Estrada do Jaguari.  
A nova via deve ser implantada no entroncamento da Via Norte com a Rua do Porto, 
seguindo o trajeto da linha Férrea, desviando da indústria da J. Macedo, até a estrada 
São José dos Campos-Santista e a ligação com a estrada do Jaguari. 
Vai desviar o tráfego de caminhões de áreas residenciais de bairros da zona norte, 
como Vila Dirce e Jardim Telespark.   

Plano Macroviário – Obras realizadas 

1- Via Norte  

Extensão: 5,5 quilômetros 
Interligação entre o centro e a zona norte. 
Alternativa de tráfego às avenidas Olivo Gomes e Rui Barbosa (acesso à região norte), 
por onde transitam 25 mil veículos por dia, em média. 

2- Via Oeste 

Extensão: 3 quilômetros. 
Interligação entre os bairros Jardim Colinas e Jardim das Indústrias Alternativa aos veículos que seguem no sentido zona oeste, auxiliando na diminuição 
do tráfego de veículos na região central.  

3- Viaduto Santa Inês 

Extensão: 1,6 quilômetros 
Interligação entre bairros da zona leste e o distrito de Eugênio de Melo, com saída 
pela Via Dutra. 
Alternativa a circulação de veículos entre os bairros que antes era restrita ao viaduto 
Vista Verde. 

Obras em parceria com o governo estadual 

1 - Implantação de passarela da Unifesp  
2 - Duplicação do Viaduto Talim  
3 – Ampliação de faixas de rolamento na Avenida Jorge Zarur, no trecho sob a via 
Dutra até a ligação com a Avenida Mário Covas  
4 - Construção de acesso à Avenida Mário Covas, sentido litoral, pela Rua José 
Guilherme de Almeida.

http://www.sjc.sp.gov.br/noticias/noticia.aspx?noticia_id=12684

Informações complementares

São José dos Campos apresenta projeto do VLT

26/11/2012 - G1 Vale do Paraíba e Região

O Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento (Ipplan) de São José dos Campos apresentou nesta segunda-feira (26) o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da cidade. De acordo com o instituto, foram quase dois anos de estudos para o novo meio de transporte público que deve ser implementado até 2030.

Segundo o Ipplan, o número de passageiros que vão usar o sistema de transporte coletivo na cidade por dia poderá saltar dos atuais 330 mil para 495 mil. Pelo atual projeto, o VLT terá 94 quilômetros de extensão e 8 linhas que seriam construídas por etapas.

A primeira delas ligaria a zona sul à região central passando pela Avenida Andrômeda. As outras linhas passariam pela Estrada Velha, Avenida dos Astronautas, zonas leste, norte e oeste e duas na região central.

De acordo com Cynthia Gonçalo, diretora do instituto, a construção do VLT só seria viável com o auxílio de verbas do governo federal. Por isso, o projeto foi incluído no PAC 2, o Programa de Aceleração do Crescimento.

“Atende todas as diretrizes do PAC 2 Mobilidade. O projeto já está protocolado lá, ele tem um custo de R$ 1,1 bilhão. Envolve todo o crescimento de demanda da habitação, da demanda de transportes, crescimento de emprego, crescimento da população até 2030”, explicou.

A expectativa do atual prefeito, Eduardo Cury (PSDB), é que a população comece a usar o VLT em quatro anos, mas para isso o projeto precisa ser aprovado pela próxima gestão, do petista Carlinhos Almeida. A próxima gestão vai analisar o projeto, ver se eles concordam em fazer um VLT, um metrô de superfície em São José e começar a implantação.

“O governo federal vai dar a resposta agora em dezembro, no começo de janeiro sobre a aprovação dos recursos. Em dando a sinalização, a licitação pode ocorrer no ano que vem e começar as obras no final de 2013, 2014, e dentro de três anos, somando hoje quatro anos, você pode ter as primeiras linhas sendo operadas”, disse.

O Ministério das Cidades confirmou que o projeto do VLT foi protocolado em agosto e está em análise. Já o prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), informou que tem interesse em implantar o metrô de superfície, porque considera uma boa alternativa para a cidade.

http://www.revistaferroviaria.com.br...InCdEditoria=2

também tem o video da TV Vanguarda:
http://globotv.globo.com/tv-vanguard...-jose/2262995/